Guerra em família

O ca­sal da ci­da­de de Gre­no­ble, na Fran­ça, mal acre­di­ta no re­ca­do que aca­ba de re­ce­ber. Seu fi­lho Eric, de 21 anos, está mo­ven­do um pro­ces­so con­tra eles. “Meu ma­ri­do che­gou a rir. Acha­va que nenhum juiz iria le­var aqui­lo a sé­rio”, con­ta a es­po­sa. Es­tu­dan­te de ciên­cias so­ciais, o ra­paz saiu de casa em meio a uma dis­cus­são em que acu­sou a fa­mí­lia, en­tre ou­tras coi­sas, de “fal­ta de ma­tu­ri­da­de po­lí­ti­ca”. De­pois de fi­car três me­ses na casa da mãe da na­mo­ra­da, acio­nou a fa­mí­lia ju­di­cial­men­te, ale­gan­do aban­do­no de sus­ten­to. Ga­nhou o di­rei­to de re­ce­ber dos pais o equi­va­len­te a mil reais por mês. Eric, que hoje vive com a na­mo­ra­da, só fala com a fa­mí­lia por meio de ad­vo­ga­dos. O po­li­cial Lio­nel Del­beck tam­bém pas­sou por ex­pe­riên­cia igual­men­te amar­ga. Pro­ces­sa­do pela filha de 19 anos, diz que não se es­que­ce do dia em que es­te­ve fren­te a fren­te com ela no tri­bu­nal. “Não con­se­guia pa­rar de cho­rar”, con­ta. Con­de­na­do em pri­mei­ra ins­tân­cia, con­se­guiu re­ver­ter a senten­ça de­pois de pro­var que a moça ha­via aban­do­na­do os es­tu­dos e que o mo­ti­vo da ação era o plano de vi­ver com o na­mo­ra­do. “Até hoje não con­si­go fa­lar com ela”, diz o po­li­cial. Le­var os pais para o tri­bu­nal está vi­ran­do moda na Fran­ça. Em um só ano, qua­se dois mil jo­vens pro­ces­sa­ram os pró­prios pais com o ob­je­ti­vo de ob­ter uma es­pé­cie de me­sa­da com­pul­só­ria, o que por lá é le­gi­ti­ma­do pela lei. O Ar­ti­go 203 do Có­di­go Ci­vil es­ta­be­le­ce que as fa­mí­lias têm o de­ver de susten­tar os fi­lhos até que eles en­con­trem um em­pre­go es­tá­vel. “É a Jus­ti­ça pa­tro­ci­nan­do a desintegra­ção da fa­mí­lia”, re­cla­ma Hil­lary Roc­ca, ca­sa­da com o en­ge­nhei­ro Pa­trick Roc­ca, am­bos devi­da­men­te en­qua­dra­dos. Com am­pa­ro le­gal ou não, o que se per­ce­be em todo o mun­do é a cres­cen­te fal­ta de res­pei­to por par­te dos fi­lhos e a con­se­qüen­te fra­gi­li­za­ção das re­la­ções fa­mi­lia­res. Exis­te um ver­da­dei­ro abis­mo en­tre as re­la­ções fa­mi­lia­res dos tem­pos mo­der­nos e as da épo­ca bíbli­ca. Na­que­les tem­pos, a con­si­de­ra­ção pela opi­nião e ex­pe­riên­cia pa­ter­nas era tão gran­de que freqüen­te­men­te os fi­lhos per­mi­tiam aos pais es­co­lhe­rem seu côn­ju­ge. É o que ocor­reu com Isa­que. Seu pai, Abraão, já bas­tan­te ido­so, preo­cu­pa­do com o fu­tu­ro do fi­lho, en­viou seu “mais an­ti­go ser­vo”, que go­ver­na­va tudo o que o pa­triar­ca pos­suía, a bus­car uma es­po­sa para Isa­que. E a his­tó­ria teve um fi­nal fe­liz, sen­do Re­be­ca um bên­ção ao “fi­lho da pro­mes­sa”. O res­pei­to aos pais é algo tão im­por­tan­te que exis­te um man­da­men­to, en­tre os dez, que ordena:”Hon­ra teu pai e tua mãe”(Êxo. 20:12). Um dos pro­pó­si­tos des­se man­da­men­to é criar o respei­to por toda au­to­ri­da­de le­gí­ti­ma. É cla­ro que, para se­rem res­pei­ta­dos, os pais de­vem res­pei­tar e amar seus fi­lhos. Em Efé­sios 6:1-4, o após­to­lo Pau­lo fala so­bre os dois la­dos da ques­tão: os fi­lhos devem hon­rar os pais e os pais não de­vem ir­ri­tar os fi­lhos. Se­ria bom as fa­mí­lias mo­der­nas da­rem mais aten­ção às re­co­men­da­ções bí­bli­cas no que diz res­pei­to às re­la­ções fa­mi­lia­res. Tris­te como pos­sa ser a con­di­ção atual de mui­tas fa­mí­lias, essa si­tua­ção se cons­ti­tui num dos claros si­nais da bre­ve vol­ta de Je­sus. O após­to­lo Pau­lo afir­mou que, nos úl­ti­mos dias, as pes­soas seriam “de­so­be­dien­tes aos pais” (2a Tim. 3:2). Como Je­sus virá para res­ta­be­le­cer as con­di­ções de vida que ha­via an­tes do pe­ca­do, um de Seus ob­je­ti­vos será aca­bar com a “guer­ra em fa­mí­lia” e es­ta­be­le­cer a gran­de fa­mí­lia dos sal­vos. Eter­na­men­te em paz. Eter­na­men­te fe­liz.

Pr. Josué Gonçalves

O poder das palavras

O PODER DAS PALAVRAS

“Visto que amou a maldição, ela lhe sobrevenha, e assim como não desejou a bênção, ela se afaste dele.
Assim como se vestiu de maldição, como sua roupa, assim penetre ela nas suas entranhas, como água, e em seus ossos como azeite.
Seja para ele como a roupa que o cobre, e como cinto que o cinja sempre.
Seja este o galardão dos meus contrários, da parte do SENHOR, e dos que falam mal contra a minha alma.”
Salmos 109:17-20

“Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo.
Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo.
Ora, nós pomos freio nas bocas dos cavalos, para que nos obedeçam; e conseguimos dirigir todo o seu corpo.
Vede também as naus que, sendo tão grandes, e levadas de impetuosos ventos, se viram com um bem pequeno leme para onde quer a vontade daquele que as governa.
Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia.
A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno.
Porque toda a natureza, tanto de bestas feras como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana;
Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal.
Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.
De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim.
Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa?
Meus irmãos, pode também a figueira produzir azeitonas, ou a videira figos? Assim tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce.”
Tiago 3:1-12

Houve uma mudança na minha vida quando resolvi mudar as minhas palavras. O meu ministério mudou quando percebei que, muitas vezes, minha boca era uma fonte de maldições.

Maldição é falar mal do que é bom. Precisamos tomar cuidado com o que falamos, se Deus disse que o casamento é uma bênção, eu não posso dizer que é uma desgraça. Isso seria contradizer a Palavra de Deus.

Alguns têm muitos medos e complexos no presente, por causa de palavras malditas no passado.

Quando garoto, meus pais se separaram, por essa razão, repeti de ano, me chamaram de burro na escola. Até que uma professora, a dona Riza me ajudou e disse que eu seria sim, alguém na vida. Aquela palavra me levantou, me deu motivação. No meio de 150 alunos, tornei-me o melhor e fui homenageado diante de todos.

Ao pesquisar sobre bênção e maldição durante todos esses anos, constatei que apenas 5% das pessoas reage ao contrário ao ouvir uma palavra negativa, 95% a absorve negativamente.

A bênção ocorre no mundo espiritual. A Palavra de Deus é bem superior às palavras dos homens. Ele abençoa!

É mais fácil falar mal, e quem não controla a própria língua, atrai maldição para si!

A palavra tem poder de abater e de levantar. Ela pode ser usada negativamente ou positivamente, é você que decide como usá-la.

Abençoe a sua família e tudo aquilo que você possui. Abençoe, não amaldiçoe!

Pastor Jorge Linhares

Ingratidão

“Ao entrar numa aldeia, saíram-lhe ao encontro de dez leprosos… um dos dez, vendo que fora procurado, voltou, dando glória a Deus em alta voz,… então Jesus lhe perguntou: não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove…?” Lucas 17. 11-19

O que é gratidão?
Gratidão é reconhecer que alguém nos ajudou, que alguém nos estendeu a mão, que alguém fez alguma coisa por nós. É reconhecer que alcançamos uma vitória, porque alguém segurou as nossas mãos e nos puxou para cima.

E o que é ingratidão?
Segundo o dicionário, é característica de uma pessoa estéril, desagradável, que não correspondeu às expectativas. O Senhor tem falado muito ao meu coração sobre ser grato pelas bênçãos que Ele nos tem concedido. Tudo que temos recebido, tem origem no amor de Deus, no seu cuidado para conosco. Quando somos ingratos com alguém, demonstramos ingratidão para com o próprio Deus.

“Não digas, pois, no teu coração: a minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas.” Deuteronômio 8.17-18

“Toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das Luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação.” Tiago 1.17

Se não fosse o favor do Senhor, seríamos como aqueles leprosos. A palavra de Deus diz que os dez leprosos receberam a bênção de Deus. Todos eles foram curados. Contudo, a Bíblia diz que apenas um voltou – o samaritano. Aquele homem considerou ser prioridade agradecer a quem lhe tinha beneficiado. Em nossa sociedade, a gratidão é uma virtude rara.

Muitas vezes, fazemos dez favores para uma pessoa, mas se negamos o décimo primeiro, ela se esquece do que fizemos anteriormente. Vivemos num mundo tão egoísta que o que prevalece não são as boas recordações e sim as más lembranças.

Às vezes, na mesma família, com dez membros por exemplo, somente um é sempre agradecido.

O samaritano, o mais pobre de todos, aquele que ninguém esperava que fosse voltar, deu meia volta em direção àquele que o havia curado.

Temos que nos espelhar na atitude desse homem e sermos agradecidos em tudo, não nos esquecendo daqueles que nos fizeram bem e que estiveram ao nosso lado. A gratidão é a mais bela flor que pode brotar da alma de um homem. Não é apenas a maior das virtudes, mas a fonte de todas elas. Peçamos a Deus um coração agradecido, pois assim, estaremos agradando ao Senhor. Deus tem duas moradas certas: nos céus e nos corações agradecidos.

Extraído do livro Ingratidão
Pr. Jorge Linhares

Menos julgamento, mais amor

“Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama.” (Lucas 7.47)

Sabe qual é o nosso problema? Sermos santos demais. Somos tão perfeitos e tão implacáveis que não admitimos erros de espécie nenhuma e em circunstância alguma. Estamos sempre prontos a julgar e avaliar as ações dos outros. “Como isso é possível?”, “A igreja não está como antigamente”, “O povo está mais preocupado com fama do que adoração”. Frases assim povoam as redes sociais. Jesus com toda sua santidade é mais acessível e mais misericordioso do que nós.

Tenho visto que as redes sociais nos últimos dias têm funcionado como espaço “quente” de debates. Polêmicas de diversas espécies têm feito todo tipo de cristãos apresentarem opiniões que no mínimo julgam ou condenam as ações dos outros. Só me pergunto se Jesus agiria assim? Se Ele é nossa inspiração, por que perdemos tempo falando da vida dos outros, lançando indiretas e frases que condenam as pessoas?

Se alguém perguntasse hoje sobre o que é ser cristão para um não crente, aposto que ele responderia: “É a pessoa que não pode isso, que condena isso, que não faz isso.” Precisamos ser conhecidos não pelo que “não” podemos fazer, mas pela graça e amor. Quando falamos de Jesus, do que você lembra? Que Ele morreu na cruz, que amou a todos, que teve perdão e misericórdia sobre pecadores. Precisamos ser lembrados da mesma maneira.

Não acho que devemos ser omissos, mas brigar com ímpios sobre a verdade de Cristo é loucura. Os ideais deles são loucura para nós e os nossos para eles. Aqueles que não nasceram de novo, não compreendem os nossos valores e princípios. Precisamos ensiná-los sobre o caminho que conduz a salvação e a amor de Jesus por eles e depois conduzi-los aos ensinamentos que devem obedecer.

Temos traçado caminhos contrários. Enquanto a igreja de Atos era perseguida, a atual persegue o mundo. O pecador não deixará de ser pecador, por saber que somos contrários aos erros deles, mas deixará de ser transgressor quando conhecer o amor de Jesus que o liberta de toda escravidão.

Seja misericordioso com o próximo, porque embora você se julgue “certinho”, os seus muitos pecados também foram perdoados.

Relacionamentos Inadequados

NOSSAS AMIZADES: o livro de “Provérbios” foi escrito por Salomão e seu título significa “comparações”. Nele encontramos a diferença da vida e das escolhas dos sábios e dos tolos, dos justos e dos injustos, dos santos e dos impuros. Os dois caminhos estão à nossa frente, e a Bíblia, de maneira muito clara, nos adverte sobre onde iremos parar ao final de cada um deles. Devemos amar indistintamente todas as pessoas, mas devemos escolher com quem iremos andar. Quem serão os nossos amigos de fato.

Encontramos, nas Sagradas Escrituras, que o temor do Senhor e o bom ensino dos pais nos ajudam, dando sabedoria nas escolhas da vida (Pv 1.7-9). Esse texto nos fala sobre a escolha das amizades. Os apelos do mundo estão gritando por todos os lados, mas a escolha é nossa. O primeiro passo está na atração mundana (querem seduzir-te), em seguida nos convites (vem conosco…), e, finalmente, no arquitetar os projetos malignos (embosquemo-nos… lança a tua sorte entre nós…). A sábia Palavra de Deus nos orienta: […] “Não te ponhas a caminho com eles; guarda das suas veredas os teus pés” (v.15). Existem ciladas malignas atrás de amizades mundanas (v.17-19).

Não é por acaso que o primeiro Salmo da Bíblia e o primeiro capítulo de Provérbios nos alertam sobre as amizades. “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes o seu prazer está na Lei do Senhor, e na sua Lei medita de dia e de noite” (Sl 1.1-2). Davi escreveu este Salmo e nos mostra que, quem busca o Senhor é bem sucedido e feliz, ao contrário do que vive entre más companhias, que, sem segurança, irá perecer no juízo (Sl 1.3-6).

Infelizmente, há homens casados que, ao andarem com colegas de trabalho solteiros, começam a deixar as responsabilidades do casamento e desgastam seu relacionamento conjugal. Da mesma forma mulheres casadas, que, longe do convívio do lar, na faculdade ou no serviço, também se esquecem de seu compromisso com o marido e do cuidado com os filhos. Tanto os solteiros como os casados devem tomar muito cuidado nas escolhas das amizades, das pessoas que freqüentam a sua casa. Às vezes, até mesmo tentando ajudar alguém, corremos o risco de prejudicar o nosso lar ou a nossa comunhão com Deus. Os jovens e adolescentes precisam estar muito atentos quanto às suas amizades. Tanto podem crescer espiritualmente, com bons amigos, como podem até mesmo se desviar do caminho da verdade, devido às más companhias. Não há dúvida de que o nosso melhor amigo é Jesus. Que tal deixá-lo ajudar-nos na escolha de nossas amizades?

RELACIONAMENTOS INADEQUADOS: temos visto tantos casamentos desmoronarem no abismo da fornicação e da imoralidade por causa de relacionamentos inadequados. Pessoas divorciadas, os que estão com casamentos em crise, ou jovens adultos que estão cansados de esperar por sua “alma gêmea”, às vezes caem nas ciladas da fornicação e do adultério. Se há um descuido na vida de comunhão com o Senhor: pouca oração, coração impaciente por fraqueza espiritual (sem o alimento diário da Palavra) ou se o foco da vida não está no Senhor, mas no próprio “Eu” com suas paixões, então o perigo de cair no pecado da imoralidade é muito grande. No mundo de hoje “tudo é permitido, o importante é ser feliz” – mas essa filosofia de vida não mostra os resultados desastrosos dos relacionamentos inadequados: gravidez indesejada, destruição do casamento, doenças fatais, feridas na alma, traumas emocionais dificílimos, vergonha e morte.

Estes conceitos falsos de felicidade pelo prazer já são bastante antigos. Em Provérbios encontramos palavras de alerta sobre o adultério: “Filho meu, atende à minha sabedoria, […] porque os lábios da mulher adúltera destilam favos de mel, e as suas palavras são mais suaves que o azeite; mas o fim dela é amargoso como o absinto, agudo como a espada de 2 gumes. Os seus pés descem à morte, os seus passos conduzem-na ao inferno. […] Afasta o teu caminho da mulher adúltera e não te aproximes da porta da sua casa.” (Pv 5.1,3-4,8.) Estes conselhos servem para todo o tipo de atração sexual pecaminosa, onde há somente morte e destruição. É impossível colher frutos de alegria e paz do espinheiro do pecado da imoralidade. As conseqüências são irreversíveis: “Tomará alguém fogo ao seio, sem que as suas vestes incendeiem? Ou andará alguém sobre brasas, sem que se queimem os seus pés? Assim será ao que se chegar à mulher do seu próximo…” (Pv 6.26-29.)

PONDO EM ORDEM OS RELACIONAMENTOS: Quando Abraão encarregou seu servo Eliezer de buscar uma noiva para seu filho Isaque, ele ordenou que este não lhe trouxesse moça de Canaã, mas da casa de seu pai, em Harã (Gn 24.3). As nações de Canaã estavam condenadas por causa de sua cultura pagã imoral e pervertida. A futura esposa de Isaque deveria conhecer e amar o Deus verdadeiro e santo, o Deus de Abraão. E Eliezer ora, pedindo a ajuda e direção para tão importante tarefa (Gn 24.12-14).

Sabemos que o jugo desigual é um sério problema no casamento. Muitas lágrimas são derramadas por conflitos provocados pela falta de entendimento espiritual. Siga a instrução bíblica, querido irmão, não entre em jugo desigual com os incrédulos. Isto é válido para o casamento e sociedades. Muitos problemas e sofrimentos serão evitados na escolha orientada por Deus. Rompa, enquanto é tempo, com laços de jugo desigual que poderão prendê-lo.

CONCLUSÃO: Evitamos muito sofrimento ao orarmos ao Senhor sobre nossos relacionamentos:“Pois livraste da morte a minha alma, das lágrimas os meus olhos, da queda os meus pés. Andarei na presença do Senhor, na terra dos viventes.” (Sl 116.8-9.) Os pais precisam ser amigos de seus filhos (Cl 3.21; PV 4.1-6). Os cônjuges precisam ser os melhores amigos e buscarem, juntos, agradar um ao outro (1Co 7.32-34). Os jovens precisam buscar a santidade na conduta, nas palavras, no procedimento e na escolha das amizades (Tt 2.6-8; 2Tm 4.9-15).

RESPONDA SINCERAMENTE: Você está envolvido em algum relacionamento inadequado? Você tem percebido que, embora dizendo “somos só amigos”, há algo mais, que já é pecado e não deveria haver, entre você e alguma pessoa? Você está se preparando para um casamento em jugo desigual? Você tem sido amigo de seus filhos e de seu cônjuge? Você tem permitido amizades que estão prejudicando sua família e seu relacionamento conjugal? Arrependa-se, acerte seus relacionamentos, e escolha hoje a vontade do Senhor para sua vida.

Pra. Ângela Valadão

Orar pelos meus inimigos?

De todas as coisas que Jesus nos falou para fazer orar pelos inimigos é  sem dúvida a mais complicada.  Muitos ainda pregam o contrário; que você deve fazer uma oração “amarrando”, “derrubando” , a vida de qualquer pessoa que esteja fazendo algum mal. Mas onde está escrito? “Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e oram por aqueles que os perseguem.”(Mateus 5.43-44 (NVI)

Não estou dizendo que é algo fácil de ser feito, mas Deus nunca nos mandaria fazer algo que não fôssemos capazes de fazer. Se você precisa ser trabalhado nessa área, então peça a Deus sabedoria para fazê-lo. Tudo o que você precisa fazer é estar com o coração aberto para mudanças!

 “Desejo-lhe tudo em dobro!”

Essa frase funciona meio que como um “lavar de mãos” para muitas pessoas, nesse caso eu pergunto: – Está certo então, se uma pessoa de desejar o bem você vai desejar o dobro para ela, mas e se uma pessoa lhe desejar o mal? Você ainda vai desejar o dobro? Isso me faz lembrar da história do escorpião e do sábio:

“Certa vez um sábio desancava na beira do rio quando de repente ele viu um tronco de árvore quase afundando com um escorpião nele, sem pensar duas vezes o sábio atirou-se no rio e pôs-se a ir em socorro do escorpião, quando o sábio finalmente alcançou o escorpião e o pegou para socorrer o escorpião tentou picá-lo, ele então largou o escorpião que por sua vez caiu na água e começou a afundar de encontro a morte, o sábio, de uma forma mais rápida ainda pegou o escorpião arrastando-o para mais perto da margem, o escorpião então tentou picá-lo mais uma vez, o sábio então o largou, e nessa de “pegar e soltar” o sábio conseguiu trazer o escorpião para a margem e salvá-lo. Curioso com o ocorrido, um jovem aprendiz que assistia a tudo com atenção perguntou ao sábio: – Porque salvar o escorpião se ele tentou picá-lo inúmeras vezes? De uma forma simples, e sorridente o sábio respondeu: – Ele agiu conforme a natureza dele, e eu conforme a minha!”

Nunca se esqueça que uma vez filho de Deus, passamos a ter o Espírito Santo morando dentro de nós. Sendo assim, procure agir de acordo com essa responsabilidade! Não é por que as pessoas lhe desejam mal ou  perseguem que você tem que agir da mesma forma. Deus quer uma atitude diferente de sua parte!

As pessoas podem se proteger de suas agressões e de suas palavras, mas nada podem fazer contra sua oração!

Que o Senhor Jesus abençoe a você e a toda sua família.

::Juan Phillipe – Colaborador do Portal Lagoinha.com

Blog: Juan Phillipe

Aprenda a amar

Como cristãos, nós somos chamados a compartilhar sobre Jesus com o mundo e isto significa mais do que somente dizer às pessoas sobre Ele – significa mostrar a elas quemIsto também significa comunicar a mensagem de que nós realmente nos preocupamos com eles. Como isso é feito? Mantendo relacionamentos significativos. Nós estamos envolvidos com pessoas em diversas áreas das nossas vidas – em casa, no trabalho, na igreja e na comunidade. Embora nosso estilo de vida ocupado faça com que seja difícil manter relacionamentos satisfatórios com alguém, nós podemos aprender como manter relacionamentos significativos com as pessoas importantes que Deus colocou nas nossas vidas.

Quando você e eu possuímos algo valioso, como uma casa ou carro legal, nós tomamos muito cuidado com essas coisas. No mesmo caminho, nós precisamos tomar muito cuidado com as pessoas especiais que Deus colocou nas nossas vidas. A verdade é que elas são mais valiosas do que qualquer outra coisa que nós poderíamos possuir.

Mostrando às pessoas que as amamos tem muito a ver com fazer com que elas sintam que nós verdadeiramente valorizamos quem elas são, que nos preocupamos com o que elas pensam e em como elas sentem sobre as coisas. E um dos melhores caminhos para comunicar isto é simplesmente ouvindo a elas. Pense sobre o quanto é importante para você ter alguém na sua vida que realmente escuta quando seu coração está quebrado e você precisa de encorajamento, ou regozijar com você quando você está experimentando algo maravilhoso e quer dividir sua alegria.

Eu acredito que as pessoas que Deus colocou em nossas vidas são os presentes mais preciosos que Ele nos deu. Portanto, nós precisamos evitar a tendência de sermos cuidadosos em nossos relacionamentos. É fácil cair dentro de um modelo de somente comunicar superficialmente com as pessoas e nunca realmente prestando detalhada atenção para o que elas pensam e sentem. Se nós não somos cuidadosos, podemos planejar fazer isto com as pessoas que estão próximas, como nossos cônjuges e crianças.

Quando você tira um tempo para “estudar” as pessoas na sua vida escutando a elas, você irá aprender o que elas gostam e não gostam, tão bem quanto o que elas pensam e como elas sentem.

Minha oração, para você que lê esta revista mensal em amor e relacionamento, é que Deus ajude você a aprender a escutar mais de perto às pessoas que Ele colocou na sua vida. Se assim fizer, Ele irá te ajudar a se tornar mais sensível para o que elas estão pensando e sentindo, descobrindo as coisas que as tornam especiais a Ele e a você. Se você começar a ver as pessoas na sua vida no caminho que Deus as vê, expressar seu amor irá se tornar o segundo passo.
Ele é e o quanto Ele as ama.
Joyce Meyer

 

 

Sobrevivendo ao Desapontamento

Quando você experimentar decepção, não corra para os braços da amargura.
Joyce Meyer – 3/6/2012

O desapontamento é inevitável, pois a vida nem sempre acontece como imaginamos. Então, como sobreviver ao desapontamento? Como atravessar essas fases sombrias? Que tipo de consolo podemos esperar?

Os piores momentos de decepção normalmente ocorrem quando alguém falha conosco, ou pelo menos sentimos que falhou. As pessoas podem magoar-nos profundamente. Algumas vezes elas sabem o que estão fazendo, enquanto outras vezes só fazem o melhor que podem com as ferramentas que possuem. Em qualquer caso, o nível de realização e felicidade que experimentamos na vida não depende de outras pessoas; depende de Deus. É claro que confiamos em pessoas com relação a certas coisas, e é doloroso quando elas nos desapontam. No entanto, o êxito ou a alegria máxima da vida não deve depender delas. Não temos de prolongar o sofrimento em relação ao que as pessoas nos fazem ou não, porque no fim das contas nossa recompensa está nas mãos de Deus.

É também muito decepcionante quando cremos que nós falhamos de alguma forma, talvez por descuido ou apesar de nossos melhores esforços. Ou pensamos que falhamos, quando, na verdade, não falhamos de nenhum modo. Sentamos então no escuro, torturando-nos. O remorso e a condenação nos abatem como uma gigantesca marreta que nos atinge a alma. “Se eu apenas não tivesse… Se eu tivesse… Por que não fiz…”. É um peso que não podemos carregar e para o qual não fomos feitas.

Mesmo quando temos de suportar as conseqüências das nossas escolhas erradas que fizemos, Deus continua ao nosso lado. “Ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei; se morar nas trevas, o Senhor será minha luz” (Miquéias 7:8). Como é maravilhoso saber que até mesmo nas trevas da nossa criação, Deus está presente e também sua luz.

Penso que é isso que nos faz amá-lo mais: sua graça. Compreendemos quão pouco a merecemos e quão pouco correspondemos a sua glória. Apesar disso, ele nos ama e aceita. Por mais que falhemos, Deus extrai o bem da situação se o buscamos humildemente.

Deus não raro permite que coisas difíceis nos aconteçam para nos abençoar de alguma forma. Se estivermos dispostas a permiti-lo, seremos salvas da destruição provocada por pessoas e situações, as quais serão finalmente usadas para a glória de Deus. Se entregarmos o desapontamento ao Senhor e dissermos: “Sê a minha luz e guia-me, Senhor”, a obra divina será realizada mais rapidamente.

Quando coisas decepcionantes lhe ocorrem, peça que Deus a ajude a discernir sua verdade sobre o que você está experimentando. Peça que ele, e não seus sentimentos, reine na situação. É fácil irar-se ou ficar magoada, mas muitos mais compensador é descobrir a bênção de Deus no ocorrido. Ele se agrada quando, em meio ao desapontamento, você tem fé suficiente para depositar nele sua esperança e suas expectativas.

Quando você experimentar decepção, não corra para os braços da amargura.