Mulheres como diamantes

“Fiz como diamante a tua testa, mais forte do que a pederneira; não os temas, pois, nem te assombres com os seus rostos…”Ez 3:9

Na Palavra de Deus, o autor de Provérbios 31, citado recorrentemente em reuniões onde as mulheres são o alvo da ministração, nos diz que o valor da mulher virtuosa muito excede ao dos rubis.

Ele cita e relata os conselhos que a mãe do rei Lemuel lhe dá, trazendo alguns parâmetros do que é ser uma mulher virtuosa.
Comparado está o valor desta mulher aos das finas joias.
Todas nós mulheres buscamos insistentemente refletir esta mulher que o seu valor excede ao dos rubis.
Entre as gemas naturais, o rubi somente é ultrapassado pelo diamante, em termos de dureza. Até aqui já está de bom tamanho o valor que nos é dado por um homem, cuja paixão pelas mulheres é conhecida por todos. Não é segredo para ninguém as loucuras que ele se propunha para possuir os corações delas. O que acaba lhe dando crédito em relação ao assunto.
Mas no texto de Ezequiel 3:9 percebemos Deus declarando ao profeta que fez a fronte dele como o diamante, mais forte do que a pederneira. Isto nos faz refletir que se Salomão disse que o valor da mulher excede ao dos rubis, e que o rubi, no seu poder de dureza, é ultrapassado pelo diamante, podemos concluir que Deus nos fez fortes como o diamante. A força que possuímos e que muitas vezes desconhecemos vem do Senhor. Ela precisa ser descoberta e trabalhada por Ele.
Uma das traduções para a palavra que deu origem a palavra “diamante” é INVENCÍVEL.
Teríamos nós mulheres virtudes que nos deixariam invencíveis?
Um diamante natural pode ser confundido com um cascalho qualquer, porque se parece com ele. Exceto por algumas pedras, todo diamante têm falhas internas, e só estará devidamente aproveitado em seu brilho quando for totalmente lapidado.
Se os diamantes são os mais resistente de todos os minerais de que se tem conhecimento; as pedras mais procuradas e apreciadas de todos os tempos; como seriam as mulheres que poderiam estar listadas num catálogo Mulheres como Diamantes?
Para estarmos relacionadas como diamantes é necessário que passemos de alguma forma pelo processo de talhe e corte, assim como ele passa.
É o processo de lapidação e polimento que nos dará a valorização, para que sejamos vistas como diamantes. É após o processo de modelagem que nos tornamos diferenciais mesmo em meio à multidão.

Existe mulher que está como os cascalhos. Ofuscada nos seus dissabores, a ponto de ser confundida e tratada como mero objeto, e, muitas vezes é jogada em qualquer lugar, sem ter o seu valor reconhecido.

Muitas desejam, ansiosamente, serem encontradas por alguém que desofusque seus sonhos e a sua alma.
Mas elas só encontrarão gozo na alma e no espírito, se, se permitirem ser lapidadas por Deus que é o sublime artesão. Com a sua habilidade Ele lapidará e dará a elas nova vida.

Ser lapidada é ser tratada, talhada e gravada. É se tornar um diamante duro e reluzir o maior dos brilhos que alguém pode exibir. E este privilégio é para aquela que se humilha debaixo da onipotente mão de Deus, reconhecendo que saiu da profundeza da terra e necessita dos cuidados Dele.

Assim como no caso do diamante, só depois de lapidada é que o brilho e o valor dessa mulher são confirmados. Ela se torna como diamante e passa a ser vista com um olhar que alcança além do seu exterior
A mulher que tem a transparência do seu caráter refletida do seu interior, transmite externamente atitudes que lhe concede valores extraordinários.
Te sugiro a apressar-se em ver com lupas as oportunidades que despontam em sua vida. Faça escolhas com sabedoria e com coragem, porque o habilidoso artesão, o Senhor, já tem um designer bem definido que
 combinará perfeitamente com o seu projeto de vida riscado e personalizado para cada uma de nós.
Como mulheres somos fortes e resistentes, porém caráter irrepreensível como o de Isabel, mãe de João Batista, só é adquirido com persistência e fé. Precisamos nos submeter à graça e força do nosso criador.
Deus tem as suas maneiras de nos purificar e ressaltar os nossos valores. De revelar ao mundo o grande tesouro escondido dentro de cada uma de nós mulheres.
Embora o processo de lapidação seja bastante doloroso, não podemos nos esquecer de que, é nele que Deus retirará as “inclusões” que impedem que a sua luz se manifeste em nós. Ao sermos trabalhadas pelo Senhor, ganhamos um brilho, que bem material algum, ou circunstância nenhuma pode provocar.
Ele nos vê como diamantes, encontradas cheias de defeitos, sem brilho, porém fortes e guardando no nosso interior valores incalculáveis.
Um diamante bruto, quanto mais cortes precisos sofre, mais brilho libera, e há áreas da nossa vida que estão gritando dentro de nós, para que sejam cortadas e assim valorizadas.
Desta forma, é necessário aceitar a proposta e deixarmos Deus criar em nós facetas tais, que só Ele na sua grandeza é capaz.
Muitas mulheres da Bíblia tiveram o seu brilho gravado na história e foram contadas como peças chaves, para a solução de problemas considerados insolúveis.
Mulheres ricas, outras pobres, algumas escravas, mas também algumas livres. Mulheres com ou sem nomes, inicialmente tendo ou não reputação, mas que marcaram épocas com os seus talentos e virtudes. Mulheres que tiveram suas vidas transformadas ou simplesmente transformaram a vida de outros, porque se sujeitaram aos tratamentos de Deus.
Você nasceu para brilhar e não pode se negar esse direito.
Mulheres como diamantes são mulheres “especiais”, que pela sua firmeza de caráter e de valores, se sujeitam a lapidação e são aprovadas. Elas estão preparadas para mobilizar e fazer acontecer grandes transformações no meio em que vivem.
Por causa da ousadia que possuem, lideram com segurança quebrando paradigmas com pulso firme e determinação.
Elas apreciam o calor humano, não permitindo que as pessoas sejam tratadas como meros objetos de interesse pessoal.
Vencendo preconceitos, que são intransponíveis para muitos, essas mulheres motivam os seus filhos para um desenvolvimento material, emocional e sobretudo espiritual. Os tornam dignos nas suas atitudes.
Quando esta mulher usando da sua coragem se deixa ser lapidada, ela consegue provar para o mundo, que a sua feminilidade não lhe nega força e capacitação.
Sua resistência nasce durante o período de sofrimento, por isso além de sua solidez aprende a estabelecer novas estratégias que a faz triunfar.
Ela entende que o cair é do homem, mas o levantar vem de Deus, e toma posse da palavra que diz que “é o Senhor que dá força ao cansado e multiplica a força daquele que não possui nenhuma”.
Então ela caminha e segue para o alvo mais forte. Deixa para traz a poeira que tentou ofuscar o seu brilho e desanimá-la.
Abigail, a conhecidíssima mulher de Nabal, encantou não somente a seu marido com seu brilho. Com sua sabedoria pacificadora, teve atitude determinante para preservar a vida de um povo. Este fato a fez brilhar e encantar o rei Davi, que a viu como um diamante e a tomou em casamento.
Por isso podemos afirmar que o brilho de Deus, nos tornam peritas em transformar situações de derrota em vitórias reluzentes.
A amargura não cria raiz em nosso coração, porque a alegria do Senhor, que é a nossa força, supre toda a nossa alma. Focamos o perdão e o perseguimos com determinação, compreendendo o quanto somos especiais, quando nos deixamos convencer do nosso valor. Toda dor e desconforto a que somos submetidas, nos direcionam para o brilho da glória e da valorização.
Lembre-se que Deus te proveu de um coração que transforma a esperança em fé, e a sua determinação te levará às conquistas permanentes.
Você será considerada um diamante, se os homens ao contrário de olharem para partes isoladas do seu corpo, não resistirem ao fulgor que nasce do seu interior.
Reconheça a força que há em você e lute pelas causas de outras mulheres, pelas famílias e pela obra do Senhor.
Use as críticas como facetas que te darão oportunidade de brilhar ainda mais, ao se envolver com responsabilidade, não perdendo a ocasião de ser instrumento de Deus.
A escolha entre ser mais uma pedra misturada e confundida com um cascalho, ou, a de se permitir ser lapidada e deixar o seu brilho sobressair, só você pode tomar. Mas parafraseando Mike Murdock quero te dizer… a mulher como diamante está disposta a ir onde nunca esteve para criar algo que nunca teve.

Força e brilho estão em nós, porque o Senhor nos fez como diamantes, mais fortes do que as pederneiras !

 

Pra. Alvani Miranda

Mulheres da Bíblia

Bispa Ingrid

 

Muitas mulheres nobres, importantes e sábias são mencionadas na Bíblia. Lemos a respeito da sabedoria e virtude de Abigail, em contraste com a atitude desprezível e ignóbil de seu marido, Nabal (1 Samuel 25:2–42). Davi a elogiou dizendo: “Bendito o Senhor, Deus de Israel, que, hoje, te enviou ao meu encontro. Bendita seja a tua prudência, e bendita sejas tu mesma, que hoje me tolheste de derramar sangue e de que por minha própria mão me vingasse” (vv. 32, 33).

 

As Escrituras também descrevem a pureza inocente de Tamar e a lascívia egoísta de seu irmão, Amom (2 Samuel 13:1–19). Como o contraste entre uma mulher boa e inteligente e um homem tolo e ímpio poderia ser melhor exposto? Quando Joabe precisou que alguém apelasse para o rei Davi em favor de Absalão, ele não escolheu um homem, mas uma mulher sábia de Tecoa (2 Samuel 14:1–20). Da mesma forma, Bate-Seba foi enviada até Natã para falar em favor de Salomão (1 Reis 1:11–13).

 

A influência das mulheres da Bíblia teve resultados bons e maus. Jeoseba mostrou-se corajosa escondendo o menino Joás, da linhagem real, da perversa Atalia, a qual tentou tirar a vida de todos os possíveis herdeiros que ameaçassem o seu governo no trono. Ela escondeu o pequeno Joás e a sua ama num dormitório até ele crescer o suficiente para reinar em Judá (2 Reis 11:1–3). Deus usou a rainha Ester, uma mulher de beleza e força, para livrar Israel da extinção tramada pelo perverso Hamã (Ester 4—8). A derrota de Sansão deu-se por conta de uma mulher (Juízes 14—16).

 

Salomão também foi afetado  desfavoravelmente por mulheres (1 Reis 11:1–4). Davi foi tentado pelo formoso corpo de Bate-Seba à lascívia, a cometer adultério e assassinato (2 Samuel 11:2–27). Jezabel ajudou a efetuar a ruína de Acabe (1 Reis 21:1–26). Uma mulher cujo nome é desconhecido salvou as vidas dos espias que Davi mandou a Jerusalém (2 Samuel 17:17–21). Outra mulher sábia e cujo nome não é mencionado impediu que Joabe destruísse uma cidade, ao persuadir seus habitantes a cortarem a cabeça de Seba,  atirando-a para Joabe, do lado de fora dos muros da cidade (2 Samuel 20:16–22). Assim, ela ajudou a pôr fim a uma rebelião contra Davi.

 

Muitas mulheres foram grandes servas de Deus servindo outras pessoas. Uma mulher alimentou Elias (1 Reis 17:9–15). Um mulher eminente providenciou comida e um quarto para Eliseu (2 Reis 4:8–10). Utilizando recursos próprios, várias mulheres supriram as necessidades de Jesus e dos apóstolos (Lucas 8:1–3; Mateus 27:55; Marcos 15:41); entre elas estavam Marta e Maria (Lucas 10:38–42; João 12:2). Uma samaritana cujo nome não é mencionado recebeu a grande lição sobre a verdadeira adoração no poço de Jacó, e levou uma cidade inteira a ouvir Jesus (João 4:21–42).

 

Uma mulher ungiu Jesus antes de Sua morte (Mateus 26:7–13). Durante a crucificação de Jesus (João 19:25; Lucas 23:49), várias mulheres — incluindo Sua mãe — ficaram corajosamente com Ele, enquanto Seus seguidores homens O abandonaram. Até mesmo os apóstolos escolhidos fugiram com medo de perder a vida quando a escolta armada prendeu Jesus (Mateus 26:56).

 

Mulheres nobres e cheias de virtude e dedicação, como as que acabamos de mencionar, são descritas em Provérbios 31:10–31. Mulheres com esse caráter destacaram-se como grandes servas de Deus. A grandeza delas estava no serviço prestado, e não no senhorio. Por causa do serviço que prestaram elas sobrepujaram a maioria das autoridades, dos reis, governadores e príncipes. Devem ser contadas entre os grandes (Mateus 20:25–28), na mesma categoria que João Batista (Mateus 11:11) e, em certa dimensão, à semelhança de Jesus (Mateus 20:28). Se mulheres e homens compreenderem o sentido do ensinamento de Jesus, reconhecerão que servir está, na verdade, um degrau acima, e não abaixo, de ser servido. O alvo de todos deve ser viver como um servo útil.

 

Ainda que, aos olhos de alguns, as mulheres da Bíblia não pareçam tão grandes quanto as autoridades e líderes descritos na Bíblia, a grandeza delas pode ser vista nos resultados de suas boas obras. Que a providência do Senhor nos abençoe com muitas outras grandes mulheres. Maria, mãe de Jesus, é exemplo de uma grande mulher. Ela se dispôs a dar de si mesma para servir humildemente a Deus. Quando o anjo anunciou que o corpo dela seria o instrumento pelo qual Cristo viria ao mundo, ela respondeu modestamente: “Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra” (Lucas 1:38). Durante a infância, Jesus obedeceu a essa mulher, Sua mãe: Ele estava sujeito à Maria e José. “E desceu com eles para Nazaré; e era-lhes submisso…” (Lucas 2:51). Ele não foi submisso a eles porque Suas percepções, habilidades e outros talentos eram inferiores aos deles. Jesus foi submisso a eles por causa da posição de autoridade que eles exerciam sobre Ele como Seus pais. Submissão não significa inferioridade.

 

Cerca de dezoito anos depois, Jesus assumiu Sua posição de autoridade e o papel de liderança com a aprovação de Sua mãe. Numa festa de casamento em Caná, Maria informou Jesus de que não tinham mais vinho. Ele respondeu: “Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora” (João 2:4). Então ela depositou a solução do problema nas mãos de Jesus, dizendo aos serventes da festa: “Fazei tudo o que ele vos disser” (João 2:5).

 

A partir daí, Jesus manteve Sua posição de autoridade no relacionamento com a mãe. Quando analisamos Maria como uma grande serva do Senhor, não podemos perder de vista o fato de que embora nosso Salvador tenha entrado no mundo através do corpo dela, o corpo de uma mulher (Gálatas 4:4), Ele assumiu a forma de um corpo de homem. Deus não é homem, mas Ele escolheu o corpo de um homem, o corpo de Jesus, para revelar-Se aos povos da terra (João 1:18) e providenciar o sacrifício pelos pecados do mundo (Hebreus 10:5, 10).

Hulda, a profetisa que mudou uma nação

Leilane Gabriela

 

Afinal, quem foi Hulda? Existe esse nome na Bíblia mesmo?

Sim, Hulda existe na Bíblia e existiu fisicamente! Seu nome significa “duração da vida”. Ela foi profetisa no tempo do rei Josias, por volta de 621 a.C.

Recomendo que seja feita a leitura de II Reis 22. Hulda aparece no verso 14 desse mesmo texto. Vamos ler do 14 ao 20, para resumir a história:

14 Então foi o sacerdote Hilquias, e Aicão, Acbor, Safã e Asaías à profetiza Hulda, mulher de Salum, filho de Ticvá, o filho de Harás, o guarda das vestiduras (e ela habitava em Jerusalém, na segunda parte), e lhe falaram.
15 E ela lhes disse: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Dizei ao homem que vos enviou a mim:
16 Assim diz o SENHOR: Eis que trarei mal sobre este lugar, e sobre os seus moradores, a saber: todas as palavras do livro que leu o rei de Judá.
17 Porquanto me deixaram, e queimaram incenso a outros deuses, para me provocarem à ira por todas as obras das suas mãos, o meu furor se acendeu contra este lugar, e não se apagará.
18 Porém ao rei de Judá, que vos enviou a consultar o SENHOR, assim lhe direis: Assim diz o SENHOR Deus de Israel, acerca das palavras, que ouviste:
19 Porquanto o teu coração se enterneceu, e te humilhaste perante o SENHOR, quando ouviste o que falei contra este lugar, e contra os seus moradores, que seria para assolação e para maldição, e que rasgaste as tuas vestes, e choraste perante mim, também eu te ouvi, diz o SENHOR.
20 Por isso eis que eu te recolherei a teus pais, e tu serás recolhido em paz à tua sepultura, e os teus olhos não verão todo o mal que hei de trazer sobre este lugar. Então tornaram a trazer ao rei a resposta.

É um texto um pouco dramático sim…

Josias deu início à reparação do templo e automaticamente isso trazia reparação à vida espiritual daquela nação, a saber, Israel. Um belo dia, Josias pediu que Hilquias fosse conferir o dindin para reformar a casa do Senhor. O que ele não esperava, era o “prêmio” que viria com essa conferência. O povo ansiava por uma nova vida sim, pois tinham total consciência de que estavam no erro, mas não tinham quem os “levasse de volta ao caminho”, digamos assim. Ou seja: ver seu vizinho ao lado pecar, desanimava profundamente ao tentar se santificar. Era povo de dura cerviz.

Hilquias encontrou o livro da Lei e o leu perante Josias. Este ficou tão estarrecido pela não cumprimento da Lei do Senhor, que mandou consultarem um profeta acerca daquilo que estava determinado como castigo, tipo “Senhor, dá tempo de consertar? Socorro!”. Havia a identificação do pecado de idolatria em excesso.

Hulda então entra em cena. Nessa época, segundo a Palavra, Jeremias e Sofonias eram vivos e podiam perfeitamente terem recebido a visita do sacerdote Hilquias, e dos demais que estiveram junto a Hulda. Mas o Senhor escolheu uma mulher para falar o que Ele queria que soubessem.

No A.T. só existem registros de 2 profetizas mais: Miriã e Débora. Ou seja: Hulda foi um dos raros diamantes colocados entre pedregulhos na época da Lei. Mas existiu ainda uma falsa profetisa: Noadia. Não vamos falar dela agora.

Hulda tinha uma autoridade tão grande no Senhor, que foi escolhida pelo sacerdote para buscar ao Senhor pelo rei. E ela sabia da responsabilidade que tinha para com o serviço do Rei dos Reis. Mesmo num tempo em que tudo parecia escuro, contrário, Deus ainda falava. E por meio de uma mulher, Ele ressuscitou a vida espiritual de Israel.

Ela foi usada para transmitir a Palavra de Deus e para desmistificar a teoria de que só os homens poderiam profetizar, de que somente quando não havia homens, é que as mulheres entravam em ação. Jeremias era do bom! Mas Hulda foi escolhida pelo Senhor naquele momento. Josias também ganha destaque pois teve humildade em aceitar a palavra de Deus através de Hulda – uma mulher.

Quantos homens hoje deixam de cumprir o propósito de Deus por puro machismo, não é? Há quem diga ainda que mulheres não pode ir para frente do púlpito, quem ache que mulher é só para arrumar o arranjo da igreja…Dizem que a profecia de grandes servas de Deus não podem ser levadas em consideração pois não são “pastores”, e sim mulheres, “apenas”.

Há profetas para todos os momentos. Há quem te dê uma palavra na hora da dor, da alegria, da aflição, da vitória. Cada momento é diferente para Deus, assim como é para nós. Nem sempre falamos de tudo com a mesma pessoa, não é mesmo? Você comenta sobre trabalho com seu pastor, mas comenta sobre vida sentimental com mãe. Deus respeita essas diferenças também e tem uma criatividade imensa na hora de trabalhar na nossa vida dessa forma. Ele usa pessoas diferentes em momentos diferentes, para propósitos diferentes.

Hulda, uma mulher devota ao Deus vivo, colocou os dons espirituais ao dispor do Senhor e foi honrada por isso.

E nós, temos feito o mesmo? Que tal nos deixarmos ser usadas por Deus, meninas? Vamos nessa?

Deus abençoe!!

Mulher, a mais bela das criações

Valdenira Nunes

 

“E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1:27).

Senti-me feliz e agradeci a Deus ao ler as palavras do Pastor Gary Haynes sobre a mulher, no prefácio da Bíblia de Estudo da Mulher (Trinitariana – Fiel). Ele disse:“Quando Deus criou a mulher, fez um ser tão especial e único, sem comparação em toda a natureza. Não consigo imaginar como o Universo seria chato e sem sabor se Deus tivesse parado a criação depois de fazer Adão. A mulher traz tantos dons e habilidades ao mundo, que suas contribuições à sociedade, em todas as áreas, desde o campo profissional até a família e o lar, são profundamente marcantes e singulares. A Terra não seria a mesma sem essa pessoa tão incrível!”
Vejam como é bom ser esta mulher que é amada por Deus, querida de Deus, que é o reflexo da Sua glória e que é amada também por seu marido e por seus filhos que a chamam de “bem aventurada” (Provérbios 31:28).

Uma vida inteira ainda é muito pouco para agradecer a Deus pelas tantas coisas que Ele faz por mim. Mas citarei apenas três, dentre tantas…

1- Agradeço a Deus por Ele ter-me feito à Sua imagem e semelhança.

*Deus é criativo e me fez uma mulher criativa;
*Deus é inteligente e me fez uma mulher inteligente;
*Deus é racional e me fez uma mulher racional.
Eu, então, fui criada por um Deus perfeito e, por ser mulher, faço parte da posição de Eva como “a mais bela das criações”.

Obrigada, Senhor, por ter-me criado à Sua imagem e semelhança (Gênesis 1:26), por ter-me feito de modo assombrosamente maravilhoso (Salmo 139:14), por ter-me criado para ser a glória do meu marido (1 Coríntios 11:7), e por me amar e ter-me escolhido para ser Tua filha (João 1:12) … Amém!

2- Agradeço a Deus por ser o reflexo da Sua glória.

Se sou o reflexo da glória de Deus, isto significa que eu reflito a Sua imagem. Que responsabilidade! Que privilégio!
Como filha de Deus, que reflete a Sua imagem, tenho que ter cuidado, tenho que me vigiar e me esforçar para ser obediente a tudo quanto Ele manda na Sua Palavra. O mundo que não conhece o nosso Salvador pode querer conhecer este Deus que eu aceitei e que sirvo se o meu testemunho, realmente, refletir a Sua glória.
Sei que não é fácil refletir esta glória mas sei também que se eu procurar ter um relacionamento mais profundo e mais íntimo com o Senhor, Ele estará bem junto a mim, caminhando lado a lado e me ajudando a mostrar ao mundo que o Deus bom e perfeito é o Deus que eu reflito através da minha vida, do meu testemunho.

“Senhor, obrigada pelo privilégio e pela responsabilidade que colocaste em minhas mãos de ser uma mulher que reflete a Tua glória. Sei que a meus olhos, esta é uma missão difícil mas sei também que Tu, meu Pai, me capacitarás a andar do modo que não Te envergonhe, do modo que todos que estão ao meu redor possam também Te amar e aceitar o Teu Filho Jesus como Salvador de suas vidas. Amém!

3- Agradeço a Deus por ter sido criada para viver em comunhão com Ele.

Viver em comunhão com o Senhor é um bálsamo para a minha alma. Para mim, é um privilégio poder chegar até o trono de Deus e poder abrir meu coração em atitude de louvor, adoração e reconhecimento por Seu tão grande amor por mim.

O Evangelhos de Lucas, capítulo 23 e versículos 44-45, me diz que “… era quase a hora sexta, e houve trevas em toda a terra até à hora nona, escurecendo-se o sol; E rasgou-se ao meio o véu do templo.” Este acontecimento ocorreu quando Jesus morreu na cruz do Calvário para nos dar a vida eterna e nos presentear, quando o véu foi rasgado, com o verdadeiro caminho (Jesus) que nos leva até o trono de Deus, antes permitido, somente, ao sumo- sacerdote.
Agora, a qualquer momento, posso falar com Deus e ter comunhão com Ele. Existe presente mais precioso do que este? Existe milagre maior do que este? Eu, uma pecadora, poder chegar até o trono de Deus Pai e derramar diante dEle todos os meus problemas, preocupações, agradecimentos … E Ele me ouvir, me perdoar, me ajudar, me amar apesar dos meus muitos pecados e dos meus muitos defeitos.
Com o pecado de Adão e Eva a comunhão que havia com Deus no Jardim do Éden foi quebrada mas, graças a Jesus, o verdadeiro Cordeiro imolado no nosso lugar, foi possível a reconciliação entre o homem e Deus.

“Senhor, obrigada por teres me mostrado o caminho – Jesus Cristo – para eu poder ir até o Teu trono.
Obrigada por não mais ser preciso matar ovelhas pelos meus pecados porque o verdadeiro Cordeiro já foi imolado, derramando o Seu precioso sangue para me dar a vida eterna.
Obrigada, Pai, porque o véu do templo foi rasgado abrindo caminho para eu poder chegar até a Ti e ter comunhão constante conTigo.
É meu desejo, Senhor, obedecer-Te em tudo a fim de que esta comunhão tão maravilhosa (que é um céu para mim) seja a mais perfeita possível.
A Tua Palavra me diz que “com todo o meu coração Te busquei; não me deixes desviar dos Teu mandamentos”. E é isto, Senhor, que quero fazer: ser uma filha obediente a tudo que a Tua Palavra me disser e estar em constante comunhão com o Teu Espírito, orando, estudando a Bíblia, alegrando-me na ajuda que Tu, diariamente, me dás e na esperança que me ofereces todos os dias.
Amém!

Jael – Mulher corajossa e decidida

Valdenira Nunes

 

“Bendita seja entre as mulheres, Jael, mulher de Héber, o queneu; bendita seja entre as mulheres nas tendas.” (Juízes 5:24)

Ao ler Juízes 4 e 5, descobrimos a história de uma mulher decidida e corajosa, cujo nome, Jael, significava “cabra selvagem ou montês”.
E a própria Bíblia diz, em Juízes 5:24, que ela era bendita entre as mulheres nas tendas.
Ela não era judia e, juntamente, com seu marido Héber, fazia parte de uma tribo nômade. Ela e seu esposo eram queneus.
Jael jamais imaginou que, um dia, iria ser elogiada pela juíza de Israel Débora  e por Baraque, o comandante do exército. E, pelas palavras de elogio deles, vimos que Deus a considerou amiga de Israel.
Jael jamais imaginou que um dia amaria o Deus de Israel. E esse amor foi demonstrado de um modo inusitado.

Vejamos como tudo começou…
1- Ao lermos Juízes 4:10, vemos Baraque convocando Zebulom e Naftali para a guerra. E, juntamente, com eles ia a juíza Débora:
“Então Baraque convocou a Zebulom e a Naftali em Quedes, e subiu com dez mil homens após ele; e Débora subiu com ele.”
Israel estava em guerra. Os filhos de Deus estavam guerreando contra Canaã.

2- No versículo 11, vemos Héber, esposo de Jael, armar as suas tendas perto de onde se desenrolava as batalhas. A Bíblia nos diz que “… Héber, queneu, se tinha apartado dos queneus, dos filhos de Hobabe, sogro de Moisés; e tinha estendido as suas tendas até ao carvalho de Zaanaim, que está junto a Quedes.”
Nesta decisão de Héber e Jael, vemos a mão de Deus agindo para, lá na frente, dar vitória aos filhos de Israel que haviam tornado “a fazer o que era mau aos olhos do Senhor.” Mas o nosso Deus, o mesmo Deus do povo de Israel, ouviu o clamor deste povo que estava em desobediência e decidiu ajudá-los, pois o inimigo comandado pelo capitão Sísera tinha um grande exército com cerca de novecentos carros de ferro.
Aos olhos dos filhos de Deus, era humanamente impossível vencer o inimigo. Mas o Senhor agiria para dar vitória a Seu povo.

Nós também, assim como eles, enfrentamos batalhas tanto materiais como espirituais e, muitas vezes, nos prostramos e desistimos de lutar porque esquecemos que temos um Deus que cuida de nós e age quando reconhecemos o nosso erro e entregamos tudo a Seus cuidados.

3- Continuando os passos escolhidos pelo Senhor para dar vitória a Seus filhos, lemos em Juízes 4:16 o seguinte acontecimento:
“E Baraque perseguiu os carros, e o exército até Harosete dos gentios; e todo o exército de Sísera caiu a fio da espada, até não ficar um só.”
Como o nosso Deus é um Deus bom, misericordioso e um Deus que nunca nos abandona! Baraque conseguiu matar a todos.

4- Mas a Bíblia ainda nos diz que “… Sísera fugiu a pé à tenda de Jael…” (Juízes 4: 17). Certamente, ele chegou muito cansado, faminto, com sede e precisava de ajuda.
Deus, para dar vitória a seu povo, dirigiu este capitão derrotado à tenda de Jael. Vejam as palavras deste inimigo ao chegar junto à Jael:
“Dá-me, peço-te, de beber um pouco de água, porque tenho sede. Então ela abriu um odre de leite, e deu-lhe de beber e o cobriu.”
Quando Sísera pediu água e Jael lhe deu leite, ela estava oferecendo o que havia de melhor em casa. “O povo daquela região apreciava esta bebida, feita com leite de cabra colocado num odre velho que, depois, era chacoalhado. O leite, então, azedava ou fermentava, quando misturado com as bactérias que permaneciam no odre já usado anteriormente.” (Ann Spangler / Jean Syswerda)
Passo a passo, ele ia confiando naquela mulher que o tratava tão bem e… finalmente dormiu.
Com certeza, o Senhor seguia cada ação dela. Ela já conhecia os filhos de Deus e já conhecia, também, o Deus desse povo. Ela começou a se preparar para exterminar o último representante dos inimigos do povo de Deus.
É, então, no versículo 21, que podemos ver as mãos de uma mulher matar o único inimigo que ainda estava vivo. Ele era um heroína? Não sei! Oportunista? Não sei! Ela era traiçoeira? Também não sei! O fato é que a Bíblia nos diz que… “… Jael, mulher de Héber, tomou uma estaca da tenda, e lançou mão de um martelo, e chegou-se mansamente a ele, e lhe cravou a estaca na fonte, de sorte que penetrou na terra, estando ele, porém, num profundo sono, e já muito cansado; e assimmorreu.” (Juízes 4:21)
Para nós, esta atitude de Jael é, realmente, chocante. Mas Deus não a incrimina de nada. Ela, na verdade, foi um instrumento usado por Deus para dar vitória a Seus filhos.
O canto da juíza Débora e do capitão Baraque exaltou esta “amiga de Israel” e o (o canto) colocou nas páginas da Bíblia Sagrada. Eis o cântico…

Cântico de Débora e Baraque

“……………………………………………………..
Bendita seja entre as mulheres, Jael,
mulher de Héber, o queneu;
bendita seja entre as mulheres nas tendas.
Água pediu ele, leite lhe deu ela;
em prato lhe ofereceu manteiga.
À estaca estendeu a sua mão esquerda,
e ao martelo dos trabalhadores a sua direita;
e matou a Sísera, e rachou-lhe a cabeça,
quando lhe pregou e atravessou as fontes.
Entre os seus pés se encurvou,
caiu, ficou estirado;
entre os seus pés se encurvou, caiu;
onde se encurvou, ali ficou abatido.”

Assim como Jael que foi “amiga de Israel”, que foi chamada de “bendita” por Débora e Baraque, que lutou pelo povo de Deus, prontifiquemo-nos diante do Senhor para sermos usadas naquilo que Ele preparou para nós.
Agradeçamos a Deus por Ele nos usar como instrumentos para levar salvação aos perdidos.
Que Ele nos dê coragem, sabedoria e discernimento para entendermos quais os Seus planos para nossa vida.
Que nos momentos das batalhas, estejamos sempre junto dAquele que vai sempre nos orientar, dirigir e nos dar a vitória – o Senhor nosso Deus.

“Senhor, obrigada por seres um Pai sempre presente. Obrigada por me dares força, sabedoria e coragem naqueles momentos em que penso que tudo está perdido.
Que eu tenha sempre o coração aberto para o Teu chamado. Que Tu possas me usar nos Teus planos perfeitos e que eu sinta que estás sempre comigo.
Obrigada, Pai!”

Você, minha querida, quer ser uma pessoa de coragem?
Você quer estar no centro da vontade de Deus?
Você quer ter a sabedoria necessária para fazer decisões dentro dos planos de Deus para a sua vida?
Então, minha irmã, escolha aquele lugarzinho secreto onde só você e o Senhor podem ter momentos de comunhão. Cante hinos que louvem a Deus e que saiam de dentro do seu coração…  deleite-se lendo a Bíblia, pois é exatamente ali onde você aprenderá dEle… Nestes momentos de comunhão deixe Ele falar ao seu coração e depois… ore… ore… ore…! E é, então, nestes momentos, que podemos sentir o quanto Ele nos ama, o quanto cuida de nós, como está sempre do nosso lado. Só podemos agradecer e dizer…

“Obrigada, Pai! Obrigada porque quando estou atravessando o vale da sombra  da morte, Tu não me abandonas… estás ali do meu lado cuidando de cada pedacinho do meu coração. Quando minhas pernas já não suportam mais sustentar meu corpo cansado, Tu me carregas em Teus braços sussurrando em meu ouvido: ‘Filha não desfaleças, pois estou aqui contigo! Eu te amo como ninguém jamais te amou! Confie em Mim! Lá adiante, tenho preparado coisas boas para ti!’ E é, então, que me torno forte, corajosa e capaz de enfrentar as batalhas ou guerras que se apresentarem diante de mim.”

Já preparada para a luta, então, me revisto da armadura de Deus vestindo cada peça que tenho que usar para me defender do inimigo e, no fim, sair vitoriosa.

Inspire-se nas grandes mulheres da Bíblia

Daniella Gallotto

Aprenda lições com as mulheres mais marcantes da Bíblia

Era uma dona-de-casa comum, mas foi escolhida para ser juíza. Foi a única mulher das escrituras sagradas a ocupar um cargo político com excelência. Ela se definia como “mãe de Israel” e fazia de tudo para o bem da nação (Juízes 4:4-16).

– Principais virtudes

Débora era bastante virtuosa: mãe de família, profeta, temente a Deus e líder militar. Traçou estratégias de batalha e conquistou muitas vitórias para Israel na época dos juízes. Foi a libertadora do povo hebreu em tempos de guerra contra os cananeus.

– Características 

• Líder Ela não se intimidou por ser mulher e ganhou o respeito dos líderes de Israel.

• Estrategista Débora sempre buscava maneiras de combater os inimigos buscando inspiração junto ao Senhor e, por isso, tinha êxito em tudo que fazia.

• Conselheira Era preocupada com as pessoas e sempre dava conselhos, discutindo e sugerindo soluções para quem estava com problemas.

– Seja como Débora

Ela é a prova de que uma mulher pode ser profissional e dona-de-casa ao mesmo tempo. Para imitá-la, procure ser atenciosa e justa. Administre bem o seu tempo e não tome decisões sem antes planejar tudo direitinho.

Ester, a corajosa

Foi a rainha mais importante que Israel já teve. Judia e órfã, ela foi criada por um parente. Quando se casou com o rei Assuero, Ester fez de tudo pelo povo judeu. Tem um livro da Bíblia só dela.

– Principais virtudes

Ester descobriu um plano para exterminar todos os judeus. Ela se preparou espiritualmente com um jejum de três dias e orações. Ao final do período, Ester revelou ao rei que era judia e conseguiu salvar o povo.

– Características

• Sábia Diante de uma situação difícil ela não se desesperava: buscava soluções em Deus para tomar decisões.

• Destemida Não ficou com medo de agir para salvar os judeus. Era ousada e inteligente, e tinha uma fé admirável.

• Humilde Em vez de se mostrar a dona da razão, ela procurava respeitar a opinião dos outros.

– Seja como Ester

Não aja por impulso, procure sempre orar antes de tomar as suas decisões. Ester também era muito atenciosa.

Sara, a esposa perfeita

Esposa de Abraão, o primeiro dos patriarcas bíblicos. Deus prometeu a Abraão um filho que daria origem a todo o povo de Israel. Sara foi a mulher escolhida para dar à luz essa criança. Ela era chamada de “mãe de multidões” e vista como o modelo ideal de mulher casada.

– Principais virtudes

Sara era estéril e mostrou ter muita fé quando não desistiu de ter o filho que o Senhor lhe prometeu. Ela perseverou na crença e, aos 90 anos, deu à luz Isaque, que era o herdeiro da promessa feita a Abraão. Por isso, ela é a única mulher mencionada entre os heróis da fé (Hebreus 11:11), pessoas que exercem influência até hoje, como Moisés e Davi.

– Características

• Dedicada O filho e o marido dela podiam sempre contar com ela. Ela estava ao lado deles em qualquer situação. Acompanhava Abraão em todas as viagens.

• Fiel a Deus, Sara não  desistia fácil das promessas  de Deus e procurava fazer as vontades dele.

• Alegre Ela recebia as pessoas em casa com felicidade e as servia com prazer.

– Seja como Sara

Não desista nunca dos seus sonhos. Seja confiante em Deus e nas promessas dEle. Coloque sua família em primeiro lugar, seja companheira e procure ter os mesmos objetivos que o seu marido.

Rute, a companheira fiel

Rute era casada com o hebreu Malom e se dava muito bem com a sogra, Noemi. Quando ficou viúva, se apegou muito à sogra, a ponto de acompanhá-la até Belém. Lá, se casou com Boaz e reconstruiu a própria vida. Jesus é um dos descendentes de Rute.

– Principais virtudes

A amizade, a fidelidade, a dedicação e o desprendimento. Fez um dos mais lindos votos de amizade à sogra. “Onde quer que pousares, ali pousarei eu. O teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus” (Rute 1:16).

– Características 

• Amiga Tratava bem a todos e era muito carinhosa.

• Responsável Trabalhava em campos de cevada e nunca reclamava do trabalho, fazendo o melhor.

• Confiável Procurava ser honesta e íntegra nos afazeres diários. Tinha uma boa reputação e chamava a atenção dos chefes por isso.

– Seja como Rute

Ela era uma mulher muito doce e competente. Para agir como Rute, seja íntegra em tudo que fizer: trabalho, casamento e família.

Falando de Mulher

Valdenira Nunes

 

Na Bíblia encontramos uma boa coleção de mulheres famosas pela sua maneira de agir, umas para o bem, outras para o mal.

1 – EVA – Cometeu a bobagem de dar ouvidos à serpente, quando esta veio com aquele papo de que Deus estava querendo passar o casal para trás e que se comessem do fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal ficariam sábios como o próprio Deus. Eva acreditou na mentira, deu o fruto a Adão, o qual, como todo marido que se preza, aceitou e comeu. Cometeram, assim, o maior genocídio espiritual de todos os tempos. Depois deles só mesmo a Igreja de Roma para matar tanta gente e, também, Adolfo Hitler. Todas as religiões que pregam o homem como um ser superior, que pode se realizar espiritualmente pelo próprio esforço provém daquela maldita serpente que enganou EVA. O homem é um ser corrupto, pecador e destituído de toda glória. Somente através da fé e da aceitação do Salvador JESUS CRISTO ele pode ser salvo e progredir espiritualmente. O amaldiçoado sincretismo chamado “Nova Era” nega totalmente as verdades bíblicas. O papa deste movimento afirma que para ser aceito dentro do sistema o homem precisa receber um sinal na mão direita ou na testa e quem se negar a tal coisa deverá “ser enviado para outra dimensão”. Isso é mais que “nacional socialismo” (nazismo), é simplesmente “internacional socialismo”, preparando o trono para o famigerado Anticristo. (Gênesis 3)

2 – SARA – esposa de Abraão, o pai da raça hebraica. Foi mãe aos 90 anos e era tão bela que os reis das terras onde Abraão entrava queriam todos que ela se tornasse sua concubina. Como era meio-irmã de Abraão, ele aproveitava para pregar a “meia verdade” que ela era sua irmã, a fim de escapar da cupidez dos monarcas daquele tempo. Sara deu a Abraão licença para ele gerar na escrava egípcia AGAR um filho, que se chamou ISMAEL. Depois nasceu ISAQUE, o herdeiro legítimo de Abraão, que seria o pai de Jacó, do qual nasceriam as doze tribos de Israel, formando depois a maior nação daquele tempo em matéria de prestígio e riqueza, sob o reinado de Salomão. “Isaque” significa riso, porque Sara deu uma boa risada, quando o Anjo de Deus, que conversava com Abraão, anunciou que ela seria mãe de um lindo garoto, dentro de um ano. Esse anjo, que seria o próprio Senhor Jesus, viera em companhia de dois outros, que seguiram para Sodoma e Gomorra, para destruí-las, naquela mesma noite, por causa do homossexualismo que as dominava. O irmão mais velho de Isaque, filho da escrava, seria o pai da raça árabe, hoje constituída quase totalmente de muçulmanos, os maiores inimigos dos cristãos… (Gênesis 19,21)

3 – REBECA – Prima e esposa de Isaque. Deu à luz os gêmeos Esaú e Jacó. Esaú era o primogênito, mas como Deus havia separado Jacó desde o ventre materno para ser o patriarca, Esaú vendeu-lhe o direito de primogenitura por um prato de lentilhas e nunca mais conseguiu recuperá-lo. Por menos que um prato de lentilhas (ou seja, um prato de feijão preto) muita gente que não conhece o Senhor Jesus Cristo como Senhor e Salvador está se vendendo por aí… (Gênesis 24:43-67)

4 – MADAME POTIFAR – É a primeira mau-caráter desta seleção de mulheres. Casada com um alto funcionário da corte egípcia, apaixonou-se pelo mordomo de seu marido, o famoso e santo José do Egito. Quando ele a desprezou, por ser puro de coração e fiel ao seu amo, Madame ficou indignada, agarrou-lhe o manto e começou a gritar que José havia tentado estuprá-la, etc. O rapaz foi para a prisão e lá ficou uns 12 anos, ajudando todos os que sofriam ali dentro. Graças à interpretação do sonho do copeiro do Faraó, José conseguiu sair da prisão para interpretar os sonhos do Faraó. Como recompensa recebeu o maior cargo do Egito, tornando-se a segunda pessoa daquele país. Como vocês vêem, ao contrário da mídia atual, mulher safada e adúltera não dá IBOPE na Bíblia, por isso a gente tem de falar mais de José, sua vítima, do que dela mesma. (Gênesis 39-41)

5 – MIRIà– Irmã de Moisés e Aarão, era a líder feminina durante a travessia do deserto. Moisés conduzia o povo e Miriã resolveu fundar o “Movimento Feminista”, querendo competir com o irmão, por ser mais velha do que ele e ter ajudado a salvá-lo das águas do Rio Nilo, quando ainda era um bebê. Por causa da sua atitude de rebeldia contra o líder dos Israelitas, Miriã foi atacada de lepra, que naquele tempo tinha o mesmo estigma da AIDS, hoje em dia. Moisés intercedeu pela irmã, Deus curou Miriã e ela ficou viva até quase o final da travessia. (Números 12)

6 – RAABE – a meretriz. Por ter colaborado com os espiões israelitas em Jericó, foi salva, com toda a família, na destruição da cidade e de todos os seus habitantes. Mais tarde casou-se com Salmon, que seria o pai de Boaz, marido de Ruth, avô de Jessé e bisavô de Davi, o grande rei de Israel. Portanto Raabe foi uma ascendente do Senhor Jesus Cristo. Ela é citada no Novo Testamento (Tiago 2:25 e Hebreus 11:31), como tendo sido justificada diante de Deus pela sua fé.

7 – ANA – Mulher de Elcana e mãe do profeta Samuel. Era estéril e sofria muito porque ser estéril no contexto social do seu tempo era uma desgraça. Ana sofria da outra mulher de Elcana, a Penina (que apesar do nome não tinha pena de ninguém), a qual tinha filhos. UM dia, quando o Elcana levou Ana até Silo, lugar de reunião e adoração dos judeus, ela orou muito pedindo que Deus lhe desse um filho que ela iria consagrá-lo ao seu serviço. Deus ouviu a oração e deu-lhe Samuel, que foi criado junto ao sacerdote Eli, cujos filhos eram muito perversos. Samuel era puro e amoroso e um dia Deus o chamou para lhe dar a primeira profecia, referindo-se ao trágico fim de Eli e seus filhos. A profecia se cumpriu e Samuel tornou-se o sacerdote e profeta oficial dos Israelitas. Foi ele quem sagrou o primeiro Rei de Israel, Saul. Depois sagrou Davi, que escreveu muitos salmos e conquistou todas as terras prometidas por Deus a Abraão. Ana teve outros filhos e viveu feliz e realizada ao lado do marido e dos filhos (1 Samuel 1-2)

8 – A RAINHA DE SABÁ – Provavelmente era negra e veio do seu país para visitar o Rei Salomão, trazendo-lhe muitos presentes em ouro e preciosidades. Ficou maravilhada com o Templo e o Rei de Israel e provavelmente teve um caso de amor com ele, que era um terrível garanhão, pois tinha 700 esposas e 300 concubinas. Lembro-me que certa vez, ao comentar este assunto com meu marido alemão, inteligente, culto e, sobretudo, muito fleumático, ele respondeu: “Sim, ele suportou as 1.000 mulheres porque nenhuma delas era cearense”. Estava se referindo ao meu temperamento colérico-sanguíneo. Salomão foi o único Rei que teve a sorte de reinar sobre todo o Israel, exatamente nas terras que Deus havia prometido ao seu antepassado Abraão. O famoso ditador africano Haile Salassié, que viveu na primeira metade do Século 20, dizia ser descendente direto da Rainha de Sabá com Salomão.

9 – A SUNAMITA – Residia em Sunen, e pediu ao marido que construísse um quarto a mais na casa para hospedar o “homem de Deus”, como chamavam o profeta Eliseu. Ganhou miraculosamente um filho, pois também era estéril, como Ana, mãe de Samuel. Certo dia, quando o menino estava com o pai no roçado, teve um ataque de insolação e morreu. Ela ficou desesperada, mandou chamar o profeta, ele se estendeu sobre o menino e o ressuscitou, devolvendo-o são e salvo à amorosa mãe.

10 – ESTER – A Rainha que salvou o povo hebreu da destruição. É minha personagem favorita no Velho Testamento, pois era ousada e corajosa, além de extremamente bela e inteligente. Criada pelo parente Mardoqueu (que era melhor do que eu), Ester casou-se com o Rei Assuero, substituindo a Rainha Vasti, que havia sido repudiada como esposa rebelde. Um dia o Primeiro Ministro do Rei, um mau caráter chamado Hamã, bolou uma trama para liquidar Mardoqueu e o povo hebreu. Mardoqueu pediu a ajuda de Ester, que apresentou-se ao Rei, sem ser convidada, coisa que naquele tempo poderia significar a morte. Ela fez uma programação tão bem bolada contra o tal Ministro Hamã, que a forca edificada para Mardoqueu acabou sendo usada para enforcar Hamã e assim ele caiu em sua própria cova, como Davi escreve no Salmo 7:15, referindo-se ao ímpio. Eu só aguardo o dia em que a Igreja de Roma, a qual tem cavado milhões de covas para os que ela detesta (judeus, ortodoxos e protestantes), cairá dentro de uma profunda cova… provavelmente cavada pelo próprio Anticristo (Apocalipse 17-18). Essa instituição pseudo-cristã, que aderiu descaradamente à NOVA ERA, com a desculpa do Ecumenismo, na certa levará o Anticristo ao poder, com a ajuda dos pastores emergentes americanos, fundadores do Reconstrucionismo!

11 – RUTH – Nora de Abimeleque, homem pobre que havia emigrado de sua terra para Moabe, onde seus dois filhos se casaram com mulheres moabitas. Anos depois morreram os homens da família e ficaram viúvas as três mulheres: Noemi, Ruth e Orfa. Noemi despachou as noras para as respectivas famílias e resolveu regressar à sua pátria. Ruth, porém, teimou em acompanhá-la e, lá chegando, para não morrer de fome junto com a sogra, foi trabalhar na roça do rico parente Boaz, catando grãos. Como era honesta, trabalhadora e agradecida, Boaz distinguiu-a no meio das outras mulheres, resgatou a dívida de sua sogra e casou com ela, daí nascendo Obede, que seria o pai de Jessé e avô de Davi. Ruth é mais uma ascendente do Senhor Jesus Cristo na encarnação. Jesus foi descendente de uma prostituta (Raabe), de uma “viúva fácil” (Ruth) e de uma adúltera (Betsabá), etc., o que mostra claramente que Deus não faz acepção de pessoas.

12 – ANA – A Bíblia fala de uma mulher que estava viúva há cerca de 60 anos, pois vivera apenas sete com o marido e já contava 84 anos. Ela se dedicara inteiramente ao serviço da casa de Deus, o Templo de Jerusalém, e um dia, quando teve a felicidade de contemplar a face de Jesus Menino, começou logo a profetizar a todos que aquele era o Messias esperado. ANA viveu sozinha durante muitas décadas, quando ser viúva era uma coisa terrível, pois não havia pensão e se dependia apenas da caridade da família. Seu coração foi mais forte que o de muitas mulheres. Por isso teve a maior de todas as compensações que foi contemplar o rosto daquele que um dia seria massacrado por amor dela e de todos nós (Lucas 2:36-38).

13 – A VIUVA POBRE – A maioria das viúvas naquele tempo era realmente pobre, porque não tinha o direito de trabalhar e, portanto, dependia somente da caridade dos parentes, quando lhe morria o marido. Aquela viúva possuía apenas alguns trocados, levou-os à “caixa coletora do templo” e ali depositou as parcas moedinhas com que poderia comprar um pouco de pão. Ela sabia que “Vale mais o pouco que tem o justo, do que as riquezas de muitos ímpios” e também aceitou o conselho de Davi, quando dizia: “Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará”. (Salmos 37:16, 5). Ao colocar ali as únicas moedinhas que lhe restavam, naquela oferta anual (não era o dízimo), ela foi contemplada com um grande elogio do próprio Deus encarnado, Jesus Cristo, que falou: “Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro. Porque todos ali deitaram do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento” (Marcos 12:43-44).

14 – MARIA DE BETÂNIA – Era uma apaixonada pela Palavra de Deus. Quando Jesus estava hospedado em sua casa, enquanto sua irmã Marta cuidava do jantar, ela se colocou aos pés de Jesus para ouvi-lo. A irmã reclamou, mas Jesus defendeu Maria com estas palavras: “Marta, Marta, andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário e mesmo uma só coisa; Maria, pois escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada” (Lucas 38-42). Mais tarde, quando seu irmão Lázaro faleceu, Jesus apareceu 4 dias depois, e ao vê-lo Maria lançou-se-lhe aos pés, dizendo: “Senhor, se estiveras aqui, meu irmão não teria morrido”. Jesus vendo-a chorar junto aos amigos de Lázaro, ficou tão comovido que também chorou. Mandou, então, que retirassem a pedra do túmulo, onde Lázaro jazia morto há já 4 dias, e mandou que ele saísse para a vida. Por ter amado tanto a Jesus, Maria pôde ver esse estupendo milagre acontecer dentro de sua própria família. Mais tarde, quando se comemorava a ressurreição de Lázaro com um banquete, Maria novamente provou o seu grande amor por Jesus, derramando aos seus pés uma libra de bálsamo de nardo puro, que naquela época equivalia a um ano de trabalho de um operário judeu. Hoje seria o preço de um Volkswagen novo, pois todas as essências orientais, como a de rosa, jasmim e outras custam cerca de 10 a 12 mil dólares o Kg. Mais uma vez Maria foi censurada pelo seu “desperdício”, mas Jesus novamente a defendeu, dizendo: “Deixai-a; para o dia da minha sepultura guardou isto; porque os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes. (João 12:7-8).

15 – A SAMARITANA – É uma das mais ricas personagens femininas da Bíblia, porque foi a primeira mulher a quem Jesus se revelou como o Messias de Israel. Era uma mulher perdida, que já havia tido cinco maridos (como as estrelas da TV hoje em dia), sempre procurando o marido perfeito que jamais existiu. Agora tinha um ou alguns amantes e Jesus sabendo disso, em vez de censurá-la, resolveu se tornar seu amigo, coisa raríssima naquela época. Primeiro um homem nunca devia se dirigir a uma mulher em lugar público. Segundo, um judeu nunca devia se dirigir a um samaritano. Terceiro, um Rabi, homem considerado santo, jamais poderia se dirigir a uma pecadora pública. Jesus passou por cima destes e mais outros preconceitos, dirigiu-se à mulher pedindo água e iniciou com ela um diálogo que terminou na conversão não apenas dela, mas de muitos Samaritanos (João 4).

16 – DORCAS – a costureira caridosa. Possuía dois nomes: Dorcas e Tabita. Tabita é o nome de uma amiga adorável que eu tenho, aliás a mulher mais culta, mais santa, mais importante da minha lista de amizades. É a Reitora do Seminário Teológico Betel, onde estudei Teologia, na década de 80. Dorcas morreu e as viúvas da cidadezinha rodeavam-na chorando porque ela sempre lhes costurava os vestidos de graça. As viúvas pobres em geral são mal vestidas porque uma costureira sempre custa caro. Quem quer economizar hoje em dia, entra numa loja de roupas e compra tudo pronto, que sai mais em conta do que mandando fazer pela costureira. Mas naquele tempo não havia lojas de roupa e quem quisesse se vestir teria de mandar costurar pelas amigas. E quando uma viúva pobre chegava a Dorcas, ela jamais cobrava o preço da costura. Dava de presente. Dorcas tinha a compulsão de dar, sempre dar, sem nada receber. Para pessoas assim Jesus disse: “Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber”. (Atos 20:35) e Dorcas foi uma bem-aventurada, que o apóstolo Pedro, chamado às pressas da vizinha cidade de Lida, veio e ressuscitou para a alegria de suas amigas (Atos 9:36-41).

17 – MARIA, Mãe de Jesus

As fontes mais seguras para o estudo de Maria se encontram no Novo Testamento e nas escavações arqueológicas realizadas neste século. Temos ainda os chamados escritos apócrifos, os quais merecem pouca ou nenhuma confiança, uma vez que se baseiam na tradição oral, geralmente falaciosa. Tais escritos vieram de homens criadores ou associados a alguma corrente herética, como os pelagianos e os ebionitas, que muitas vezes se escondiam sob os nomes dos apóstolos de Cristo, e começaram a aparecer cinco séculos após a morte dos apóstolos.

O que sabemos com certeza a respeito de Maria é que era uma virgem nascida em Nazaré da Galiléia, provavelmente descendente de uma família sacerdotal e desposada com um justo homem chamado José, da linha de Davi. (Lucas 1:27). O casamento judaico era efetuado em duas etapas, a primeira chamada erusim ou kiduschin, quando os noivos se comprometiam perante algumas testemunhas, porém não iam viver juntos. Se houvesse relação sexual comprovada nesse período os noivos eram censurados. Caso a moça tivesse uma relação sexual com outro homem seria acusada de adultério e conseqüentemente apedrejada, conforme a lei judaica. Após cerca de um ano de compromisso os noivos se casavam numa cerimônia conhecida como nisuim ou kuplah e iam residir juntos, a fim de constituir família. Às vezes a mulher podia ser repudiada por ser estéril ou mesmo muito feia.

Quando lemos Lucas 1:26-38 ficamos sabendo que Maria engravidou e em Mateus 1:18-19, que José tencionava abandoná-la secretamente, a fim de que não fosse apedrejada. Foi quando ele teve um aviso em sonho de que Maria era inocente e havia concebido um filho pelo Espírito Santo. Então José continuou a viver com ela (Mateus 1:18-20). Após a anunciação do anjo Gabriel, conforme lemos em Lucas 1:28-38, Maria ficara radiante porque nela se cumpria a gloriosa promessa feita a Israel da vinda do Messias. Foi então visitar sua prima Isabel, que morava numa cidade montanhosa da Judéia, casada com o sacerdote Zacarias. O encontro foi jubiloso, pois o filho que Isabel trazia no ventre (João Batista) saltou de alegria ao escutar a voz da mãe do Salvador. Maria ouviu uma bela mensagem de boas vindas da parte de Isabel. Ficou inspirada e compôs o lindo poema conhecido como Magnificat, louvando e glorificando o Deus de Israel, por ter sido escolhida, pela salvação do seu povo e tudo o mais, declarando também ser uma pecadora necessitada de salvação pessoal (Lucas 1:46-55). Permaneceu três meses com Isabel, em seguida voltou à companhia de José.

A partir daí nada sabemos do casal José/Maria, nos próximos seis meses, até que ficamos conhecendo os detalhes do nascimento de Jesus, conforme Lucas 2:1-20. Oito dias após o nascimento o menino foi circuncidado em obediência à Lei de Moisés, recebendo o nome de Jesus. O dia ideal para a circuncisão infantil era o 8o. após o nascimento, quando a quantidade de protrombina no sangue chegava ao grau máximo e não havia perigo de hemorragia. Após os dias da purificação, Jesus foi levado ao Templo de Jerusalém para ser apresentado como primogênito ao Deus de Israel. Um casal de pombos foi ofertado (conforme Levítico 12:6-8 e Lucas 2:22-23), e o menino se tornou membro da tribo de Judá. Aí apareceram Simeão e Ana, duas pessoas idosas, que testemunharam da missão messiânica de Jesus. Em seguida o casal se retirou para Nazaré da Galiléia (Lucas 2:1-39), onde Jesus teria uma infância saudável, crescendo em estatura e graça diante de Deus e dos homens. O Evangelho de Mateus (2:1-18) trata da adoração dos Magos e também nos conta sobre a matança dos infantes de dois anos para baixo, que fora ordenada pelo monstruoso Herodes, o Grande. Foi uma tenebrosa manobra de Satanás para liquidar Aquele que iria redimir a humanidade dos seus pecados. Nesse tempo José, que havia sido previamente advertido por sonho, havia fugido com Maria e o menino para o Egito, de lá regressando somente após o hediondo massacre (Mateus 2:19-22). A partir daí a vida da família se torna agradável e tranqüila e só vamos ficar sabendo algo a respeito, quando Jesus, aos 12 anos de idade, é focalizado no Templo, dando sábias lições aos doutores. Ao ser encontrado pelos pais, depois de três dias de ausência, sua mãe o repreende e Jesus lhe responde de maneira enigmática: “Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai? “ (Lucas 2:41-49).

Maria era uma mulher judia comum, de vida santa e irrepreensível, mas imperfeita como todas as mães, incapaz de reconhecer a alta responsabilidade do filho diante do seu ministério divino.

Nas Bodas de Caná encontramos Maria tentando usar os poderes do seu filho, quando afirmou que o vinho acabara, esperando que Ele resolvesse o problema. Jesus lhe respondeu com certa rispidez, porém atendeu o seu pedido e transformou imediatamente cerca de 450 litros d’água em precioso vinho. Desse episódio guardamos o único mandamento de Maria aos Cristãos: “Façam tudo o que Ele (Jesus) mandar” (João 2:5-BLH). Em seguida Jesus, seus discípulos, Maria e seus irmãos, retiraram-se para a Galiléia (João 2:1-11). Como toda mãe judia, Maria desejava interferir na vida do filho, porém Jesus, após o início do Seu ministério, sempre fez questão de deixar claro que não dependia mais dos conselhos dela. Isso podemos ver em passagens como Marcos 3:31-35 e Lucas 8:19-21. Em Lucas 11:27-28, lemos o seguinte: “Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste. Mas ele disse: Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam”.

Jesus jamais deu uma ênfase especial ao papel de sua mãe, provavelmente para evitar que um dia ela fosse adorada como deusa, através de estátuas fabricadas pelos homens, em aberrante contraste com a Palavra de Deus, que diz: “Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura”. (Isaías 42:8). Em sua opinião, o fato de Maria ser sua mãe na carne era realmente uma grande bênção para ela, porém muito maior era a bênção dada por Deus aos que lêem e praticam a Sua Palavra. Jesus conhecia muito bem as suas prioridades e não permitia de modo algum que Maria e seus seis filhos, meio irmãos de Jesus, pudessem interferir em Seu ministério divino. Mesmo porque nenhum deles havia percebido a grandeza do objetivo do Pai enviando o Filho ao mundo como Salvador da humanidade.

Quando na cruz Jesus suportava a agonia da morte, entregou Maria ao seu discípulo João, considerando que seus irmãos eram incrédulos (João 7:5) e não iriam cuidar espiritualmente dela, como o faria o seu discípulo amado. As palavras de Jesus em João 19:25-27 seriam usadas séculos mais tarde para criar uma mentira, apresentando Maria como a Mãe da humanidade. O teólogo católico conservador L. Ott afirma que as palavras de Jesus; “Mãe, eis ai o teu filho”… foram dirigidas apenas àquele a quem Jesus entregou sua mãe. (Fundamentals of Catholic Dogma, 1966).

As informações sobre Maria após a morte de Jesus são escassas. Provavelmente ela se encontrava entre os 500 discípulos a quem Jesus apareceu após a morte e antes de sua ascensão aos céus (1 Coríntios 15:6). Como estava sempre presente nas reuniões de oração da comunidade cristã (Atos 1:14), aguardando a promessa do derramamento do Espírito, é provável que Maria tenha sido uma das pessoas que foram fortalecidas com as línguas de fogo derramadas no Dia de Pentecostes (Atos 2:1-6). Entretanto, a partir de Atos 1:14 Maria deixa totalmente de ser mencionada no Novo Testamento, o que prova que ela não desempenhou um papel relevante na Igreja Primitiva.

Isso contaria os mitos católicos, de acordo com os quais Maria tem praticamente o mesmo poder espiritual do seu filho Jesus Cristo. De acordo com a teologia católica, Maria é Virgem Perpétua, Imaculada, Mediadora, Co-Redentora, Rainha dos Céus, Rainha da Igreja, Rainha dos Anjos, Mãe de Misericórdia, Rainha da Terra e dos Mares, e outras coisas mais…

A mulher samaritana – A que adorou em Espírito e em verdade

Valdenira Nunes

 

“Veio uma mulher de Samaria tirar água” (João 4:7).

A nossa história começa numa cidade de Samaria chamada Sicar. Samaria foi, originalmente, o nome da capital do reino israelita do norte. Depois, passou a designar uma vasta região ao seu redor. Caiu em 722 A.C..

Sabemos que havia uma rixa entre os judeus (aqueles que não se misturavam, através do casamento, com outros povos) e os samaritanos (judeus que se misturaram com outros povos, através do casamento). E o motivo deste atrito era porque os judeus não aceitavam o casamento misto dos samaritanos.
Eles não permitiam que os samaritanos freqüentassem o templo, por isso, estes construíram o seu próprio templo indo mesmo de encontro a Deus.
O povo judeu zelava pela pureza da raça e não aceitava a ascendência mista dos samaritanos.

Ao examinarmos a Bíblia, no evangelho de João 4:4, vemos que Jesus havia deixado a Judéia e se dirigia para a Galiléia mas “era-lhe necessário passar por Samaria” (João 4:4). É aí onde, realmente, começa a nossa história … Jesus decidiu passar e não se desviar da cidade onde viviam aqueles rejeitados pelos judeus.
Jesus, sendo Deus, é santo e puro, ao contrário de nós que, muitas vezes, fazemos acepção de pessoas. Os judeus rejeitavam os samaritanos mas Jesus os amava e queria dar a eles a salvação eterna.
A decisão dEle de parar junto à fonte de Jacó teve como resultado a salvação da nossa personagem principal – a mulher samaritana – e a de muitas pessoas que moravam em Samaria. Ela morava em Sicar e, á hora sexta (meio dia) caminhava até o poço para apanhar água.
Era comum, naquela época, as mulheres mais novas de uma casa, irem buscar água no poço para suprir as necessidades. Geralmente, elas preferiam fazer isto no fim da tarde quando o tempo estava mais fresco. Ao contrário delas, a mulher samaritana estava indo apanhar água, ao meio dia (“hora sexta” como diz a Bíblia em João 4:6), talvez por ser desprezada por elas.

A Bíblia nos diz que Jesus “cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte” (João 4:6).

Podemos imaginar a mulher samaritana se aproximando do poço e ficando surpresa por encontrar ali um judeu e ainda mais por ele falar com ela dizendo … “Dá-me de beber” (João 4:7). Com certeza, ela se surpreendeu, principalmente, por ser uma mulher rejeitada (por fazer parte de um povo rejeitado) e por causa do seu modo de vida.

Amada irmã, será que você, alguma vez, já procurou amizade com alguém rejeitado?
Você já virou seus olhos para Jesus e procurou imitá-Lo não fazendo acepção de pessoas?

Ela ficou surpresa com o pedido de Jesus e mais surpresa ainda quando Ele lhe disse que poderia lhe dar “água viva”. Ele não possuía nada que pudesse tirar esta “água viva”. Como então Ele poderia lhe dar esta água? Ela jamais poderia imaginar que o que Jesus estava dizendo era: “… aquele que beber da água que Eu lhe der nunca terá sede, porque a água que Eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna” (João 4:14). Esta água oferecida por Jesus à mulher samaritana era um tipo de água que iria saciar, para sempre, a sua sede – a Palavra de Deus que a levaria a ter uma vida eterna no céu.
Apesar de ser pecadora, ela foi humilde e creu que Jesus tinha a “água viva”

Sabemos que as pessoas que não são humildes, ou seja, as pessoas soberbas jamais prosperarão. Como mulheres de Deus devemos ser humildes e submissas ao Senhor, pois só Ele pode dar o melhor para nossas vidas.

A mulher samaritana ainda não estava entendendo mas aceitou a “água viva” oferecida por Jesus dizendo: “… Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, e não venha aqui tirá-la” (João 4:15).

Minha amiga, você já bebeu desta água?
Você procura resolver a sua sede espiritual bebendo desta água, ou procura satisfazer as suas necessidades com coisas materiais tais como … dinheiro, shopping, roupas, jóias, festas, família …?
Somente Deus é capaz de preencher o vazio que existe em nossa alma. Só Ele pode saciar a nossa sede – tanto a espiritual quanto a material.

Jesus ia, pouco a pouco, deixando a mulher samaritana maravilhada e cativada por Suas palavras. Ela ouviu-O dizer que ela havia tido cinco maridos e o que agora vivia com ela não era seu marido. (Como poderia aquele homem conhecer toda a sua vida? Como aquele homem judeu estava ali conversando com ela revelando toda a sua vida?)
No seu coração, provavelmente, algo diferente estava para acontecer. Mesmo tendo toda a sua vida revelada por Jesus, ela ainda não sabia que estava diante do próprio Deus que a criou. Ela ainda não estava entendendo que quem estava diante dela era o próprio Deus criador dos céus e da terra. Ela pensou que Ele fosse um profeta. Ela jamais imaginou que estava frente a frente com Aquele que poderia lhe dar a vida eterna, com Aquele que saciaria a sua sede para todo o sempre.
Foi a esta mulher pecadora, cheia de dúvidas que Jesus decidiu dizer quem Ele era. Ele não escolheu líderes religiosos para dizer que Ele era o próprio Deus.
Quando a mulher samaritana disse: “Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando Ele vier, nos anunciará tudo” (João 4:25), Jesus lhe respondeu:”Eu o sou, Eu que falo contigo” (João 4:26).
Sim, Jesus não escolheu homens religiosos, frios, “sepulcros caiados” para se revelar mas escolheu uma simples mulher pecadora que tinha sede de conhecer o Messias.

Agora, convencida de que estava diante do próprio Deus, ela prontamente foi para a cidade levar as boas-novas. Ela não guardou só para si o que ouvira e aprendera mas está escrito na Bíblia que ela deixou “o seu cântaro, e foi à cidade, e disse àqueles homens: Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Porventura não é este o Cristo?” (João 4:28-29).
Ao ver este maravilhoso exemplo de uma mulher evangelista, ficamos a pensar e chegamos à conclusão que algo muito urgente precisa ser feito por nós. Assim como ela, devemos falar de Cristo e mostrar aos perdidos que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).
Amada irmã, façamos com o Senhor um compromisso de evangelizarmos aqueles que ainda não O aceitaram como Salvador a fim de que o número dos perdidos se complete e o dia da sua segunda vinda chegue logo. Maranata!

Quantas mensagens evangelísticas eu e você já ouvimos falando do amor de Cristo que veio à terra para morrer no nossa lugar?
Quantas vezes nossa alma se condoeu por almas que estavam e estão indo para o inferno?
Quantas vezes reagimos com o mesmo entusiasmo que a mulher samaritana reagiu indo, imediatamente, falar do Messias ás pessoas de sua cidade?

Quer ser uma mulher que honra ao Senhor obedecendo ao Seu IDE por todo o mundo para pregar o Evangelho?
Nós que amamos ao Senhor temos que gostar de falar aos outros a respeito de Jesus e do Seu amor por todas nós.

De tudo que aprendemos sobre esta mulher que morava na cidade de Sicar, em Samaria, um exemplo deve ser seguido: Fale de Cristo a seus filhos, a seus pais, a seus irmãos, a seus amigos que estão, cegamente, caminhando pelo caminho largo onde tudo é “mais fácil”, “mais prazeroso”, “mais convidativo” mas que os estão levando para um lugar eterno. de chamas ardentes – o inferno literal. Veja o que esta passagem de Lucas 16:23-24 nos relata: “E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.”

Amadas irmãs, precisamos mudar. Precisamos ter em nossos corações um peso pelas almas perdidas. Vamos mudar para poder transformar vidas, vidas que estão sedentas da Palavra do nosso Deus. Vamos nos comportar como verdadeiras crentes que conhecem a Palavra e obedecem pensando não no seu bem mas no bem daqueles que estão perdidos.

“Meu Deus, obrigada pelo Teu plano perfeito para me dar a vida eterna.
Obrigada por me salvares enviando o Teu Filho unigênito para morrer por uma pecadora como eu.
Obrigada pelo privilégio de poder falar de Ti aos perdidos, privilégio este que até mesmo os Teus anjos gostariam de ter.
Ajuda-me a preservar, em meu coração, este peso pelas almas perdidas.
Que durante a minha vida aqui na terra, eu possa Te honrar e Te louvar com toda a minha alma.
Amém!”

A mulher cananéia – humilde e cheia de fé

Valdenira Nunes

 

“Ó mulher, grande é a tua fé! Seja isso feito para contigo como tu desejas” (Mateus 15:28).

A mulher cananéia era gentia e, por não fazer parte da raça judaica, era considerada uma mulher sem nenhum valor. Quando lemos a sua história e olhamos para nós mesmas, sentimos vontade de ser como ela … uma mulher humilde e cheia de fé.

Muitas vezes, vivemos o nosso dia a dia caminhando de salto alto sobre um pedestal nos achando maior e melhor do que os outros. Mas é bom lembrar que, aqui na terra, somos apenas servos trabalhando para o Senhor. Devemos descer do alto da montanha onde nos encontramos e sermos humildes como a mulher cananéia, pois esta é a atitude que agrada a Deus.
Quando, então, eu decidir agradar ao Senhor sendo uma serva humilde, perguntas certamente surgirão diante de mim …

a- Como trato as pessoas que moram comigo?
Com ar superior ou com humildade?
b- Como me relaciono com as pessoas que estão em uma reunião comigo?
Querendo que todos me ouçam e sigam as minhas opiniões ou, humildemente, ouvindo e seguindo as opiniões dos outros?
c- Como me posiciono diante dos irmãos que estão comigo no mesmo ministério?
Querendo que todos sigam única e exclusivamente as minhas decisões ou declino das minhas e aceito também as dos outros com humildade?

Como uma serva de Deus tenho que evitar ser uma pedra de tropeço ou mesmo um fardo que as pessoas têm que carregar. Que eu seja uma mulher dócil, meiga e humilde, pois estas qualidades são tudo que uma mulher de Deus deveria almejar em sua vida.
Se, pelo menos, estamos nos esforçando para termos estes atributos, então enchamos o nosso coração e o nosso espírito com os conselhos sábios da Palavra de Deus …

“Ainda que o Senhor é excelso, atenta todavia para o humilde; mas ao soberbo conhece-o de longe” (Salmo 138:6).

“Melhor é ser humilde de espírito com os mansos, do que repartir o despojo com os soberbos” (Provérbios 16:19).

“O galardão da humildade e o temor do Senhor são riquezas, honra e vida” (Provérbios 22:4).

Agradecemos ao Senhor por estes versículos cheios de sabedoria!

A mulher cananéia não era judia mas tinha qualidades em sua vida que agradavam a Deus. Ela era humilde, uma boa mãe mas passava por tribulações que a faziam sofrer muito. Sua filha vivia possuída por um demônio que a atormentava muito. A filha sofria muito mas ela, certamente, sofria muito mais.
Quando nosso filho está passando por momentos de tribulação … seja na saúde, nos estudos, no namoro, na vida espiritual … nós estamos, juntamente com ele, sofrendo e pedindo a Deus que o ajude a superar estes momentos difíceis.

Esta pobre mulher cananéia não sabia mais o que fazer quando via a sua amada filha descabelada, com o rosto desfigurado, talvez com grunhidos estranhos e risadas. A cena era aterradora e o sofrimento de ambas era sem igual!

A Bíblia nos diz que ela “… ouvindo falar dele [de Jesus], foi e lançou-se aos Seus pés” (Marcos 7:25). Já podemos notar aí os primeiros sinais de humildade, pois ela não veio fazer um pedido com um espírito altivo mas “lançou-se a Seus pés”. Lembremos que ela não era uma mulher judia mas uma mulher “… grega, siro-fenícia de nação”.
Podemos imaginar ela rogando a Jesus … “Senhor, cura a minha filha, pois ela anda atormentada com um demônio! Tem misericórdia dela, Senhor!” E Jesus lhe respondeu assim: “Deixa primeiro saciar os filhos; porque não convém tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos” (Marcos 7:27).
Muitas vezes, eu fico pensando: “Por que Jesus deu a esta pobre mulher uma resposta tão dura?”
Vejam este comentário que li certa vez sobre esta passagem … “A resposta dEle parecerá menos rude quando se sabe que o termo que Jesus usa neste trecho para “cachorrinhos” não era aquele termo irônico que os judeus geralmente reservavam para os gentios. Pelo contrário, era o termo usado para cãezinhos de estimação”
Com um espírito de mansidão e humildade no coração, ela responde ao Senhor com palavras sábias e doces … “Sim, Senhor; mas também os cachorrinhos comem, debaixo da mesa, as migalhas dos filhos” (Marcos 7:28).
Que resposta sábia! Que fé!

O Senhor Jesus foi, então, tocado pelo amor de uma mãe desesperada, pela sabedoria de uma mulher virtuosa e pela fé de uma mulher segundo o coração de Deus.

Provérbios 31:10-11 poderia ser dito assim: “Mulher [cananéia] quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis. O coração de [sua filha] está nela confiado.”
É este tipo de mulher virtuosa, humilde e cheia de fé que eu e você deveríamos almejar ser, um dia.

Não apenas a mulher cananéia mas também outras mulheres da Bíblia nos deixaram este exemplo de humildade …

Joana – mulher rica que desceu da sua alta posição social para andar junto a Jesus e seus discípulos;
A mulher pecadora – mulher que, humildemente, cobriu de beijos os pés de Jesus, ungiu-os com o precioso ungüento que ela trouxe em um vaso de alabastro e enxugou-os com seus próprios cabelos.

Finalmente, depois de ter proferido palavras que mostraram ao Senhor a sua humildade e fé, ouviu dEle as seguinte palavras: “… Por essa palavra, vai; o demônio  saiu da tua filha” (Marcos 7:29).
Com o coração jubiloso e, certamente, muito agradecido, ela voltou para a sua casa agradecida ao Senhor por ter livrado a sua filha da servidão espiritual.
Chegando em casa, ela “achou a filha deitada sobre a cama, e que o demônio já tinha saído” (Marcos 7:30).
As bênçãos do Senhor sobre nossas vidas são inúmeras e é a Ele, somente a Ele que devemos dar graça!

“Obrigada, Pai, pela força que recebo de Jesus a fim de poder enfrentar o meu dia a dia com coragem e fé.
Ensina-me a confiar sempre em Ti e no Teu amor!
Amém”

Débora, à frente do próprio tempo

Daniella Gallotto

 

Era uma dona-de-casa comum, mas foi escolhida para ser juíza. Foi a única mulher das escrituras sagradas a ocupar um cargo político com excelência. Ela se definia como “mãe de Israel” e fazia de tudo para o bem da nação (Juízes 4:4-16).

– Principais virtudes 
Débora era bastante virtuosa: mãe de família, profeta, temente a Deus e líder militar. Traçou estratégias de batalha e conquistou muitas vitórias para Israel na época dos juízes. Foi a libertadora do povo hebreu em tempos de guerra contra os cananeus.

– Características 
• Líder Ela não se intimidou por ser mulher e ganhou o respeito dos líderes de Israel.
• Estrategista Débora sempre buscava maneiras de combater os inimigos buscando inspiração junto ao Senhor e, por isso, tinha êxito em tudo que fazia.
• Conselheira Era preocupada com as pessoas e sempre dava conselhos, discutindo e sugerindo soluções para quem estava com problemas.

– Seja como Débora
Ela é a prova de que uma mulher pode ser profissional e dona-de-casa ao mesmo tempo. Para imitá-la, procure ser atenciosa e justa. Administre bem o seu tempo e não tome decisões sem antes planejar tudo direitinho.