A Voz Também Envelhece

A Voz é a emoção sonorizada, drena o que sentimos e tem um papel fundamental na comunicação e no relacionamento humano.Ela nos revela, muitas vezes até mais do que gostaríamos. Representa nossa identidade, expressa nossa emoção, e permite nossa aproximação com o outro. Pode valorizar e enriquecer de emoção a palavra, ou da mesma forma, esvaziar seu conteúdo.

Mas a voz como qualquer parte do nosso corpo, também envelhece.

Presbifonia é o termo usado para se referir ao processo de envelhecimento vocal. Voz presbifônica é a voz considerada como típica do idoso. É a alteração vocal que ocorre devido às modificações hormonais e orgânicas trazidas pelo processo natural de envelhecimento.

Nem sempre a voz envelhece em conjunto com seu dono, muitas vezes apresenta-se envelhecida antes mesmo que hajam outros sinais físicos e externos, embora sua dinâmica seja intimamente ligada a condição física do homem , mostrando também , que em alguns casos, a voz permanece “jovem” e com bastante energia, principalmente naquelas pessoas  que a utilizam como instrumento cultural e de lazer.

A presbifonia pode manifestar-se de várias maneiras e trazer inúmeros sintomas ao idoso, sendo os mais comuns: rápido cansaço ou fadiga vocal, falhas e tremores na voz, redução na intensidade vocal e dor ao falar.

Além destes desconfortos, muitos idosos começam a se isolar e deixam de freqüentar reuniões sociais, para evitar situações em que tenham  que falar.

O processo de envelhecimento é inevitável, porém, existem recursos para reduzir suas manifestações ou adaptar o indivíduo para conviver da melhor maneira com essas características.

Podemos retardar os efeitos do envelhecimento sobre a voz, quando antes de seu estabelecimento, forem aplicadas ações e medidas preventivas como por exemplo: cuidados básicos com a voz, treino vocal, além de aprimorar a eficiência da voz na velhice ativa, permitindo ao idoso uma qualidade de vida integrativa e participativa na sociedade, adequando e harmonizando a fala, melhorando o controlepneumofonoarticulatório, a estabilidade e extensão vocal, além de aumentar a potência e a projeção da voz.

Os programas de prevenção, reabilitação ou aprimoramento vocal junto ao idoso, podem ser realizados individualmente ou em grupos. Lembrando que cada conduta levará em conta a queixa do idoso e suas limitações.

 

Por:

MARINEUSA MUNIZ

FONOAUDIÓLOGA

CRFMG 8357

Pós graduanda em Voz

E-mail: marimunizfono@hotmail.com

Referências bibliográficas:

In: Tratado de Fonoaudiologia.São Paulo: Roca, 2004, Capítulo 11.

Comunicação Oral. Bloch, Pedro.Rio de Janeiro: Revinter.

Monografia: Processo de Envelhecimento Vocal. Luiz Ferreira de Brito Filho, Cefac.

 

 

Intolerância Alimentar

Nutricionistas revelam 6 verdades que você precisa saber sobre intolerância alimentar

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1. O problema pode ser confundido com alergia

Reações físicas à comida são comuns. Quase sempre trata-se de intolerância, e não de alergia. Mas, como têm sintomas semelhantes, há confusão entre os males, o que pode atrasar o diagnóstico. Alergia é a resposta imunológica do organismo ao reconhecer algo que julga prejudicial e digno de combate. A intensidade independe da quantidade de substância “inimiga” ingerida. Resulta em coceira na pele, na garganta e nos olhos e inchaço no rosto, entre outros sintomas. Já a intolerância, segundo a médica Ariana Yang, do Ambulatório de Alergia Alimentar do Hospital das Clínicas de São Paulo, é a incapacidade de metabolizar um alimento por deficiência ou ausência da enzima necessária para isso. Nesse caso, quanto mais comer o que faz mal, pior.

2. Não se trata de uma doença grave

Diferentemente da alergia, que pode levar a reações sérias e fatais – a exemplo do edema de glote, inchaço que faz cessar a respiração -, a intolerância não é perigosa. Causa desconfortos digestivos, como cólicas, gases, diarreias e náuseas. Os sintomas podem surgir horas ou até dias após o consumo da substância intolerada. A intensidade do quadro depende não só da quantidade ingerida do alimento desencadeador como de quanto da enzima essencial para sua digestão a pessoa produz. Se o foco do problema é eliminado da dieta, os incômodos somem. “Já os danos causados por alergias demoram a desaparecer”, diz o gastroenterologista Jaime Zaladek Gil, do paulistano Hospital Albert Einstein.

3. Em algum momento todos vão ter

A hipersensibilidade à lactose, causada por uma baixa de lactase (enzima essencial para o processamento do açúcar do leite), é a intolerância mais comum. Segundo estimativas brasileiras, ela atinge quase 70% das pessoas em algum momento da vida. Mas um grupo de especialistas vai além e defende que, em graus diferentes, todo mundo apresenta alguma reação alimentar adversa pelo menos uma vez na vida. “A intolerância é uma predisposição individual”, define a médica Ariana Yang. Em quem já tem a tendência, o consumo excessivo de certo alimento pode dificultar a digestão, gerando um episódio. Outros fatores, no entanto, podem tornar a pessoa intolerante. De acordo com o gastroenterologista Jaime Gil, existe o risco de infecções ou cirurgias que encurtam o intestino fazerem o corpo perder a capacidade de absorver determinada substância.

4. Dá para comer o que causa a intolerância.

Se na alergia é essencial banir da mesa o agente causador, em quase todas as intolerâncias é possível mantê-lo no menu em pequenas porções, sem desconforto. Para tanto, é preciso descobrir, usando o método de tentativa e erro, o limiar de aceitação do organismo e evitar ultrapassá-lo. A exceção é a intolerância ao glúten, presente em pães, biscoitos, macarrão e outras massas à base de trigo. Aí a restrição total é obrigatória, pois o consumo dessa proteína por quem não a digere bem pode causar câncer de intestino. Já quem tem intolerância à lactose conta com cápsulas para repor a enzima lactase. “A proposta não é ingerir todo dia, mas dar à pessoa a chance de consumir lactose de vez em quando”, explica Ariana Yang.

5. O leite não é o único vilão

A mais comum de todas as hipersensibilidades, a intolerância à lactose, normalmente não se manifesta logo no começo da vida, quando o organismo produz em quantidade adequada a enzima necessária para metabolizar esse açúcar. É mais frequente que o corpo perca depois, progressivamente, a capacidade de produzir lactase e os desconfortos comecem a surgir. Isso pode ocorrer ainda na infância ou só na fase adulta. Mas o leite não é o único vilão nessa seara. Nem o glúten. Os sulfitos (substâncias conservantes usadas nos vinhos), as tiraminas, presentes em queijos e chocolates, e os corantes são fontes frequentes de intolerância. E, relembrando, qualquer alimento consumido em excesso pode provocar mal-estar no sistema digestivo. “O intestino é uma verdadeira barreira imunológica”, afirma a nutricionista funcional Daniela Jobst, de São Paulo.

6. É possível passar anos sem um diagnóstico

Como os sintomas podem ser vagos e nem sempre são contínuos, há quem passe anos – ou até a vida inteira – sem descobrir a causa de desconfortos gastrointestinais, segundo a alergista Ariana. Ao desconfiar de que é intolerante a algo, pesquise, com base em observação e testes, se existem comidas específicas que disparam os sintomas. Em seguida, procure um médico para obter um diagnóstico preciso. Manter um diário alimentar vai ajudá-la a fazer sua parte. Com as anotações, será fácil identificar o que as refeições dos dias em que a indisposição surge têm em comum. Outra maneira eficiente de achar o que faz mal é, aos poucos, excluir os alimentos suspeitos da dieta até se livrar do mal-estar. Depois, reintroduza-os, um a um, para se certificar de qual deles acende a luz vermelha. “Com a intolerância controlada, o intestino se regulariza, o humor e o sono melhoram, as doenças respiratórias somem e as dores de cabeça ficam menos frequentes”, afirma a nutricionista Daniela.