RESPEITE AS EMOÇÕES DO SEU FILHO

“E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores” (Lc 7.13)

 

Como vai a saúde emocional do seu filho (filha)? Vamos começar refletindo sobre três razões por que os pais devem se preocupar em criar um filho(a) emocionalmente saudável:

1) Nossas emoções determinam a qualidade e o significado da nossa vida.

2) Nossas emoções influenciam cada parte da nossa vida.

3) Nossas emoções ajudam-nos a definir nossos valores.

Portanto, podemos afirmar que o sucesso ou o fracasso na vida depende do nosso estado emocional.

Os pais devem lembrar-se de que o sentimento está sempre vinculado ao valor que damos às coisas ou às pessoas. Aquilo que para os pais não significa muito, para o filho pode ter um valor especial. Por exemplo, uma paquera, um amigo, um animal de estimação, uma bicicleta, um tênis, uma camiseta, um brinquedo, um passeio que não deu certo, tudo isso pode ter muito valor para um filho.  Os pais que exercem sua missão com essa consciência nunca brincam com as lágrimas do filho. Já vi meninos e meninas chorando intensamente pela morte de um cachorro que foi atropelado; outros, por causa de um tênis que sumiu; e outros, por causa de uma pipa que escapou da linha e foi levada pelo vento. Como os pais devem reagir diante das lágrimas do filho que chora por algo que, na concepção do adulto, pode ser “banal”?  Nunca obriguem os seus filhos a reprimir suas emoções, “engolindo” o choro e menosprezando seus sentimentos.   Desqualificar as emoções de um filho pode provocar um trauma, fazendo com que ele se feche e nunca mais demonstre seus sentimentos.   Essa é uma das causas por que muitos adultos têm dificuldade de expressar suas emoções.  Você respeita os sentimentos do seu filho?

Quando a minha filha Letícia tinha quatorze anos, ela me disse: “Pai, eu gosto de um jovem membro da igreja e ele quer vir falar com o senhor”. Como pai, eu nunca havia passado por aquela experiência, até porque eu só tenho uma filha e dois filhos. Eu poderia ter reagido assim: “Você não tem o que fazer? Será que você não percebe que ainda é uma criança? Ainda está com gosto de leite materno na boca? Já que é assim, eu não quero vê-la conversando com esse rapaz em lugar nenhum, porque se eu pegá-los, vou arrebentar os dois.  E saia daqui. Você estragou o meu dia”. Pais que reagem assim quase sempre “perdem” a filha, provocando a ira e gerando no coração dela um tipo de raiz de amargura. Lembre-se, respeito gera respeito.

Apesar de achar muito estranho o que estava acontecendo, pois eu pensava que minha filha iria se preocupar com isso só depois de se formar na faculdade, e diante de tudo o que ouvi, pedi à Letícia que se sentasse, fechei a porta do escritório e passei para ela todas as lições de um seminário que eu ministro para os adolescentes nas igrejas. Depois de mostrar para ela que não era interessante envolver-se em um namoro sendo ela ainda tão nova, que aquele era um tempo para ser investido nos estudos e para construir bons relacionamentos, pensei: “Acho que consegui convencê-la a mudar de idéia”. Mas quando eu terminei, ela olhou para mim com os olhos lagrimejando e disse: “Pai, ele pode vir falar com o senhor hoje à tarde?” A verdade é que, quando uma adolescente está apaixonada, ela não consegue pensar em outra coisa a não ser no “amor-paixão”.

Procurei lidar com aquela situação da forma mais sensata e prudente possível para que ninguém saísse machucado.  Hoje minha filha tem vinte e dois anos, não se casou com aquele jovem, dedica-se  aos estudos e continua servindo a Jesus e tem a mim, seu pai, como seu grande amigo.  Respeitar as emoções do filho é fundamental para construir confiança a fim de que ele se abra para ouvir o que os pais precisam dizer. Nenhum filho ouve, de forma responsável, um pai que não sabe respeitar suas emoções. Como você tem reagido às emoções do seu filho?

Pr. Josué Gonçalves

6 dicas eficazes da Supernanny para educar seus filhos

Dê fim às brigas, ataques de birra e gritaria em casa. Cris Poli, a Supernanny, ensina suas técnicas infalíveis!

ESTABELEÇA LIMITES

Com paciência, explique aos pequenos quais são as regras que devem ser seguidas dentro e fora de casa. Quando a mãe estabelece que não se pode comer doces antes das refeições, deve-se tomar banho na hora certa e sentar-se à mesa para comer quando ela manda, a criança tende a fazer birra. Nesses momentos, não adianta impor sua vontade pela força. ‘Fale com autoridade e amor. Determinação não briga com afeto’, diz Cris Poli. Na hora de colocar os limites, é importante que você mantenha as regras até o fim. ‘Voltar atrás em uma decisão demonstra falha na autoridade. A criança ficará confusa diante de sua mudança de idéia.’

PRESERVE

Se você o mandou arrumar os brinquedos mas ele ainda não obedeceu, não desista e nem faça o dever dele. O ideal é insistir na regra umas três ou quatro vezes e repeti-la com paciência, dia após dia.

OLHE NOS OLHOS

Com isso, você firma a autoridade e capta. Se você se abaixa e olha nos olhos dela enquanto fala, ela não se distrai. Caso ela desvie o olhar, segure-a pelo rosto com carinho. Ao prestar atenção no que você diz, seu filho absorverá melhor a lição e mudará de atitude mais rápido.

PODE PUNIR SEM VIOLÊNCIA

Se depois de vários dias insistindo ele ainda não cumprir o combinado, pode puni-lo. Primeiro, avise-o da punição, caso ele continue desobediente — para permitir que a criança pense e mude de atitude. Depois, vem o castigo. Se ele não cumprir com as obrigações, pode proibir o videogame, a TV ou algo que ele adore. ‘Nunca use violência. Isso deixa marcas negativas na criança. Prefira a disciplina’, aconselha a educadora.

DÊ PRÊMIO

Além de estipular regras e castigos, também é importante conceder prêmios quando seu filho obedecer e acertar. Reconheça o esforço dele e incentive-o a continuar cumprindo as regras. Faça uma estrela num quadrinho pendurado na geladeira toda vez que ele tiver uma atitude positiva. No final de sete dias, que é o tempo ideal para recompensá-lo, ofereça um prêmio pela disciplina. Pode ser um brinquedo novo, um passeio ou guloseimas. Antes, combine com a própria criança quais os prêmios adequados.

COLOQUE ELE(A) PARA PENSAR NO QUE FEZ

Se o seu filho for pequeno (abaixo de 7 anos), crie o “cantinho da disciplina”. Vale qualquer local da casa, menos o quarto da criança. Nesse local, seu filho deverá permanecer e refletir sobre o que fez. Deixe que ele saia apenas quando reconhecer o erro e pedir desculpas.

O poder da mãe que ora pelo filho!

O poder da mãe que ora pelo filho!
Pode haver um presente melhor para uma mãe do que a salvação de seus filhos? No seu dia, querida mamãe, um chamado à oração e os nossos votos para que seja sempre uma mãe segundo o coração de DeusSer mãe é ser líder, pois ninguém influencia mais do que uma mãe.

A mãe carrega no coração, no ventre, nos braços, nos sonhos, nas orações… Nenhuma outra força na vida da criança é tão poderosa e influente como a mãe.

Muitos homens famosos foram influenciados por suas mães. A mãe de George Washington era uma mulher cristã piedosa, com profundo senso único. Seu filho foi o primeiro e um dos melhores presidentes dos EUA.
Por outro lado a mãe de Nero, era gananciosa, sensual e assassina, acabou sendo morta pelo próprio filho. Sem dúvida alguma a mãe pode influenciar seu filho tanto para o bem quanto para o mal.
Deus está procurando mães que encontrem tempo para orar pelos filhos. A pressa é um distintivo da nossa geração, não temos tempo, corremos o dia todo, vivemos sob o peso do estresse. Os pais não têm tempo para os filhos, a família deixou de ser prioridade, e por isso precisamos nos levantar em favor de nossos filhos e de nossa família.
Precisamos de mães que passem tempo orando, que falem de Deus para seus filhos e dos filhos para Deus.
Precisamos de mães que derramem o coração diante de Deus em fervente oração. Mães que passam mais tempo no altar da intercessão. Se você tem tempo de ir ao salão, ao shopping, à academia, você também tem tempo para orar.
A maior influência que uma mãe pode exercer na vida dos filhos é por meio da oração. Temos que priorizar, organizar nossa vida a favor disso.
Veja exemplos de algumas mães de oração. Suzana Wesley tinha 19 filhos e nunca abriu mão de orar uma hora por eles. Esse tempo era sagrado e seus filhos não ousavam interrompê-la, porque sabiam que ela estava no quarto derramando sua alma diante de Deus em favor de cada um deles.
Essa mulher piedosa levou ao mundo um dos maiores avivalistas do século XVIII, John Wesley, e um dos mais consagrados músicos evangélicos, Carlos Wesley.
Precisamos de mães que mesmo na agitação desse mundo tenham tempo para buscar a Deus em favor dos seus filhos.
Começar é fácil, difícil é perseverar. Muitos falam e pregam sobre oração, mas poucos oram de verdade. Talvez você já tenha sido uma firme mulher de oração, que jejuava, intercedia, reparadora de brecha e hoje se encontra fraca.
Outra mãe intercessora foi Mônica, que orou cerca de 40 anos pela conversão de seu filho Agostinho. Ele era um jovem devasso e completamente resistente ao evangelho, mas ela jamais desistiu de esperar por um milagre de Deus na vida de seu filho. Noite e dia ela clamava a Deus pela conversão de Agostinho, foram 40 anos de luta, choro de oração, mas um filho de muitas lágrimas não poderia se perder. Agostinho foi o maior expoente da Igreja entre o período dos apóstolos e reformadores. Maior teólogo que a Igreja já produziu depois do apóstolo Paulo e foi fonte de inspiração para Lutero e Calvino.
Na família de Tim Cimbala, pastor em Nova York, sua filha primogênita estava se tornando resistente ao evangelho e começou a viver uma vida de rebeldia, mundanismo e pecado. Não demorou muito até se rebelar contra os pais e sair de casa. Seus pais choraram, sofreram e começaram a definhar a ponto de os amigos lhes dizerem para desistirem de procurá-la. Contudo, numa celebração de vigília, uma irmã interrompeu e disse que deveriam chamar por sua filha e todos deram as mãos e oraram. Ali se tornou uma “sala de parto” onde as dores e os gemidos eram expressos diante de Deus. Quando o pastor voltou para a casa ele disse à sua esposa: “Se há Deus no céu, nossa filha já foi liberta hoje”. E ela voltou para casa liberta e sarada.
Não desista de orar, chorar, gemer, por seus filhos, Deus está à procura dessas mães.
Mães da Bíblia: Identifique-se com elas!
Rispa (2 Samuel 21.8-22): uma mãe incansável. Mulher forte e de caráter firme. Seu nome significa “Pedra Quente”. Ela foi mulher do Rei Saul e teve dois filhos com ele, Simoni e Mefibosete. Houve três anos de fome em Israel e Davi foi consultar ao Senhor e veio a resposta: “Há culpa de sangue sobre Saul e sua casa, porque ele matou os Gebeonitas”. Davi teve de escolher sete homens da família de Saul para serem enforcados para que a chuva pudesse cair novamente sobre a terra de Israel, cinco netos de Saul e seus dois filhos com Rispa. Seus corpos foram esquecidos, foram deixados ao madeiro, ao relento. Então, Rispa tomou um pano de saco e o estendeu para si sobre uma pinha, e assistiu o milagre da chuva e ficou em frente aos cadáveres dos filhos dia e noite. E ela não deixou as aves do céu pousar sobre eles de dia e nem os animais do campo à noite. Você pode imaginar a dor dessa mãe diante desses corpos em decomposição dia e noite? O que passava em seu coração? Suas lágrimas e o desejo de vê-los com um sepultamento digno pelo menos. Ela não saiu da sua torre de vigia durante meses. Isso foi dito a Davi e ele tomou os ossos de Saul e os ossos de Jônatas e também os ossos dos sete que foram enforcados e os enterrou na terra de Benjamim. Depois disso Deus se tornou favorável para terra. E foi Rispa, que fez a mãe do rei Davi trazer a bênção novamente sobre Israel.
Joquebede (Êxodo 2.1-2.): Mãe de Moisés, mulher corajosa, serve de modelo para as mulheres de hoje em dia com sua contagiante coragem para temer a Deus e com a fé firme nas promessas e na providência divina.
Débora (Juízes 4.5.): Uma líder de Israel, juíza e profetiza. Ela ouvia a Deus e possuía o coração de serva. Ela delegou tarefas e ofereceu louvores. Liderou com autoridade recebida de Deus. Ela motivou o povo. Foi uma mãe que se despertou para a nação de Israel e inspirou outros ao seu redor a terem a mesma confiança e venceu a batalha.
E você? Qual tipo de mãe tem sido? Você tem tido tempo para orar pelos filhos? Você tem derramado seu coração diante de Deus em fervente oração por seu filho? Você tem falado de seu filho para Deus? Você tem beijado, abraçado e acariciado seu filho? Ou você já desistiu de orar por ele? Você, mãe, tem um presente de Deus em suas mãos e com esse presente você pode influenciar toda uma geração, para a glória do Senhor! Junte-se a nós, existe um exército de mães que não abrem mão da salvação, libertação e da cura de seus filhos. Somos mais de 70 mil mães de oração. Venha se alistar nesse poderoso exército mais que vencedor em Cristo Jesus. “Mães de joelhos, filhos de pé”.
Já orou por seu filho hoje?
:: Por Pra. Patrícia Sabino
Ligue para o Ministério Desperta Débora (31) 8793-2906 e converse com a pastora Patrícia.
Um testemunho de fé e de oração:
“Faço parte do Ministério Desperta Débora e há cerca de seis anos Deus tem feito milagres na minha vida, dos meus filhos e netos. O milagre que quero compartilhar com toda a Igreja, começa assim… Há aproximadamente oito meses, meu filho Marcus comprou uma moto para trabalhar e intensifiquei minhas orações sabendo do perigo no trânsito. No dia 29 de março por volta de 23h, meu filho voltou para casa de moto, em uma rua de mão única, desceu um carro na contra-mão e o atingiu. A moto parou debaixo do veículo, mas meu filho pulou e escorregou para fora da pista. Ele estava com todo o equipamento de segurança, e principalmente, com a armadura de Deus. Há poder na oração de uma mãe que intercede pelo filho, o milagre aconteceu. Meu filho não se machucou, foi um livramento do Senhor. A moto deu perda total, mas o seguro cobriu tudo. Depois de um mês, ele buscou a moto nova e pôde ver que realmente tem uma mãe de oração. Agradeço a Deus por esse ministério e agradeço a equipe que faço parte”. – Maria Helena Dias

Proteja seu filho dos perigos da internet

Você controla o que seu filho faz na internet? Saiba como ensiná-lo a acessar a rede sem correr riscos

por Rosane Queiroz

Milhares de amigos em potencial, jogos divertidos, uma enciclopédia infinita, com cor, movimentos e sons que a gente acessa com um simples clique. A internet não é fascinante? Sim, para nós e para as crianças também. A atual geração, chamada de nativos digitais, é formada por crianças que já nasceram na era on-line. Em geral, eles entram em contato com o computador por volta dos 5 anos. E se apaixonam.

Clara, de 6 anos, filha da publicitária Lilian Dias, tem três sites preferidos: dois de joguinhos (no de culinária ela cria bolos com coberturas mirabolantes, que nem a melhor confeitaria da cidade oferece!) e um da sua boneca favorita. É isso mesmo: ”As minhas bonecas de verdade não têm tantas roupas legais e brilhantes como as do computador”, diz a menina, que brinca de boneca… on-line!

É no momento em que a criança começa a se interessar pela máquina que os pais devem estabelecer as regras de uso. ”Em um clique, os pequenos podem entrar em contato com o que há de pior no mundo. Por outro lado, se comunicam com gente de vários países e trocam experiências, o que é positivo. Tudo depende de como a web é usada”, analisa a psicanalista Daniele John, de São Paulo.

 

Liberdade controlada na internet

Na estrada sem fim que é a internet, cabe aos pais estabelecer o roteiro. E realmente isso tem de ser feito desde cedo, como alerta o especialista Pedro Paulo Oliveira Junior, doutor em neuroimagem pela Universidade de São Paulo: ”Mesmo sem saber ler, os pequenos reconhecem ícones pelo formato das letras. Podem digitar uma palavra errada e cair em sites que não são para eles”.

É importante, então, restringir o acesso à informação inadequada para cada idade por meio de todas as formas disponíveis, como a instalação de filtros que vetam conteúdos pornográficos ou impróprios. ”Mas nada disso dispensa o olhar dos pais”, comenta a dra. Daniele. Uma maneira simples de fiscalizar é deixar o computador em um lugar da casa onde todos circulem – e nunca no quarto. E é fundamental deixar claro:

1. O que pode?
Quais sites, quais redes sociais, quais jogos? O especialista Pedro Paulo orienta: ”Antes dos 13 anos não é aconselhável criar perfis em sites de relacionamento como Orkut e Facebook”. E sempre valem as regras: jamais adicionar desconhecidos ou fornecer dados pessoais de qualquer tipo. Daniele John chama atenção para a importância de treinar a concentração dos jovens: ”Eles acabam desperdiçando um imenso potencial em joguinhos ridículos, bate-papos furados, navegando sem foco. Vencer a dispersão é um grande desafio para essa geração”.

2. Quando pode?
Seu filho pode navegar uma vez por dia? Só depois da aula? Nunca à noite? ”Jogos e atividades virtuais no período noturno deixam a criança ligada, com dificuldade para dormir”, avalia Pedro Paulo. No caso dos adolescentes, madrugadas na internet, além de prejudicar a concentração no dia seguinte, acabam tornando as atividades da vida real menos atrativas do que as virtuais.

3. Até quanto pode?
Quantos minutos diários você permite que a criança ou o jovem fique navegando na rede? ”É fácil passar horas e horas diante da máquina e, gradativamente, perder o interesse por outras atividades. Sempre haverá mais uma janela a ser aberta, um vídeo a ser visto, um blog para ser descoberto. A internet pode levar à compulsão”, diz a psicanalista Daniele. ”Limitar o tempo on-line é fundamental para evitar o vício”, concorda Pedro Paulo.

 

Filho viciado em internet?

Se o seu filho apresentar algum destes comportamentos, cuidado, pois ele está passando tempo demais na internet:

. Agitação

. Insônia

. Falta de concentração

. Desinteresse por brincadeiras simples, como desenhar, ou pela companhia dos amigos reais, trocados pelos virtuais. ”É preciso que os pequenos brinquem de faz de conta, que jovens leiam literatura de verdade. As famílias não devem perder o hábito de conversar e se olhar, ao vivo”, diz Pedro Paulo Oliveira Junior.

 

Internet e crianças

Dentre as palavras mais pesquisadas pelas crianças no primeiro semestre de 2009, duas são problemáticas: sexo e pornô

1º YouTube
2º Google
3º Facebook
4º Sexo
5º MySpace
6º Pornô
7º Yahoo!
8º Michael Jackson
9º Fred (personagem que se tornou popular no YouTube)
10º eBay

Fonte: Symantec, empresa que desenvolve softwares de seguranca para internet

Os Benefícios de Ter Filhos

Wagner Correa

 

Escrever sobre “Os Benefícios de Ter Filhos” é como escrever sobre os benefícios de adquirir as minas do Rei Salomão ou herdar a riqueza de Bill Gates. O assunto deveria ser óbvio. Que esse freqüentemente não é o caso mostra não somente um discernimento medíocre, mas uma visão não-pactual da família, onde Deus pactua para abençoar a nós e aos nossos filhos (Sl. 102:28; Gn. 18:19).

A Bíblia apresenta os filhos dos crentes de forma positiva, especialmente no ministério do Senhor Jesus Cristo. Eles recebem proeminência como sendo o capital espiritual e econômico do povo de Deus. Há muitas metáforas impressionantes que anunciam essa verdade.

 

Metáforas para Filhos

Comecemos com a figura de filhos como bens da conta ativa do povo de Deus. No Salmo 127, o Espírito Santo reúne dois descritores econômicos: “herança” e “galardão”. Não há nada dito diretamente sobre riqueza monetária: uma família temente a Deus é rica o suficiente! Nossos filhos são uma “herança” não simplesmente porque nos são dados como um galardão, mas eles mesmos são o galardão. Eles não são dinheiro no banco, mas o próprio banco!

Isso significa que eles são uma “herança” (dom) pertencente ao Senhor, e generosamente dada ao povo de Deus. Em adição, nossos filhos são “recompensa” de Deus. Uma recompensa da parte de Deus é um pagamento generoso, que mostra que os filhos são bens ativos, e não dívidas. De fato, a santidade da palavra “galardão” é ilustrada por Gênesis 15:1, onde Deus fala de si mesmo como nosso “grandíssimo galardão”. Não somente o Doador do dom é Ele mesmo o Dom, mas nossos filhos são dignificados pela palavra “galardão”.

A palavra “herança” no Salmo 127 descreve comumente a terra de Israel, que era uma terra de leite e mel, uma terra de promessa. Essa terra era completamente imerecida; ela foi dada pela graça. O mesmo se dá com a palavra “galardão”, que não significa que merecíamos os filhos ou que Deus nos devia. Antes, para parafrasear João Calvino, Deus se fez nosso devedor por Sua graça.

 

Os filhos são também armamentos ou armas. Lemos no Salmo 127:4: “Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos da mocidade”. Nos templos da Bíblia, o que era um homem poderoso sem flechas? Um arqueiro sem armas é um tigre de papel, um soldadinho de chocolate. Assim como um soldado precisa de armas para ser poderoso, assim um homem necessita de filhos que são sua força.

Os filhos nos beneficiam, especialmente quando são “filhos da mocidade”. Isso não está falando sobre filhos jovens, mas sobre pais jovens. A Bíblia encoraja casar-se cedo (Ml. 2:14-15; Is. 54:6; Gn. 37:2). Uma razão para o casamento na juventude refere-se à ajuda dos nossos filhos quando declinamos em idade. Nossos filhos são nossa Previdência Social! A filha de John Howard Hilton disse-lhe de joelhos, ao lado do seu leito de morte: “Não há bênção maior para os filhos do que ter pais piedosos”. “E”, disse o pai moribundo com gratidão, “para os pais ter filhos piedosos”.

 

Deus também exibe os filhos como uma aljava. Lê-se no Salmo 127:5: “Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, mas falarão com os seus inimigos à porta”. Aqui, felicidade e aljava cheia vão de mãos dadas. Quantas flechas cabem numa aljava é um assunto para debate. Alguns têm pensado que uma aljava constitui-se de doze flechas. Existe um antigo provérbio alemão: “Muitos filhos fazem muitas orações, e muitas orações trazem muitas bênçãos”. Quando o Rev. Moses Browne teve doze filhos, alguém observou: “Senhor, você tem tantos filhos quanto Jacó”; e ele respondeu: “Sim, e tenho o Deus de Jacó para prover para eles”.

 

Sem dúvida, isso não significa que as flechas em nossa aljava nasceram tão “retas quanto uma flecha”. Derek Kidner, em seu comentário sobre o Salmo 127, escreve: “… não é atípico das dádivas de Deus que, de início, sejam responsabilidades, na conta passiva, antes de ficarem sendo obviamente bens da conta ativa. Quanto maior a sua promessa, tanto mais provável fica sendo que estes filhos serão apenas uma mão cheia antes de encherem uma aljava”.

 

Pais de flechas devem endireitar suas flechas, para que voem para o alvo certo. Isso envolve trabalho, amor, paciência e disciplina; assim, nossos filhos são o nosso “capital suado”. À medida que treinamos nossos filhos nos caminhos de Deus, haverá tempos quando pensaremos que eles são mais uma mão cheia do que uma aljava cheia. Pode até mesmo parecer que nossas flechas estão voltadas para a direção errada, isto é, contra Deus e mesmo nós. Esse paradoxo é explicado ao ver nossos filhos como um tipo de “gratificação adiada”; plantamos em lágrimas com um saco de sementes, enquanto esperamos trazer os feixes com alegria.

 

A Alegria dos Filhos

Muitos anos atrás um pai piedoso com muitos filhos jovens disse com tristeza: “A Bíblia fala sobre toda essa alegria de se ter filhos. Ainda estou esperando que essa alegria se apresente. Onde ela está?” O que faz o pai piedoso feliz por ter uma aljava cheia? O Salmo 127 responde: “Não serão confundidos, mas falarão com os seus inimigos à porta”. Ele é “feliz” por ter o que o comentarista luterano Leupold chama de “filhos corpulentos nas portas da cidade.” A porta de uma cidade era onde o povo se reunia para dispensar justiça. O pensamento é que somos “bem-aventurados” por ter filhos que, como advogados, aniquilarão os argumentos dos inimigos de Deus nas portas (“portas” aqui representando o centro judicial ou Câmara Municipal).

É instrutivo que a palavra hebraica para “falarão” no Salmo 127 pode ser traduzida também como “destruirão”. Alguns têm pensado na idéia de “matar” os inimigos na porta, visto que a porta era o alvo primário, sempre que os inimigos sitiavam uma cidade (Gn. 22:17; Gn. 24:60). Em seu Treasury of David, Spurgeon disse dos filhos do Salmo 127: “Eles podem encontrar inimigos tanto na lei como na batalha”. A razão por detrás de tal sabedoria irresistível é a Sagrada Escritura, que faz dos nossos filhos “sábios para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus”.

 

Um exemplo apropriado de tal sabedoria foi Eduardo VI, o menino-rei da Inglaterra, que colocou “um buraco no tambor” dos seus regentes quando eles insistiram que ele permitisse a reintrodução da “idolatria” (os protestantes ingleses do século 16 eram veementes sobre o assunto) por Maria, sua irmã. Quando Eduardo entrou na presença do Concílio, o Lord Tesoureiro caiu diante dele, dizendo que eles permitiriam que Maria reintroduzisse a idolatria. Eduardo perguntou: “É lícito pela Escritura sancionar a idolatria?”, ao que o tesoureiro replicou que existiram bons reis em Judá que permitiram postes ídolo e ainda foram chamados bons. Mas a essa resposta inadequada, nosso sábio Eduardo respondeu: “Devemos seguir o exemplo de bons homens quando eles agem corretamente. Nós não os seguimos no mal. Davi era bom, mas seduziu Bate-Seba e assassinou Urias. Não devemos imitar Davi em atos como esses. Não existe nenhum exemplo melhor na Escritura?” Os bispos ficaram em silêncio. Então Eduardo concluiu: “Eu sinto muito pelo reino e pelo perigo que virá disso; espero e orarei por algo melhor, mas o mal não permitirei”.1

Um benefício adicional de ter filhos é simbolizado pela figura de “plantas de oliveira” no Salmo 128:3. A figura é provavelmente a multiplicidade de filhos. Essas plantas de oliveira ao redor da nossa mesa não são apenas nossa riqueza, mas também nossa esperança para o futuro. Várias “plantas de oliveira” mostram que uma abundância de filhos não é apenas um sinal de riqueza, mas condena a miopia daqueles que restringiriam esse capital. Se os filhos são riqueza, então a decisão de diminuir essa riqueza pode ser comparada a um homem que envia uma mensagem ao seu banqueiro, pedindo para que ele decline todo interesse futuro sobre os rendimentos do seu dinheiro. Em muitos casos, o casal resolver “não ter mais filhos” é como dizer: “Não podemos receber mais das bênçãos de Deus!” Certamente nenhum ser humano lúcido reclama sobre o engrandecimento da sua riqueza!

Benefícios Adicionais: o Lar, a Igreja e o Mundo

Outro benefício de ter filhos é a expectação de ver os “filhos dos nossos filhos” (Sl. 128:6; Pv. 13:22). A benção dos filhos é transgeracional. Nossos filhos são flechas e nossos netos são “flechas das flechas”. Deus nos abençoa com esposas frutíferas, filhos piedosos e “filhos dos filhos”.

O lar cristão é um paraíso encastelado. Como disse Spurgeon: “Antes da Queda, o Paraíso era o lar do homem; desde a Queda, o lar tem sido o Paraíso do homem”. Assim, o Salmo 128 descreve uma família cheia de riqueza e bênção. É uma bela figura da vida no lar. E o Salmo 128 é um Salmo de conforto para aqueles que sofrem fora do casamento; saímos de casa para lutar e então voltamos para casa a fim de encontrar paz. Lembre-se: a palavra hebraica Shalom (paz) descreve nossa prosperidade espiritual e material.

Sem dúvida, seria errado restringir os benefícios de ter filhos ao enriquecimento da família somente. Os filhos beneficiam tanto a igreja como o mundo. Não temos filhos para povoar o inferno. Quando Cristo tomou as crianças em Seus braços e as abençoou, Ele disse: “dos tais é o reino de Deus”. O significado da Sua declaração é inequívoco: nossos filhos são filhos do Reino, sob o governo do Senhor Jesus Cristo. Isso significa que eles têm uma missão real para cumprir, o Pacto do Domínio ou Monarquia de Gênesis 1:26-28, onde Deus nos ordena a sermos frutíferos e nos multiplicarmos, encher a terra, e exercer domínio sobre ela. Certamente, esse pacto da Monarquia pode ser cumprido somente quando nossos filhos são unidos pela fé a Cristo, que governa Sua igreja por Sua Palavra e Espírito, e governa as nações com vara de ferro.

 

1 Elizabeth Longford, The Oxford Book of Royal Anecdotes (United Kingdom: Oxford University Press, 1991), 221.

Sobre o autor: Jim West tem pastoreado a Covenant Reformed Church em Sacramento nos últimos 18 anos. Ele é atualmente Professor Associado de Teologia Sistemática e Pastoral no City Seminarym, em Sacramento. É o autor dos seguintes livros: The Missing Clincher Argument in the Tongues’ Debate, The Art of Choosing Your Love, The Covenant Baptism of Infants, e Christian Courtship Versus Dating. Seu último livro é Drinking with Calvin and Luther!

 

Fonte: Faith for All of Life, Maio/Junho 2005, p. 13-14.

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto, do site www.monergismo.com

Divulgação: www.juliosevero.com

 

VINTE CONSELHOS EFICAZES NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS

Todos nós sabemos como é importante ter uma boa e sólida relação com nossos filhos. Esta é a porta principal que nos permite navegar por suas personalidades e compreendê-los melhor e que nos leva a ter uma família estável e melhor. A seguir, damos 20 conselhos simples e eficazes que ajudarão no desenvolvimento de uma relação excelente com nossos filhos.

1.           Destine um tempo para cada um de seus filhos. Almoce com um deles, caminhe com o outro, ou mesmo saia com cada um deles separadamente. É importante que você faça com que cada um dos filhos se sinta amado individualmente, sem comparação com os irmãos. Se eles se sentirem comparados, tentarão competir pela atenção dos pais; neste caso, um ou mais deles poderia isolar-se e se sentir inseguro sem que você saiba disto!

2.   Ajude-os a construir a autoconfiança, estimulando-os e apreciando cada esforço e não só os resultados do esforço como, infelizmente, muitos de nós fazemos.

3.   Comemore suas conquistas diárias, como por exemplo, um almoço especial porque seu filho entrou para o time de futebol ou porque sua filha teve boas notas nos exames. Isto fará com que cada um deles sinta que você está interessado em suas vidas e conquistas. Nunca seja assim apenas com um deles mesmo que os outros não consigam nada. Se você procurar bem sempre encontrará alguma conquista dentro deles. Certifique-se de que você aja simbolicamente para que eles não se rivalizem agressivamente em lugar de serem felizes com as conquistas dos outros.

4.   Ensine seus filhos a pensarem positivamente. Assim, em vez de se queixar que seu filho voltou sujo da escola e se sentou para almoçar sem lavar as mãos, diga-lhe: “Parece que você se divertiu hoje na escola”.

5.   Pegue o álbum de fotografias de seus filhos de quando eram bem pequenos e conte-lhes algumas histórias desta época de suas vidas e que eles não se lembram.

6.    Fale de algumas coisas que você aprendeu com eles e lembre-lhes de como eles o ajudaram.

7.    Diga-lhes como é maravilhoso ser pai deles e como você aprecia vê-los crescer.

8.    Faça com que seus filhos escolham suas próprias roupas. Agindo assim, você estará demonstrando como respeita a decisão deles.

9.   Interaja com seus filhos quando estiver brincando com eles, como, por exemplo, suje suas mãos com barro ou aquarela, etc.

10.  Conheça a carga horária escolar de seus filhos, seus professores e amigos para que você não pergunte a eles quando voltam da escola: “o que você fez hoje?” e sim: “então, o que seu amigo (dizer o nome do amigo) fez hoje ou o que o seu professor disse a você?” Isto fará com que as crianças sintam que você conhece suas vidas em detalhe e que você se importa com eles.

11.  Quando seu filho pedir alguma coisa, não fale com ele/ela enquanto você estiver ocupado com alguma coisa, como quando as mães falam com os filhos enquanto estão cozinhando ou vendo TV, mas dê a eles total atenção e olhe direto em seus olhos quando estiverem falando com você.

12.  Almoce com sua família pelo menos uma vez por semana e discuta com todos as questões da última semana. Lembre-se de não só ouvir mas, também tentar participar, contando-lhes alguma coisa que lhe tenha acontecido na última semana também.

13.  Escreva palavras amorosas e encorajadoras, orações e até piadas em pequenos pedaços de papel para seus filhos e coloque-os próximo à cama deles ou em suas mochilas se você sai mais cedo do que eles. Isto fará com que sintam que você pensa neles todo o tempo.

14.  Faça seus filhos ouvirem você enquanto estiverem em outro cômodo da casa. Diga alto o quanto você os ama e como você se orgulha deles.

15.  Quando seus filhos fizerem suas pinturas, coloque-as em um canto especial da casa e faça com que sintam o orgulho que você sente deles.

16.  Não trate seus filhos da mesma forma que você foi tratado por seus pais, o que poderia destruí-los psicologicamente.

17.  Quando seu filho fizer algo errado, em vez de censura-lo “Você fez isto errado” diga “Por que você fez isso assim?” e ensine a ele a forma correta.

18.  Crie uma senha ou símbolo que mostre seu amor por cada um de seus filhos e certifique-se de que ninguém mais tenha conhecimento disto.

19.  Tente começar um novo dia sempre que o sol se levantar e se esqueça de todos os erros passados como se cada novo dia trouxesse uma nova oportunidade de amar seus filhos mais do que antes e descubra novos dons neles.

20.  Beije seus filhos todos os dias, abrace-os e diga-lhes que você os ama. Independente do número de vezes que você faça isto, eles sempre precisarão saber de sua paixão por eles em cada etapa da vida deles. Mesmo quando forem adultos ou quando se casarem e tiverem seus próprios filhos.

Disciplina de filhos: amor ou crueldade?

Jaime Kemp

Os pais que decidirem utilizar a forma bíblica para disciplinar seus filhos devem conhecer os argumentos e os contra-argumentos desse polêmico tema

Disciplina de filhos, principalmente a forma como ministrá-la, é uma das áreas mais polêmica dos meus seminários. Existe, atualmente em nossa sociedade, uma forte corrente que pretende banir o uso da vara do relacionamento pais & filhos. Não tenho dúvidas de que grande parte desse sentimento parta de uma sincera preocupação com o bem-estar da criança. Sei que há pais que não disciplinam, mas espancam seus filhos. O abuso infantil sempre foi e continua sendo uma triste realidade.

 

Seguindo esse raciocínio há vários argumentos utilizados contra o uso da vara. Vamos examinar alguns deles, e também colocar nossa posição, em contra argumento:

Argumento 1: “A punição física é prejudicial à criança”

 

Contra argumento: Qualquer meio de disciplina levado ao extremo, pode ser prejudicial à criança. Até palavras, se ditas com ódio e raiva serão emocionalmente perniciosas. O castigo muito longo, também pode humilhar a criança e “colocar em risco” o efeito da punição. Uma disciplina administrada apropriadamente através do uso da vara, com amor e de forma controlada é benéfica à criança. “Não retires da criança a disciplina; pois se a fustigares com a vara, não morrerá. Tua fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno” (Provérbios 23.13 – edição revista e atualizada).

Argumento 2: “O uso da vara não é necessário”

 

Contra argumento: Todas as crianças precisam de doses balanceadas de amor e correção. Para que a correção detenha o comportamento desobediente, a conseqüência imposta deve ser maior que o prazer da desobediência. Para crianças desobedientes, rebeldes, que se recusam a ceder com uma comunicação clara e não se deixam persuadir pelos pais, o uso da vara é útil, efetivo e apropriado.

 

Para crianças obedientes, formas moderadas de correção são suficientes e, na maioria dos casos, o uso da vara é desnecessário.

Argumento 3: “A pessoa que recebeu punição física, pode se sentir no direito de bater em outras pessoas”

 

Contra argumento: Neste ponto devemos fazer uma distinção entre o bater abusivo e a disciplina corretiva. A habilidade da criança em diferenciar as duas formas de disciplina depende basicamente da atitude dos pais quando a disciplinam. Não existem indícios que mostrem que a disciplina com amor, através do uso de um objeto (chinelo, varinha, etc) na “padaria” de uma criança desobediente, transmita um comportamento agressivo.

 

O ponto crucial é a forma como a vara está sendo usada. O abuso físico proveniente da raiva, da falta de controle, da vingança dos pais, pode cultivar amargura e gerar feridas emocionais na criança. A ação disciplinar balanceada e prudente tem sido mostrada como fator determinante na moderação do comportamento agressivo na maioria das crianças. No entanto, é importante ressaltar que o uso da vara só deve ocorrer após uma clara comunicação entre os pais e a criança e se a criança continuar a insistir em sua rebeldia e desobediência.

 

Argumento 4: O uso da vara é ineficiente para reverter um mau comportamento

 

Contra argumento: São muitas as pessoas que pensam desta forma, dizendo que o uso da vara acirra o comportamento inadequado, não produzindo arrependimento e conseqüente correção de comportamento.

Porém, quando combinado com amor, comunicação e motivo, a disciplina física tem diminuído o mau comportamento entre crianças em idade pré-escolar. Esta afirmação provém do resultado de uma pesquisa realizada pela dra. Diana Baumrind do Instituto de Desenvolvimento Humano, da Universidade da Califórnia (Berkley). Ela conduziu por 10 anos uma pesquisa junto a famílias com filhos entre 3 a 9 anos de idade. O resultado revelou que os pais que utilizavam uma disciplina balanceada, incluindo o uso da vara, e encorajavam positivamente seus filhos, obtiveram melhores resultados com suas crianças, as quais tiveram comportamentos corrigidos e, posteriormente, conscientemente evitados pelas crianças.

Bater de forma impulsiva, sem controle é inquestionavelmente errado! Eliminar o uso de disciplina diante da rebelião e desobediência, também é errado. Quando o uso efetivo da vara é retirado do repertório de disciplina dos pais, eles se deparam com irritação, manipulação, brigas e berros já que as primeiras medidas de comunicação e persuasão falharam.

No entanto, o uso apropriado da vara, revesado com outros tipos de disciplina (como retirada de privilégios) resultam em melhor controle da criança rebelde e desobediente, reduzindo também os momentos de exasperação.

Porém, todavia, contudo…. deve haver clara distinção entre o uso da vara como disciplina e correção e a maneira abusiva e prejudicial de uma punição física exagerada e inadequada. Não existem evidências de que o uso correto e amoroso da vara seja prejudicial à criança. Pelo contrário, sua utilização é apoiada por histórias, pesquisas e pela maioria dos médicos pediatras. A Bíblia, quando se refere à disciplina de filhos, é clara quanto a lidar com a rebelião e desobediência: “A insensatez está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a livrará dela” (Provérbios 22.15).

O futuro da família está em jogo! Sem um claro entendimento das responsabilidades que Deus nos deu de amar e disciplinar nossos filhos, a filosofia de que corrigir é repressão e atrofia a vontade da criança acabará ampliando e conseguindo cada vez mais adeptos, inclusive no Corpo de Cristo. Disciplinar uma criança dentro dos padrões bíblicos dá trabalho, exige tempo e força de vontade dos pais. O resultado, porém, é apontado pela Palavra: “Discipline seu filho, e este lhe dará paz; trará grande prazer à sua alma” (Provérbios 29.17).

 

A família precisa dos princípios claros do “Arquiteto do lar” para ser preservada em tempos de desafios e mudanças, como os atuais.

 

Jaime Kemp é doutor em ministério familiar e diretor da Sociedade Religiosa Lar Cristão. Foi missionário da Sepal por 31 anos e fundador da missão ‘Vencedores Por Cristo’. É palestrante internacional e autor de 40 livros. Casado com Judith, é pai de três filhas e avô de dois meninos.

 

 

 

Sugestão de leitura: Não fale de boca cheia, Suzana Doblinski e Albertina Ruiz – Editora Mundo Cristão

 

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Cris Poli e as 5 dicas para escolher o berçário dos sonhos

A especialista em crianças vai passar algumas recomendações para os pais não errarem nessa decisão. Confira!

 A educadora e apresentadora do programa Supernanny dá as pistas para os pais não errarem neste importante momento de decisão. “Sempre fui defensora dos berçários, acho que as crianças a partir de 1 ano e meio já são capazes de aprender muito nessas instituições”, diz Cris, que seguiu o próprio conselho com os filhos e netos.

1) Dedique um tempo de sua vida para pesquisar e encontrar o berçário ideal

“Muitas vezes, os pais só levam em conta a localização, mas não podemos esquecer que o filho passará a metade do dia nas mãos de estranhos e em uma idade na qual tudo está se desenvolvendo, em especial, a mente e os sentimentos. Ainda que seja difícil, a praticidade deve ser deixada de lado e os pais precisam pensar no futuro de seus filhos”, aconselha.

2) A proposta pedagógica deve estimular a mente e a personalidade
“É de 0 a 7 anos que a personalidade da criança começa a se delinear. Por isso, é fundamental que o berçário e a escolinha ofereçam atividades que estimulem não apenas a coordenação motora ou a inteligência do bebê, mas também incentivem a criatividade e os ajudem a expressar suas emoções”, conta Cris Poli.

3) O espaço físico também é importante
“Muitos acham que o berçário é só um local para deixar o filho, mas não é. A escola deve fazer a criança sentir-se à vontade e ter a sensação de possuir um outro lar. O berçário também não pode ter apenas brinquedos bonitos, pois as brincadeiras têm que divertir os pequenos e direcioná-los ao desenvolvimento psicológico e motor.”

4) Os educadores devem ser experientes e demonstrar afeto pela profissão e pelas crianças
“É preciso confiar na escola e, para isso, é necessário observar o profissional que cuidará de seu filho. Nessa faixa etária, essas pessoas deixarão marcas eternas na formação da personalidade e no dia-a-dia dos pequenos. Assim, devem ser qualificados, competentes e respeitar os pais e os pequenos também”, diz.

5) A escola precisa ser parceira dos pais na educação da criança
“Os pais têm de buscar uma instituição cujos princípios educacionais sejam iguais aos deles. Caso sejam liberais, não coloquem os filhos em escolinhas muito rígidas, pois isso poderá causar um conflito emocional na criança. Os valores devem ser os mesmos, mas a escola é apenas uma extensão da educação. A responsabilidade principal ainda é da família”, revela a educadora.

Compreendendo melhor a adolescência e gerando jovens mais ajustáveis socialmente

Maria Bernadete

Adolescência é um momento de mudanças e transformações. Transformações físicas, hormonais, sociais e psicológicas. É normalmente uma época de certa instabilidade, desequilíbrio, hesitação, dúvidas e intranqüilidade. Culturalmente, os papéis nas várias fases da vida são definidos; na infância se brinca e na fase adulta se trabalha, mas na adolescência não é bem claro o que se espera do jovem. Essa definição de papéis é muito importante para gerar segurança e autoconfiança, minimizando os incômodos típicos da fase.

Há trabalhos mais recentes de pesquisa que apontam a adolescência não como um período de crise, mas como um período evolutivo de transição entre a infância e a idade adulta. O foco central da adolescência é a ênfase na busca da construção de uma nova identidade. Essa busca requer um mundo exterior estável, bem estruturado e previsível para o seu bom desenvolvimento. É um momento em que o jovem não consegue se ver correspondendo às expectativas dos adultos, principalmente dos pais. É importante, portanto, deixá-lo seguro em relação ao que se espera dele, quais são os limites e as condutas aceitáveis. As expectativas e limites devem ser firmes, explícitos, coerentes. Isso poderá contribuir para formar a estrutura externa de que o adolescente precisa, o que também alivia a tensão que os pais costumam experimentar durante esse período.

Os limites devem ser estabelecidos e os “nãos” justificados para gerar segurança no adolescente. Ao estabelecer os limites, é importante deixá-lo participar do processo, pois assim se sentirá responsável pelas decisões, tendo oportunidade de discutir e apresentar seu ponto de vista para chegar a um acordo. Os limites devem ser revistos e alterados à medida que o adolescente amadurece e se encontra pronto para novos desafios e responsabilidades. Os privilégios devem ser redefinidos da mesma forma que os limites.

O adulto precisa ser flexível e justo ao estabelecer limites juntamente com o adolescente, deve ser conseqüente e não mudar arbitrariamente suas expectativas. Um ambiente estável e previsível é adequado para que ele se desenvolva seguramente.

Uma característica muito presente na adolescência e que precisa ser considerada e compreendida pelos adultos é a oscilação emocional. O humor ora está lá em cima, ora cá em baixo. Os sonhos e as fantasias fazem parte constante da sua vida. Cabe aos adultos não frustrarem o entusiasmo e a euforia dele de imediato, com sua racionalidade e ansiedade em trazê-lo para a realidade. É prudente e necessário esperar que ele saia desse estágio para depois fazer as considerações reais dos fatos e levá-lo a uma reflexão sobre o assunto.

Devido à sua auto-estima baixa, que é natural com as mudanças, a maior parte das vezes o mundo se lhe apresenta pouco amistoso e bastante hostil, fazendo com que ele tenha uma imagem distorcida do que ele realmente é. Esse momento da sua vida pode ser angustiante. Cabe ao adulto reforçar suas qualidades, tanto físicas quanto comportamentais, elogiando o que ele faz de certo e aprovável. Conscientizá-lo do seu valor o beneficiará na construção da sua nova identidade.

Entender que o adolescente precisa da aceitação no grupo é fundamental para um convívio harmonioso. Nessa fase, ele necessita da aceitação e da confiança dos seus iguais. O preço é a conformidade com as regras: falar a mesma linguagem, vestir-se no mesmo estilo, compartilhar das mesmas crenças, gostos e valores. O adulto deve, através de um diálogo saudável e respeitoso, alertá-lo de que ele pode ser diferente, pode ser ele mesmo, pois tem seu próprio valor, e que as pessoas o apreciam como ele é.

Em suma, os adultos, em especial os pais, devem ter paciência para escutar, tolerância em relação às diferenças, compreensão de que o adolescente é emotivo, sumariamente susceptível, facilmente inflamável; devem estar à disposição para confiar nele. Dessa forma, o jovem se sentirá aceito, respeitado e amado, o que o fará mais feliz consigo mesmo e ajustável socialmente.

(Texto revisado por Priscila Costa Cherubino, professora de Português -o Colégio Cristão de BH)

Fonte: WWW.revistacristã.com.br
Maria Bernadete Freitas Cruz – Graduada em Pedagogia e Comunicação Social com especialização em Novas Tecnologias em Educação, Coordenadora de Projetos do Colégio Cristão de Belo Horizonte.

Adolescentite Aguda

Karen Dockrey

Como um espirro chega de repente, seu filho também pode ter, sem mais nem menos, um surto de adolescentite!

 

Você pode perguntar alguma coisa a seu filho adolescente, e receber em resposta “uma bela patada”. Ou então, fazer um simples comentário e se tornar objeto de sua fúria!

 

– De onde vêm essas explosões?

 

Ao certo, ninguém sabe, muito menos seu filho.Os prováveis culpados dessas  agressões verbais, sarcasmo excessivo, crises de choro, são os hormônios Testosterona (rapazes) e o Estrogênio (garotas), responsáveis em transformar o corpo de um adolescente em adulto. Outro candidato é a ênfase dada à popularidade e aprovação da turma – que pode levar um adolescente a sentir-se melhor, na medida em que se afirma como uma pessoa que intimida outra.

 

Mas seja o que for, detectar a causa pode ajudar a entender mas não a lidar com o turbilhão de emoções levantadas durante o “surto”. A  agressividade resultante de sentimentos como impotência, solidão e paixão amedrontam tanto pais quanto filhos.

 

– Sabe do que precisamos nessas horas?

 

– De uma estratégia!

 

Comece procurando manter o bom humor. Quando estiver sob “ataque” procure dizer de forma respeitosa, porém leve, algo como:

 

– Opa, opa, opa… Vamos parar e começar de novo. O que você disse mesmo?

 

Assim você demonstrará que notou algo fora de lugar, mas com possibilidade de reencaixe, ajudando, também, seu filho a não se irar (Efésios 4.26).

 

Ofereça a seu filho as seguintes ferramentas para ele mesmo lidar com seus inevitáveis ataques:

O poder da palavra

Encoraje seu adolescente a procurar identificar o objeto de sua raiva, tristeza ou alegria. E mesmo que você tenha uma resposta para o caso, não a entregue logo. Procure ajudá-lo a acalmar-se e, em seguida, compartilhe sua solução.

 

         Dica: se o seu filho se recusar a falar e quiser ficar sozinho, diga-lhe que se ele apenas disser três frases sobre o que está acontecendo, você promete sair dali e deixá-lo a sós. Isso fará com que ele “esfrie” um pouco a cabeça e evite entrar num túnel de isolamento.

O poder da decisão

Insista em que seu filho tenha boas maneiras, mesmo quando ele não estiver “a fim de”. Procure ser objetivo e direto: “Espere! Entendo que você queira socar seu irmãozinho por ele ter pisado em seu trabalho de escola, mas controle-se. O seu projeto estava no chão e ele ainda não tem o controle total das pernas. Foi um acidente. O que pode ser feito para que isso não aconteça novamente? Talvez possamos estabelecer uma regra: quando você estiver estudando na sala de jantar, ninguém com menos de 1 metro e meio poderá entrar lá. Que tal?”

         Dica: Comunique a seu adolescente que você não intenciona reprimir seus sentimentos, mas que ele deverá expressá-los sem agredir os outros. Se ele não agir assim e usar palavras chulas e/ou ofender as pessoas, perderá privilégios por cada expressão usada.

Falar sobre assuntos desagradáveis de forma educada é uma grande habilidade. Dessa forma, aliado ao clima que se tornará mais ameno, ocorrerá um treinamento para a vida que jamais será esquecido, além de ser extremamente útil para as áreas pessoal e profissional.

O poder de Deus

O poder para trabalhar com essas oscilações emocionais vem de Deus. Ninguém tem vontade de ser bondoso quando está de mau humor. Ninguém quer dar opinião quando não se sente seguro. Mas ambas as coisas são possíveis quando acessamos o poder sobrenatural de Deus. Reafirme a seu filho que Jesus Cristo também foi adolescente e que passou pelas experiências emocionais que ele está agora atravessando. Por esse motivo, mais do que ninguém ele pode ajudar a quem estiver passando por essa fase.

Este versículo é para acalentar nossos corações:

“Portanto, fiquemos firmes na fé que anunciamos, pois temos um Grande Sumo Sacerdote poderoso, Jesus Cristo, o Filho de Deus, o qual entrou na própria presença de Deus. O nosso Grande Sacerdote não é como aqueles que não são capazes de compreender as nossas fraquezas. Pelo contrário, temos um Grande Sumo Sacerdote que foi tentado do mesmo modo que nós, mas não pecou. Por isso tenhamos confiança e cheguemos perto do trono divino, onde está a graça de Deus. Ali receberemos misericórdia e encontraremos graça sempre que precisarmos de ajuda” (Hebreus 4.14-16).

Dica: Nunca use a espiritualidade como uma vara, para bater nos outros, mas sim como suporte de sustentação pessoal.

 

Karen Dockrey  – Escritora americana e mãe de dois filhos que já foram adolescentes. Artigo traduzido com a devida permissão, por Iara Vasconcellos,  publicado originalmente na Revista Christian Parenting Today, 1999.