Intolerância Alimentar

Nutricionistas revelam 6 verdades que você precisa saber sobre intolerância alimentar

Leite é vilão? Intolerância é alergia? Especialistas respondem às principais dúvidas para você não estragar o prazer de uma boa refeição

1. O problema pode ser confundido com alergia

Reações físicas à comida são comuns. Quase sempre trata-se de intolerância, e não de alergia. Mas, como têm sintomas semelhantes, há confusão entre os males, o que pode atrasar o diagnóstico. Alergia é a resposta imunológica do organismo ao reconhecer algo que julga prejudicial e digno de combate. A intensidade independe da quantidade de substância “inimiga” ingerida. Resulta em coceira na pele, na garganta e nos olhos e inchaço no rosto, entre outros sintomas. Já a intolerância, segundo a médica Ariana Yang, do Ambulatório de Alergia Alimentar do Hospital das Clínicas de São Paulo, é a incapacidade de metabolizar um alimento por deficiência ou ausência da enzima necessária para isso. Nesse caso, quanto mais comer o que faz mal, pior.

2. Não se trata de uma doença grave

Diferentemente da alergia, que pode levar a reações sérias e fatais – a exemplo do edema de glote, inchaço que faz cessar a respiração -, a intolerância não é perigosa. Causa desconfortos digestivos, como cólicas, gases, diarreias e náuseas. Os sintomas podem surgir horas ou até dias após o consumo da substância intolerada. A intensidade do quadro depende não só da quantidade ingerida do alimento desencadeador como de quanto da enzima essencial para sua digestão a pessoa produz. Se o foco do problema é eliminado da dieta, os incômodos somem. “Já os danos causados por alergias demoram a desaparecer”, diz o gastroenterologista Jaime Zaladek Gil, do paulistano Hospital Albert Einstein.

3. Em algum momento todos vão ter

A hipersensibilidade à lactose, causada por uma baixa de lactase (enzima essencial para o processamento do açúcar do leite), é a intolerância mais comum. Segundo estimativas brasileiras, ela atinge quase 70% das pessoas em algum momento da vida. Mas um grupo de especialistas vai além e defende que, em graus diferentes, todo mundo apresenta alguma reação alimentar adversa pelo menos uma vez na vida. “A intolerância é uma predisposição individual”, define a médica Ariana Yang. Em quem já tem a tendência, o consumo excessivo de certo alimento pode dificultar a digestão, gerando um episódio. Outros fatores, no entanto, podem tornar a pessoa intolerante. De acordo com o gastroenterologista Jaime Gil, existe o risco de infecções ou cirurgias que encurtam o intestino fazerem o corpo perder a capacidade de absorver determinada substância.

4. Dá para comer o que causa a intolerância.

Se na alergia é essencial banir da mesa o agente causador, em quase todas as intolerâncias é possível mantê-lo no menu em pequenas porções, sem desconforto. Para tanto, é preciso descobrir, usando o método de tentativa e erro, o limiar de aceitação do organismo e evitar ultrapassá-lo. A exceção é a intolerância ao glúten, presente em pães, biscoitos, macarrão e outras massas à base de trigo. Aí a restrição total é obrigatória, pois o consumo dessa proteína por quem não a digere bem pode causar câncer de intestino. Já quem tem intolerância à lactose conta com cápsulas para repor a enzima lactase. “A proposta não é ingerir todo dia, mas dar à pessoa a chance de consumir lactose de vez em quando”, explica Ariana Yang.

5. O leite não é o único vilão

A mais comum de todas as hipersensibilidades, a intolerância à lactose, normalmente não se manifesta logo no começo da vida, quando o organismo produz em quantidade adequada a enzima necessária para metabolizar esse açúcar. É mais frequente que o corpo perca depois, progressivamente, a capacidade de produzir lactase e os desconfortos comecem a surgir. Isso pode ocorrer ainda na infância ou só na fase adulta. Mas o leite não é o único vilão nessa seara. Nem o glúten. Os sulfitos (substâncias conservantes usadas nos vinhos), as tiraminas, presentes em queijos e chocolates, e os corantes são fontes frequentes de intolerância. E, relembrando, qualquer alimento consumido em excesso pode provocar mal-estar no sistema digestivo. “O intestino é uma verdadeira barreira imunológica”, afirma a nutricionista funcional Daniela Jobst, de São Paulo.

6. É possível passar anos sem um diagnóstico

Como os sintomas podem ser vagos e nem sempre são contínuos, há quem passe anos – ou até a vida inteira – sem descobrir a causa de desconfortos gastrointestinais, segundo a alergista Ariana. Ao desconfiar de que é intolerante a algo, pesquise, com base em observação e testes, se existem comidas específicas que disparam os sintomas. Em seguida, procure um médico para obter um diagnóstico preciso. Manter um diário alimentar vai ajudá-la a fazer sua parte. Com as anotações, será fácil identificar o que as refeições dos dias em que a indisposição surge têm em comum. Outra maneira eficiente de achar o que faz mal é, aos poucos, excluir os alimentos suspeitos da dieta até se livrar do mal-estar. Depois, reintroduza-os, um a um, para se certificar de qual deles acende a luz vermelha. “Com a intolerância controlada, o intestino se regulariza, o humor e o sono melhoram, as doenças respiratórias somem e as dores de cabeça ficam menos frequentes”, afirma a nutricionista Daniela.

Depilação

Dicas para deixar virilha, barriga, pernas, axilas e rosto sempre lisinhos

Cada cera, uma função

As ceras quentes são feitas com diferentes ingredientes que se propõem a reduzir as agressões à pele. A de mel, por exemplo, é mais suave e líquida, recomendada para remoção de pelos finos. Já a de algas é espessa e grudenta, boa para retirar fios grossos. A de lama negra tem agentes minerais, que nutrem a pele, e a de chocolate branco leva óleos de amêndoa e cacau, que são hidratantes. De modo geral, a cera fria não é indicada, pois é muito mais agressiva.

Antes da depilação…

Não importa se você usará cera, lâmina ou creme depilatório, faça uma esfoliação no dia anterior. “Prefira cremes com partículas menores, que não agridem tanto o corpo”, ressalta a dermatologista Carla Albuquerque, de São Paulo. Além de eliminar as células mortas, o procedimento ajuda a abrir os poros, facilitando a saída do fio. Já espirrar água termal momentos antes da depilação diminui a irritação posterior.

…e depois

Hidrate com cremes que não contenham álcool ou ureia, prejudiciais à pele sensibilizada. Use produtos com aloe vera, camomila ou calêndula, agentes calmantes que reduzem o processo inflamatório. Espere pelo menos 20 dias para depilar com cera ou creme de novo. Com lâmina, o intervalo mínimo é de dois dias.

A melhor escolha

Para cada área que você quer ver livre de pelos, existe uma recomendação.

Rosto

Nas sobrancelhas, a depiladora Marina de Oliveira, do salão Nandi Spa&Hair, em São Paulo, aconselha a recorrer à pinça e puxar os pelos no sentido do crescimento. Como é uma área sensível, a cera pode machucar. Também não é indicada para o buço se você estiver fazendo algum tratamento com ácido ou peeling. “Nesse caso, remova os fios com linha”, diz Marina. Por ser muito delicada, a região pode manchar. Previna reforçando o protetor solar nos três dias seguintes à depilação.

Axilas

Segundo Eveline Sebba, dermatologista da rede de estética Onodera, a melhor opção é o laser, técnica que evita o escurecimento da região. A segunda opção é a cera quente – a alta temperatura ajuda na vasodilatação e facilita a retirada dos pelos, que são naturalmente mais grossos na área. “Após a depilação com cera ou lâmina, não use desodorante ou produtos com álcool por pelo menos 12 horas, pois a substância pode escurecer a pele”, afirma Marina

Barriga

“Recomendo depilar apenas a área próxima ao umbigo, que tem os pelos mais grossos e escuros. No restante, o melhor é descolorir”, diz Marina. Por abrir os poros, a cera quente é a mais indicada.

Virilha

Nessa área, a pele é bastante fina e delicada, favorecendo pelos encravados. Por isso, dispense a lâmina e opte pela cera quente. “Evite a depilação muito cavada, que remove os pelos de regiões mais íntimas, pois eles têm a função de proteger o corpo. Aí, prefira aparar”, aconselha Eveline Sebba, que também sugere aguardar cinco dias antes de se expor ao sol.

Pernas

Nelas, a pele é mais resistente e o pelo mais grosso. Então, use cera espessa – quanto mais dura for, mais vai aderir aos fios, removendo-os já na primeira aplicação. O ideal é esperar dois dias para tomar sol. No caso da lâmina, Carla Albuquerque recomenda seguir o sentido de crescimento para evitar pelos encravados. A mesma dica vale para cremes depilatórios, que provocam a queda pela quebra do fio.

O que não pode faltar no seu guarda-roupa

Básicos: experts da moda revelam as peças, estampas e tecidos ideais para cada ocasião

A convite da revista CLAUDIA, um time de experts presente na principal semana de moda do país revela o que não pode faltar no seu guarda-roupa de trabalho, de inverno, de verão…

BÁSICOS PARA TRABALHAR
por Paula Martins, do blog Look do Dia

Blazer bicolor: esta é uma peça clássica! Se quiser renovar o visual, vá de duas cores neutras.
Camisa: é um item que vai com tudo. Experimente tecidos com transparência ou golas diferentes.
Calça de alfaiataria: veste bem e, se você quiser dar um toque fashion, use a cropped, mais curta e retinha.

JEANS BÁSICOS
por Denise Dahdah, editora de moda de CLAUDIA

Skinny: é prática e dá para usar com bota, tênis ou salto. Mas aposte em modelos com a cintura alta ou média — nada de cintura baixa!
Camisa jeans: é ótima para quebrar o brilho de um look mais montado e também pode ser combinada a outra peça jeans.
Calça flare: a calça pantalona alonga a silhueta. Se for de cintura alta deixa o look ainda mais chique.

ESTAMPAS BÁSICAS
por Bia Perotti, do blog Achados da Bia

Floral: o Liberty, com flores pequenas, é o mais feminino e, por isso, pede um contraponto com peças mais masculinas na produção. Vai bem em camisas e combinam com jeans boyfriend.
Listras: misture uma peça listrada com outra lisa ou jeans e você nunca errará ao compor seu look. Para as mais ousadas, experimente listras com peças brilhantes, como o paetê.
Poá: é a mais clássica de todas e sempre deixa o look chique! Pode ser do tamanho maxi, em peças modernas, ou mini, em peças mais clássicas.

BÁSICOS DO INVERNO
por Jackson Araújo, consultor de moda

Modelagem clássica: o novo vintage vem com formas retas e simples das décadas de 50 e 60 — muito feminino. Se puder combinar com um maxióculos branco, perfeito!
Gola rolê: uma peça retrô que nem sempre as mulheres usam, mas que resolve o visual. A gola cacharrel é prática e vai com tudo.
Saia com bota: se for de lã e com corte evasê, melhor! Cria um look de inverno estiloso.

BÁSICOS DO VERÃO
por Manu Carvalho, consultora de moda

Maxibrinco: é o acessório da vez e substitui o maxicolar.
Mule: é fácil de calçar, mas por outro lado escapa do pé. 
Maxicolete: ele alonga a silhueta e deixa o look despojado.
Calça cropped: é o comprimento ideal para a temporada de calor. Abuse dos saltos para ela não encurtar a silhueta!

Retirado do site http://claudia.abril.com.br/

Salada Equilíbrio

Salada de arroz integral, alface, agrião, peito de peru, erva-doce, palmito, cenoura, com molho de Iogurte NESTLÉ®, gengibre, mostarda e FONDOR MAGGI®.

Ingredientes:

          Molho:

Salada:

  • 15 ramos de agrião
  • 1 xícara (chá) de alface picada
  • 1 xícara (chá) de arroz integral cozido
  • 100 g de peito de peru defumado , picado
  • meia xícara (chá) de erva-doce fresca picada
  • meia xícara (chá) de palmito cortado em rodelas
  • 1 cenoura cortada em tiras finas

Preparo

Molho:
Em um recipiente misture muito bem o Iogurte NESTLÉ, o gengibre, a mostarda e o FONDOR MAGGI®, acrescente a cebolinha e reserve.
Salada:
Em um prato coloque o agrião e a alface, formando uma base. Misture o arroz, o peito de peru e a erva-doce e coloque sobre as folhas. Arrume a cenoura e o palmito por cima e sirva com o molho.

Aguente firme até chegar a alegria!

“O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Salmo 30:5)

Adquiri uma maravilhosa pérola de sabedoria através da experiência pessoal: Não tenha medo da dor! Por mais estranho que pareça, quanto mais você teme e resiste à dor da cura, mais aumenta o efeito que essa dor tem sobre você.

Vivenciei um exemplo desta verdade há alguns anos, quando resolvi fazer um jejum pela primeira vez na vida. Deus me chamou a fazer um jejum de sucos durante vinte e oito dias. No começo tive sérias dificuldades. Passei muita fome mesmo. De fato, estava tão esfomeada que sentia dor de verdade. Ao buscar o Senhor, reclamando que não conseguia mais suportar, Ele me respondeu. Lá bem dentro de mim Eu ouvi “a voz calma e suave” (1 Reis 19.12) de Deus a me dizer: “ Pare de lutar contra a dor; deixe que ela realize seu trabalho”. Dali em diante, o jejum foi bem mais tranqüilo, e pude até desfrutá-lo, porque eu sabia que cada vez que sentisse aquele desconforto, era um sinal de progresso.

A regra é a seguinte: quanto mais se resiste à dor, mais forte ela se torna. Quando uma gestante entra em trabalho de parto, o conselho que recebe dos que a auxiliam é: “Relaxe”. Eles sabem que quanto mais a gestante resistir à dor, mais forte ela se tornará, e mais tempo o parto levará. Portanto, quando estiver sentindo dor, não lute contra ela. Deixe a dor cumprir o seu propósito. Lembre-se desta promessa: “Aqueles que semeiam com lágrimas, com cantos de alegria colherão” (Salmos 126.5). Aprenda a suportar seja o que for que precisar suportar, sabendo que encontrará a alegria do outro lado!

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Inspire-se nas grandes mulheres da Bíblia

Daniella Gallotto

Aprenda lições com as mulheres mais marcantes da Bíblia

Era uma dona-de-casa comum, mas foi escolhida para ser juíza. Foi a única mulher das escrituras sagradas a ocupar um cargo político com excelência. Ela se definia como “mãe de Israel” e fazia de tudo para o bem da nação (Juízes 4:4-16).

– Principais virtudes

Débora era bastante virtuosa: mãe de família, profeta, temente a Deus e líder militar. Traçou estratégias de batalha e conquistou muitas vitórias para Israel na época dos juízes. Foi a libertadora do povo hebreu em tempos de guerra contra os cananeus.

– Características 

• Líder Ela não se intimidou por ser mulher e ganhou o respeito dos líderes de Israel.

• Estrategista Débora sempre buscava maneiras de combater os inimigos buscando inspiração junto ao Senhor e, por isso, tinha êxito em tudo que fazia.

• Conselheira Era preocupada com as pessoas e sempre dava conselhos, discutindo e sugerindo soluções para quem estava com problemas.

– Seja como Débora

Ela é a prova de que uma mulher pode ser profissional e dona-de-casa ao mesmo tempo. Para imitá-la, procure ser atenciosa e justa. Administre bem o seu tempo e não tome decisões sem antes planejar tudo direitinho.

Ester, a corajosa

Foi a rainha mais importante que Israel já teve. Judia e órfã, ela foi criada por um parente. Quando se casou com o rei Assuero, Ester fez de tudo pelo povo judeu. Tem um livro da Bíblia só dela.

– Principais virtudes

Ester descobriu um plano para exterminar todos os judeus. Ela se preparou espiritualmente com um jejum de três dias e orações. Ao final do período, Ester revelou ao rei que era judia e conseguiu salvar o povo.

– Características

• Sábia Diante de uma situação difícil ela não se desesperava: buscava soluções em Deus para tomar decisões.

• Destemida Não ficou com medo de agir para salvar os judeus. Era ousada e inteligente, e tinha uma fé admirável.

• Humilde Em vez de se mostrar a dona da razão, ela procurava respeitar a opinião dos outros.

– Seja como Ester

Não aja por impulso, procure sempre orar antes de tomar as suas decisões. Ester também era muito atenciosa.

Sara, a esposa perfeita

Esposa de Abraão, o primeiro dos patriarcas bíblicos. Deus prometeu a Abraão um filho que daria origem a todo o povo de Israel. Sara foi a mulher escolhida para dar à luz essa criança. Ela era chamada de “mãe de multidões” e vista como o modelo ideal de mulher casada.

– Principais virtudes

Sara era estéril e mostrou ter muita fé quando não desistiu de ter o filho que o Senhor lhe prometeu. Ela perseverou na crença e, aos 90 anos, deu à luz Isaque, que era o herdeiro da promessa feita a Abraão. Por isso, ela é a única mulher mencionada entre os heróis da fé (Hebreus 11:11), pessoas que exercem influência até hoje, como Moisés e Davi.

– Características

• Dedicada O filho e o marido dela podiam sempre contar com ela. Ela estava ao lado deles em qualquer situação. Acompanhava Abraão em todas as viagens.

• Fiel a Deus, Sara não  desistia fácil das promessas  de Deus e procurava fazer as vontades dele.

• Alegre Ela recebia as pessoas em casa com felicidade e as servia com prazer.

– Seja como Sara

Não desista nunca dos seus sonhos. Seja confiante em Deus e nas promessas dEle. Coloque sua família em primeiro lugar, seja companheira e procure ter os mesmos objetivos que o seu marido.

Rute, a companheira fiel

Rute era casada com o hebreu Malom e se dava muito bem com a sogra, Noemi. Quando ficou viúva, se apegou muito à sogra, a ponto de acompanhá-la até Belém. Lá, se casou com Boaz e reconstruiu a própria vida. Jesus é um dos descendentes de Rute.

– Principais virtudes

A amizade, a fidelidade, a dedicação e o desprendimento. Fez um dos mais lindos votos de amizade à sogra. “Onde quer que pousares, ali pousarei eu. O teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus” (Rute 1:16).

– Características 

• Amiga Tratava bem a todos e era muito carinhosa.

• Responsável Trabalhava em campos de cevada e nunca reclamava do trabalho, fazendo o melhor.

• Confiável Procurava ser honesta e íntegra nos afazeres diários. Tinha uma boa reputação e chamava a atenção dos chefes por isso.

– Seja como Rute

Ela era uma mulher muito doce e competente. Para agir como Rute, seja íntegra em tudo que fizer: trabalho, casamento e família.

Falando de Mulher

Valdenira Nunes

 

Na Bíblia encontramos uma boa coleção de mulheres famosas pela sua maneira de agir, umas para o bem, outras para o mal.

1 – EVA – Cometeu a bobagem de dar ouvidos à serpente, quando esta veio com aquele papo de que Deus estava querendo passar o casal para trás e que se comessem do fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal ficariam sábios como o próprio Deus. Eva acreditou na mentira, deu o fruto a Adão, o qual, como todo marido que se preza, aceitou e comeu. Cometeram, assim, o maior genocídio espiritual de todos os tempos. Depois deles só mesmo a Igreja de Roma para matar tanta gente e, também, Adolfo Hitler. Todas as religiões que pregam o homem como um ser superior, que pode se realizar espiritualmente pelo próprio esforço provém daquela maldita serpente que enganou EVA. O homem é um ser corrupto, pecador e destituído de toda glória. Somente através da fé e da aceitação do Salvador JESUS CRISTO ele pode ser salvo e progredir espiritualmente. O amaldiçoado sincretismo chamado “Nova Era” nega totalmente as verdades bíblicas. O papa deste movimento afirma que para ser aceito dentro do sistema o homem precisa receber um sinal na mão direita ou na testa e quem se negar a tal coisa deverá “ser enviado para outra dimensão”. Isso é mais que “nacional socialismo” (nazismo), é simplesmente “internacional socialismo”, preparando o trono para o famigerado Anticristo. (Gênesis 3)

2 – SARA – esposa de Abraão, o pai da raça hebraica. Foi mãe aos 90 anos e era tão bela que os reis das terras onde Abraão entrava queriam todos que ela se tornasse sua concubina. Como era meio-irmã de Abraão, ele aproveitava para pregar a “meia verdade” que ela era sua irmã, a fim de escapar da cupidez dos monarcas daquele tempo. Sara deu a Abraão licença para ele gerar na escrava egípcia AGAR um filho, que se chamou ISMAEL. Depois nasceu ISAQUE, o herdeiro legítimo de Abraão, que seria o pai de Jacó, do qual nasceriam as doze tribos de Israel, formando depois a maior nação daquele tempo em matéria de prestígio e riqueza, sob o reinado de Salomão. “Isaque” significa riso, porque Sara deu uma boa risada, quando o Anjo de Deus, que conversava com Abraão, anunciou que ela seria mãe de um lindo garoto, dentro de um ano. Esse anjo, que seria o próprio Senhor Jesus, viera em companhia de dois outros, que seguiram para Sodoma e Gomorra, para destruí-las, naquela mesma noite, por causa do homossexualismo que as dominava. O irmão mais velho de Isaque, filho da escrava, seria o pai da raça árabe, hoje constituída quase totalmente de muçulmanos, os maiores inimigos dos cristãos… (Gênesis 19,21)

3 – REBECA – Prima e esposa de Isaque. Deu à luz os gêmeos Esaú e Jacó. Esaú era o primogênito, mas como Deus havia separado Jacó desde o ventre materno para ser o patriarca, Esaú vendeu-lhe o direito de primogenitura por um prato de lentilhas e nunca mais conseguiu recuperá-lo. Por menos que um prato de lentilhas (ou seja, um prato de feijão preto) muita gente que não conhece o Senhor Jesus Cristo como Senhor e Salvador está se vendendo por aí… (Gênesis 24:43-67)

4 – MADAME POTIFAR – É a primeira mau-caráter desta seleção de mulheres. Casada com um alto funcionário da corte egípcia, apaixonou-se pelo mordomo de seu marido, o famoso e santo José do Egito. Quando ele a desprezou, por ser puro de coração e fiel ao seu amo, Madame ficou indignada, agarrou-lhe o manto e começou a gritar que José havia tentado estuprá-la, etc. O rapaz foi para a prisão e lá ficou uns 12 anos, ajudando todos os que sofriam ali dentro. Graças à interpretação do sonho do copeiro do Faraó, José conseguiu sair da prisão para interpretar os sonhos do Faraó. Como recompensa recebeu o maior cargo do Egito, tornando-se a segunda pessoa daquele país. Como vocês vêem, ao contrário da mídia atual, mulher safada e adúltera não dá IBOPE na Bíblia, por isso a gente tem de falar mais de José, sua vítima, do que dela mesma. (Gênesis 39-41)

5 – MIRIà– Irmã de Moisés e Aarão, era a líder feminina durante a travessia do deserto. Moisés conduzia o povo e Miriã resolveu fundar o “Movimento Feminista”, querendo competir com o irmão, por ser mais velha do que ele e ter ajudado a salvá-lo das águas do Rio Nilo, quando ainda era um bebê. Por causa da sua atitude de rebeldia contra o líder dos Israelitas, Miriã foi atacada de lepra, que naquele tempo tinha o mesmo estigma da AIDS, hoje em dia. Moisés intercedeu pela irmã, Deus curou Miriã e ela ficou viva até quase o final da travessia. (Números 12)

6 – RAABE – a meretriz. Por ter colaborado com os espiões israelitas em Jericó, foi salva, com toda a família, na destruição da cidade e de todos os seus habitantes. Mais tarde casou-se com Salmon, que seria o pai de Boaz, marido de Ruth, avô de Jessé e bisavô de Davi, o grande rei de Israel. Portanto Raabe foi uma ascendente do Senhor Jesus Cristo. Ela é citada no Novo Testamento (Tiago 2:25 e Hebreus 11:31), como tendo sido justificada diante de Deus pela sua fé.

7 – ANA – Mulher de Elcana e mãe do profeta Samuel. Era estéril e sofria muito porque ser estéril no contexto social do seu tempo era uma desgraça. Ana sofria da outra mulher de Elcana, a Penina (que apesar do nome não tinha pena de ninguém), a qual tinha filhos. UM dia, quando o Elcana levou Ana até Silo, lugar de reunião e adoração dos judeus, ela orou muito pedindo que Deus lhe desse um filho que ela iria consagrá-lo ao seu serviço. Deus ouviu a oração e deu-lhe Samuel, que foi criado junto ao sacerdote Eli, cujos filhos eram muito perversos. Samuel era puro e amoroso e um dia Deus o chamou para lhe dar a primeira profecia, referindo-se ao trágico fim de Eli e seus filhos. A profecia se cumpriu e Samuel tornou-se o sacerdote e profeta oficial dos Israelitas. Foi ele quem sagrou o primeiro Rei de Israel, Saul. Depois sagrou Davi, que escreveu muitos salmos e conquistou todas as terras prometidas por Deus a Abraão. Ana teve outros filhos e viveu feliz e realizada ao lado do marido e dos filhos (1 Samuel 1-2)

8 – A RAINHA DE SABÁ – Provavelmente era negra e veio do seu país para visitar o Rei Salomão, trazendo-lhe muitos presentes em ouro e preciosidades. Ficou maravilhada com o Templo e o Rei de Israel e provavelmente teve um caso de amor com ele, que era um terrível garanhão, pois tinha 700 esposas e 300 concubinas. Lembro-me que certa vez, ao comentar este assunto com meu marido alemão, inteligente, culto e, sobretudo, muito fleumático, ele respondeu: “Sim, ele suportou as 1.000 mulheres porque nenhuma delas era cearense”. Estava se referindo ao meu temperamento colérico-sanguíneo. Salomão foi o único Rei que teve a sorte de reinar sobre todo o Israel, exatamente nas terras que Deus havia prometido ao seu antepassado Abraão. O famoso ditador africano Haile Salassié, que viveu na primeira metade do Século 20, dizia ser descendente direto da Rainha de Sabá com Salomão.

9 – A SUNAMITA – Residia em Sunen, e pediu ao marido que construísse um quarto a mais na casa para hospedar o “homem de Deus”, como chamavam o profeta Eliseu. Ganhou miraculosamente um filho, pois também era estéril, como Ana, mãe de Samuel. Certo dia, quando o menino estava com o pai no roçado, teve um ataque de insolação e morreu. Ela ficou desesperada, mandou chamar o profeta, ele se estendeu sobre o menino e o ressuscitou, devolvendo-o são e salvo à amorosa mãe.

10 – ESTER – A Rainha que salvou o povo hebreu da destruição. É minha personagem favorita no Velho Testamento, pois era ousada e corajosa, além de extremamente bela e inteligente. Criada pelo parente Mardoqueu (que era melhor do que eu), Ester casou-se com o Rei Assuero, substituindo a Rainha Vasti, que havia sido repudiada como esposa rebelde. Um dia o Primeiro Ministro do Rei, um mau caráter chamado Hamã, bolou uma trama para liquidar Mardoqueu e o povo hebreu. Mardoqueu pediu a ajuda de Ester, que apresentou-se ao Rei, sem ser convidada, coisa que naquele tempo poderia significar a morte. Ela fez uma programação tão bem bolada contra o tal Ministro Hamã, que a forca edificada para Mardoqueu acabou sendo usada para enforcar Hamã e assim ele caiu em sua própria cova, como Davi escreve no Salmo 7:15, referindo-se ao ímpio. Eu só aguardo o dia em que a Igreja de Roma, a qual tem cavado milhões de covas para os que ela detesta (judeus, ortodoxos e protestantes), cairá dentro de uma profunda cova… provavelmente cavada pelo próprio Anticristo (Apocalipse 17-18). Essa instituição pseudo-cristã, que aderiu descaradamente à NOVA ERA, com a desculpa do Ecumenismo, na certa levará o Anticristo ao poder, com a ajuda dos pastores emergentes americanos, fundadores do Reconstrucionismo!

11 – RUTH – Nora de Abimeleque, homem pobre que havia emigrado de sua terra para Moabe, onde seus dois filhos se casaram com mulheres moabitas. Anos depois morreram os homens da família e ficaram viúvas as três mulheres: Noemi, Ruth e Orfa. Noemi despachou as noras para as respectivas famílias e resolveu regressar à sua pátria. Ruth, porém, teimou em acompanhá-la e, lá chegando, para não morrer de fome junto com a sogra, foi trabalhar na roça do rico parente Boaz, catando grãos. Como era honesta, trabalhadora e agradecida, Boaz distinguiu-a no meio das outras mulheres, resgatou a dívida de sua sogra e casou com ela, daí nascendo Obede, que seria o pai de Jessé e avô de Davi. Ruth é mais uma ascendente do Senhor Jesus Cristo na encarnação. Jesus foi descendente de uma prostituta (Raabe), de uma “viúva fácil” (Ruth) e de uma adúltera (Betsabá), etc., o que mostra claramente que Deus não faz acepção de pessoas.

12 – ANA – A Bíblia fala de uma mulher que estava viúva há cerca de 60 anos, pois vivera apenas sete com o marido e já contava 84 anos. Ela se dedicara inteiramente ao serviço da casa de Deus, o Templo de Jerusalém, e um dia, quando teve a felicidade de contemplar a face de Jesus Menino, começou logo a profetizar a todos que aquele era o Messias esperado. ANA viveu sozinha durante muitas décadas, quando ser viúva era uma coisa terrível, pois não havia pensão e se dependia apenas da caridade da família. Seu coração foi mais forte que o de muitas mulheres. Por isso teve a maior de todas as compensações que foi contemplar o rosto daquele que um dia seria massacrado por amor dela e de todos nós (Lucas 2:36-38).

13 – A VIUVA POBRE – A maioria das viúvas naquele tempo era realmente pobre, porque não tinha o direito de trabalhar e, portanto, dependia somente da caridade dos parentes, quando lhe morria o marido. Aquela viúva possuía apenas alguns trocados, levou-os à “caixa coletora do templo” e ali depositou as parcas moedinhas com que poderia comprar um pouco de pão. Ela sabia que “Vale mais o pouco que tem o justo, do que as riquezas de muitos ímpios” e também aceitou o conselho de Davi, quando dizia: “Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará”. (Salmos 37:16, 5). Ao colocar ali as únicas moedinhas que lhe restavam, naquela oferta anual (não era o dízimo), ela foi contemplada com um grande elogio do próprio Deus encarnado, Jesus Cristo, que falou: “Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro. Porque todos ali deitaram do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento” (Marcos 12:43-44).

14 – MARIA DE BETÂNIA – Era uma apaixonada pela Palavra de Deus. Quando Jesus estava hospedado em sua casa, enquanto sua irmã Marta cuidava do jantar, ela se colocou aos pés de Jesus para ouvi-lo. A irmã reclamou, mas Jesus defendeu Maria com estas palavras: “Marta, Marta, andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário e mesmo uma só coisa; Maria, pois escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada” (Lucas 38-42). Mais tarde, quando seu irmão Lázaro faleceu, Jesus apareceu 4 dias depois, e ao vê-lo Maria lançou-se-lhe aos pés, dizendo: “Senhor, se estiveras aqui, meu irmão não teria morrido”. Jesus vendo-a chorar junto aos amigos de Lázaro, ficou tão comovido que também chorou. Mandou, então, que retirassem a pedra do túmulo, onde Lázaro jazia morto há já 4 dias, e mandou que ele saísse para a vida. Por ter amado tanto a Jesus, Maria pôde ver esse estupendo milagre acontecer dentro de sua própria família. Mais tarde, quando se comemorava a ressurreição de Lázaro com um banquete, Maria novamente provou o seu grande amor por Jesus, derramando aos seus pés uma libra de bálsamo de nardo puro, que naquela época equivalia a um ano de trabalho de um operário judeu. Hoje seria o preço de um Volkswagen novo, pois todas as essências orientais, como a de rosa, jasmim e outras custam cerca de 10 a 12 mil dólares o Kg. Mais uma vez Maria foi censurada pelo seu “desperdício”, mas Jesus novamente a defendeu, dizendo: “Deixai-a; para o dia da minha sepultura guardou isto; porque os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes. (João 12:7-8).

15 – A SAMARITANA – É uma das mais ricas personagens femininas da Bíblia, porque foi a primeira mulher a quem Jesus se revelou como o Messias de Israel. Era uma mulher perdida, que já havia tido cinco maridos (como as estrelas da TV hoje em dia), sempre procurando o marido perfeito que jamais existiu. Agora tinha um ou alguns amantes e Jesus sabendo disso, em vez de censurá-la, resolveu se tornar seu amigo, coisa raríssima naquela época. Primeiro um homem nunca devia se dirigir a uma mulher em lugar público. Segundo, um judeu nunca devia se dirigir a um samaritano. Terceiro, um Rabi, homem considerado santo, jamais poderia se dirigir a uma pecadora pública. Jesus passou por cima destes e mais outros preconceitos, dirigiu-se à mulher pedindo água e iniciou com ela um diálogo que terminou na conversão não apenas dela, mas de muitos Samaritanos (João 4).

16 – DORCAS – a costureira caridosa. Possuía dois nomes: Dorcas e Tabita. Tabita é o nome de uma amiga adorável que eu tenho, aliás a mulher mais culta, mais santa, mais importante da minha lista de amizades. É a Reitora do Seminário Teológico Betel, onde estudei Teologia, na década de 80. Dorcas morreu e as viúvas da cidadezinha rodeavam-na chorando porque ela sempre lhes costurava os vestidos de graça. As viúvas pobres em geral são mal vestidas porque uma costureira sempre custa caro. Quem quer economizar hoje em dia, entra numa loja de roupas e compra tudo pronto, que sai mais em conta do que mandando fazer pela costureira. Mas naquele tempo não havia lojas de roupa e quem quisesse se vestir teria de mandar costurar pelas amigas. E quando uma viúva pobre chegava a Dorcas, ela jamais cobrava o preço da costura. Dava de presente. Dorcas tinha a compulsão de dar, sempre dar, sem nada receber. Para pessoas assim Jesus disse: “Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber”. (Atos 20:35) e Dorcas foi uma bem-aventurada, que o apóstolo Pedro, chamado às pressas da vizinha cidade de Lida, veio e ressuscitou para a alegria de suas amigas (Atos 9:36-41).

17 – MARIA, Mãe de Jesus

As fontes mais seguras para o estudo de Maria se encontram no Novo Testamento e nas escavações arqueológicas realizadas neste século. Temos ainda os chamados escritos apócrifos, os quais merecem pouca ou nenhuma confiança, uma vez que se baseiam na tradição oral, geralmente falaciosa. Tais escritos vieram de homens criadores ou associados a alguma corrente herética, como os pelagianos e os ebionitas, que muitas vezes se escondiam sob os nomes dos apóstolos de Cristo, e começaram a aparecer cinco séculos após a morte dos apóstolos.

O que sabemos com certeza a respeito de Maria é que era uma virgem nascida em Nazaré da Galiléia, provavelmente descendente de uma família sacerdotal e desposada com um justo homem chamado José, da linha de Davi. (Lucas 1:27). O casamento judaico era efetuado em duas etapas, a primeira chamada erusim ou kiduschin, quando os noivos se comprometiam perante algumas testemunhas, porém não iam viver juntos. Se houvesse relação sexual comprovada nesse período os noivos eram censurados. Caso a moça tivesse uma relação sexual com outro homem seria acusada de adultério e conseqüentemente apedrejada, conforme a lei judaica. Após cerca de um ano de compromisso os noivos se casavam numa cerimônia conhecida como nisuim ou kuplah e iam residir juntos, a fim de constituir família. Às vezes a mulher podia ser repudiada por ser estéril ou mesmo muito feia.

Quando lemos Lucas 1:26-38 ficamos sabendo que Maria engravidou e em Mateus 1:18-19, que José tencionava abandoná-la secretamente, a fim de que não fosse apedrejada. Foi quando ele teve um aviso em sonho de que Maria era inocente e havia concebido um filho pelo Espírito Santo. Então José continuou a viver com ela (Mateus 1:18-20). Após a anunciação do anjo Gabriel, conforme lemos em Lucas 1:28-38, Maria ficara radiante porque nela se cumpria a gloriosa promessa feita a Israel da vinda do Messias. Foi então visitar sua prima Isabel, que morava numa cidade montanhosa da Judéia, casada com o sacerdote Zacarias. O encontro foi jubiloso, pois o filho que Isabel trazia no ventre (João Batista) saltou de alegria ao escutar a voz da mãe do Salvador. Maria ouviu uma bela mensagem de boas vindas da parte de Isabel. Ficou inspirada e compôs o lindo poema conhecido como Magnificat, louvando e glorificando o Deus de Israel, por ter sido escolhida, pela salvação do seu povo e tudo o mais, declarando também ser uma pecadora necessitada de salvação pessoal (Lucas 1:46-55). Permaneceu três meses com Isabel, em seguida voltou à companhia de José.

A partir daí nada sabemos do casal José/Maria, nos próximos seis meses, até que ficamos conhecendo os detalhes do nascimento de Jesus, conforme Lucas 2:1-20. Oito dias após o nascimento o menino foi circuncidado em obediência à Lei de Moisés, recebendo o nome de Jesus. O dia ideal para a circuncisão infantil era o 8o. após o nascimento, quando a quantidade de protrombina no sangue chegava ao grau máximo e não havia perigo de hemorragia. Após os dias da purificação, Jesus foi levado ao Templo de Jerusalém para ser apresentado como primogênito ao Deus de Israel. Um casal de pombos foi ofertado (conforme Levítico 12:6-8 e Lucas 2:22-23), e o menino se tornou membro da tribo de Judá. Aí apareceram Simeão e Ana, duas pessoas idosas, que testemunharam da missão messiânica de Jesus. Em seguida o casal se retirou para Nazaré da Galiléia (Lucas 2:1-39), onde Jesus teria uma infância saudável, crescendo em estatura e graça diante de Deus e dos homens. O Evangelho de Mateus (2:1-18) trata da adoração dos Magos e também nos conta sobre a matança dos infantes de dois anos para baixo, que fora ordenada pelo monstruoso Herodes, o Grande. Foi uma tenebrosa manobra de Satanás para liquidar Aquele que iria redimir a humanidade dos seus pecados. Nesse tempo José, que havia sido previamente advertido por sonho, havia fugido com Maria e o menino para o Egito, de lá regressando somente após o hediondo massacre (Mateus 2:19-22). A partir daí a vida da família se torna agradável e tranqüila e só vamos ficar sabendo algo a respeito, quando Jesus, aos 12 anos de idade, é focalizado no Templo, dando sábias lições aos doutores. Ao ser encontrado pelos pais, depois de três dias de ausência, sua mãe o repreende e Jesus lhe responde de maneira enigmática: “Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai? “ (Lucas 2:41-49).

Maria era uma mulher judia comum, de vida santa e irrepreensível, mas imperfeita como todas as mães, incapaz de reconhecer a alta responsabilidade do filho diante do seu ministério divino.

Nas Bodas de Caná encontramos Maria tentando usar os poderes do seu filho, quando afirmou que o vinho acabara, esperando que Ele resolvesse o problema. Jesus lhe respondeu com certa rispidez, porém atendeu o seu pedido e transformou imediatamente cerca de 450 litros d’água em precioso vinho. Desse episódio guardamos o único mandamento de Maria aos Cristãos: “Façam tudo o que Ele (Jesus) mandar” (João 2:5-BLH). Em seguida Jesus, seus discípulos, Maria e seus irmãos, retiraram-se para a Galiléia (João 2:1-11). Como toda mãe judia, Maria desejava interferir na vida do filho, porém Jesus, após o início do Seu ministério, sempre fez questão de deixar claro que não dependia mais dos conselhos dela. Isso podemos ver em passagens como Marcos 3:31-35 e Lucas 8:19-21. Em Lucas 11:27-28, lemos o seguinte: “Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste. Mas ele disse: Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam”.

Jesus jamais deu uma ênfase especial ao papel de sua mãe, provavelmente para evitar que um dia ela fosse adorada como deusa, através de estátuas fabricadas pelos homens, em aberrante contraste com a Palavra de Deus, que diz: “Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura”. (Isaías 42:8). Em sua opinião, o fato de Maria ser sua mãe na carne era realmente uma grande bênção para ela, porém muito maior era a bênção dada por Deus aos que lêem e praticam a Sua Palavra. Jesus conhecia muito bem as suas prioridades e não permitia de modo algum que Maria e seus seis filhos, meio irmãos de Jesus, pudessem interferir em Seu ministério divino. Mesmo porque nenhum deles havia percebido a grandeza do objetivo do Pai enviando o Filho ao mundo como Salvador da humanidade.

Quando na cruz Jesus suportava a agonia da morte, entregou Maria ao seu discípulo João, considerando que seus irmãos eram incrédulos (João 7:5) e não iriam cuidar espiritualmente dela, como o faria o seu discípulo amado. As palavras de Jesus em João 19:25-27 seriam usadas séculos mais tarde para criar uma mentira, apresentando Maria como a Mãe da humanidade. O teólogo católico conservador L. Ott afirma que as palavras de Jesus; “Mãe, eis ai o teu filho”… foram dirigidas apenas àquele a quem Jesus entregou sua mãe. (Fundamentals of Catholic Dogma, 1966).

As informações sobre Maria após a morte de Jesus são escassas. Provavelmente ela se encontrava entre os 500 discípulos a quem Jesus apareceu após a morte e antes de sua ascensão aos céus (1 Coríntios 15:6). Como estava sempre presente nas reuniões de oração da comunidade cristã (Atos 1:14), aguardando a promessa do derramamento do Espírito, é provável que Maria tenha sido uma das pessoas que foram fortalecidas com as línguas de fogo derramadas no Dia de Pentecostes (Atos 2:1-6). Entretanto, a partir de Atos 1:14 Maria deixa totalmente de ser mencionada no Novo Testamento, o que prova que ela não desempenhou um papel relevante na Igreja Primitiva.

Isso contaria os mitos católicos, de acordo com os quais Maria tem praticamente o mesmo poder espiritual do seu filho Jesus Cristo. De acordo com a teologia católica, Maria é Virgem Perpétua, Imaculada, Mediadora, Co-Redentora, Rainha dos Céus, Rainha da Igreja, Rainha dos Anjos, Mãe de Misericórdia, Rainha da Terra e dos Mares, e outras coisas mais…

A mulher samaritana – A que adorou em Espírito e em verdade

Valdenira Nunes

 

“Veio uma mulher de Samaria tirar água” (João 4:7).

A nossa história começa numa cidade de Samaria chamada Sicar. Samaria foi, originalmente, o nome da capital do reino israelita do norte. Depois, passou a designar uma vasta região ao seu redor. Caiu em 722 A.C..

Sabemos que havia uma rixa entre os judeus (aqueles que não se misturavam, através do casamento, com outros povos) e os samaritanos (judeus que se misturaram com outros povos, através do casamento). E o motivo deste atrito era porque os judeus não aceitavam o casamento misto dos samaritanos.
Eles não permitiam que os samaritanos freqüentassem o templo, por isso, estes construíram o seu próprio templo indo mesmo de encontro a Deus.
O povo judeu zelava pela pureza da raça e não aceitava a ascendência mista dos samaritanos.

Ao examinarmos a Bíblia, no evangelho de João 4:4, vemos que Jesus havia deixado a Judéia e se dirigia para a Galiléia mas “era-lhe necessário passar por Samaria” (João 4:4). É aí onde, realmente, começa a nossa história … Jesus decidiu passar e não se desviar da cidade onde viviam aqueles rejeitados pelos judeus.
Jesus, sendo Deus, é santo e puro, ao contrário de nós que, muitas vezes, fazemos acepção de pessoas. Os judeus rejeitavam os samaritanos mas Jesus os amava e queria dar a eles a salvação eterna.
A decisão dEle de parar junto à fonte de Jacó teve como resultado a salvação da nossa personagem principal – a mulher samaritana – e a de muitas pessoas que moravam em Samaria. Ela morava em Sicar e, á hora sexta (meio dia) caminhava até o poço para apanhar água.
Era comum, naquela época, as mulheres mais novas de uma casa, irem buscar água no poço para suprir as necessidades. Geralmente, elas preferiam fazer isto no fim da tarde quando o tempo estava mais fresco. Ao contrário delas, a mulher samaritana estava indo apanhar água, ao meio dia (“hora sexta” como diz a Bíblia em João 4:6), talvez por ser desprezada por elas.

A Bíblia nos diz que Jesus “cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte” (João 4:6).

Podemos imaginar a mulher samaritana se aproximando do poço e ficando surpresa por encontrar ali um judeu e ainda mais por ele falar com ela dizendo … “Dá-me de beber” (João 4:7). Com certeza, ela se surpreendeu, principalmente, por ser uma mulher rejeitada (por fazer parte de um povo rejeitado) e por causa do seu modo de vida.

Amada irmã, será que você, alguma vez, já procurou amizade com alguém rejeitado?
Você já virou seus olhos para Jesus e procurou imitá-Lo não fazendo acepção de pessoas?

Ela ficou surpresa com o pedido de Jesus e mais surpresa ainda quando Ele lhe disse que poderia lhe dar “água viva”. Ele não possuía nada que pudesse tirar esta “água viva”. Como então Ele poderia lhe dar esta água? Ela jamais poderia imaginar que o que Jesus estava dizendo era: “… aquele que beber da água que Eu lhe der nunca terá sede, porque a água que Eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna” (João 4:14). Esta água oferecida por Jesus à mulher samaritana era um tipo de água que iria saciar, para sempre, a sua sede – a Palavra de Deus que a levaria a ter uma vida eterna no céu.
Apesar de ser pecadora, ela foi humilde e creu que Jesus tinha a “água viva”

Sabemos que as pessoas que não são humildes, ou seja, as pessoas soberbas jamais prosperarão. Como mulheres de Deus devemos ser humildes e submissas ao Senhor, pois só Ele pode dar o melhor para nossas vidas.

A mulher samaritana ainda não estava entendendo mas aceitou a “água viva” oferecida por Jesus dizendo: “… Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, e não venha aqui tirá-la” (João 4:15).

Minha amiga, você já bebeu desta água?
Você procura resolver a sua sede espiritual bebendo desta água, ou procura satisfazer as suas necessidades com coisas materiais tais como … dinheiro, shopping, roupas, jóias, festas, família …?
Somente Deus é capaz de preencher o vazio que existe em nossa alma. Só Ele pode saciar a nossa sede – tanto a espiritual quanto a material.

Jesus ia, pouco a pouco, deixando a mulher samaritana maravilhada e cativada por Suas palavras. Ela ouviu-O dizer que ela havia tido cinco maridos e o que agora vivia com ela não era seu marido. (Como poderia aquele homem conhecer toda a sua vida? Como aquele homem judeu estava ali conversando com ela revelando toda a sua vida?)
No seu coração, provavelmente, algo diferente estava para acontecer. Mesmo tendo toda a sua vida revelada por Jesus, ela ainda não sabia que estava diante do próprio Deus que a criou. Ela ainda não estava entendendo que quem estava diante dela era o próprio Deus criador dos céus e da terra. Ela pensou que Ele fosse um profeta. Ela jamais imaginou que estava frente a frente com Aquele que poderia lhe dar a vida eterna, com Aquele que saciaria a sua sede para todo o sempre.
Foi a esta mulher pecadora, cheia de dúvidas que Jesus decidiu dizer quem Ele era. Ele não escolheu líderes religiosos para dizer que Ele era o próprio Deus.
Quando a mulher samaritana disse: “Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando Ele vier, nos anunciará tudo” (João 4:25), Jesus lhe respondeu:”Eu o sou, Eu que falo contigo” (João 4:26).
Sim, Jesus não escolheu homens religiosos, frios, “sepulcros caiados” para se revelar mas escolheu uma simples mulher pecadora que tinha sede de conhecer o Messias.

Agora, convencida de que estava diante do próprio Deus, ela prontamente foi para a cidade levar as boas-novas. Ela não guardou só para si o que ouvira e aprendera mas está escrito na Bíblia que ela deixou “o seu cântaro, e foi à cidade, e disse àqueles homens: Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Porventura não é este o Cristo?” (João 4:28-29).
Ao ver este maravilhoso exemplo de uma mulher evangelista, ficamos a pensar e chegamos à conclusão que algo muito urgente precisa ser feito por nós. Assim como ela, devemos falar de Cristo e mostrar aos perdidos que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).
Amada irmã, façamos com o Senhor um compromisso de evangelizarmos aqueles que ainda não O aceitaram como Salvador a fim de que o número dos perdidos se complete e o dia da sua segunda vinda chegue logo. Maranata!

Quantas mensagens evangelísticas eu e você já ouvimos falando do amor de Cristo que veio à terra para morrer no nossa lugar?
Quantas vezes nossa alma se condoeu por almas que estavam e estão indo para o inferno?
Quantas vezes reagimos com o mesmo entusiasmo que a mulher samaritana reagiu indo, imediatamente, falar do Messias ás pessoas de sua cidade?

Quer ser uma mulher que honra ao Senhor obedecendo ao Seu IDE por todo o mundo para pregar o Evangelho?
Nós que amamos ao Senhor temos que gostar de falar aos outros a respeito de Jesus e do Seu amor por todas nós.

De tudo que aprendemos sobre esta mulher que morava na cidade de Sicar, em Samaria, um exemplo deve ser seguido: Fale de Cristo a seus filhos, a seus pais, a seus irmãos, a seus amigos que estão, cegamente, caminhando pelo caminho largo onde tudo é “mais fácil”, “mais prazeroso”, “mais convidativo” mas que os estão levando para um lugar eterno. de chamas ardentes – o inferno literal. Veja o que esta passagem de Lucas 16:23-24 nos relata: “E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.”

Amadas irmãs, precisamos mudar. Precisamos ter em nossos corações um peso pelas almas perdidas. Vamos mudar para poder transformar vidas, vidas que estão sedentas da Palavra do nosso Deus. Vamos nos comportar como verdadeiras crentes que conhecem a Palavra e obedecem pensando não no seu bem mas no bem daqueles que estão perdidos.

“Meu Deus, obrigada pelo Teu plano perfeito para me dar a vida eterna.
Obrigada por me salvares enviando o Teu Filho unigênito para morrer por uma pecadora como eu.
Obrigada pelo privilégio de poder falar de Ti aos perdidos, privilégio este que até mesmo os Teus anjos gostariam de ter.
Ajuda-me a preservar, em meu coração, este peso pelas almas perdidas.
Que durante a minha vida aqui na terra, eu possa Te honrar e Te louvar com toda a minha alma.
Amém!”

A mulher cananéia – humilde e cheia de fé

Valdenira Nunes

 

“Ó mulher, grande é a tua fé! Seja isso feito para contigo como tu desejas” (Mateus 15:28).

A mulher cananéia era gentia e, por não fazer parte da raça judaica, era considerada uma mulher sem nenhum valor. Quando lemos a sua história e olhamos para nós mesmas, sentimos vontade de ser como ela … uma mulher humilde e cheia de fé.

Muitas vezes, vivemos o nosso dia a dia caminhando de salto alto sobre um pedestal nos achando maior e melhor do que os outros. Mas é bom lembrar que, aqui na terra, somos apenas servos trabalhando para o Senhor. Devemos descer do alto da montanha onde nos encontramos e sermos humildes como a mulher cananéia, pois esta é a atitude que agrada a Deus.
Quando, então, eu decidir agradar ao Senhor sendo uma serva humilde, perguntas certamente surgirão diante de mim …

a- Como trato as pessoas que moram comigo?
Com ar superior ou com humildade?
b- Como me relaciono com as pessoas que estão em uma reunião comigo?
Querendo que todos me ouçam e sigam as minhas opiniões ou, humildemente, ouvindo e seguindo as opiniões dos outros?
c- Como me posiciono diante dos irmãos que estão comigo no mesmo ministério?
Querendo que todos sigam única e exclusivamente as minhas decisões ou declino das minhas e aceito também as dos outros com humildade?

Como uma serva de Deus tenho que evitar ser uma pedra de tropeço ou mesmo um fardo que as pessoas têm que carregar. Que eu seja uma mulher dócil, meiga e humilde, pois estas qualidades são tudo que uma mulher de Deus deveria almejar em sua vida.
Se, pelo menos, estamos nos esforçando para termos estes atributos, então enchamos o nosso coração e o nosso espírito com os conselhos sábios da Palavra de Deus …

“Ainda que o Senhor é excelso, atenta todavia para o humilde; mas ao soberbo conhece-o de longe” (Salmo 138:6).

“Melhor é ser humilde de espírito com os mansos, do que repartir o despojo com os soberbos” (Provérbios 16:19).

“O galardão da humildade e o temor do Senhor são riquezas, honra e vida” (Provérbios 22:4).

Agradecemos ao Senhor por estes versículos cheios de sabedoria!

A mulher cananéia não era judia mas tinha qualidades em sua vida que agradavam a Deus. Ela era humilde, uma boa mãe mas passava por tribulações que a faziam sofrer muito. Sua filha vivia possuída por um demônio que a atormentava muito. A filha sofria muito mas ela, certamente, sofria muito mais.
Quando nosso filho está passando por momentos de tribulação … seja na saúde, nos estudos, no namoro, na vida espiritual … nós estamos, juntamente com ele, sofrendo e pedindo a Deus que o ajude a superar estes momentos difíceis.

Esta pobre mulher cananéia não sabia mais o que fazer quando via a sua amada filha descabelada, com o rosto desfigurado, talvez com grunhidos estranhos e risadas. A cena era aterradora e o sofrimento de ambas era sem igual!

A Bíblia nos diz que ela “… ouvindo falar dele [de Jesus], foi e lançou-se aos Seus pés” (Marcos 7:25). Já podemos notar aí os primeiros sinais de humildade, pois ela não veio fazer um pedido com um espírito altivo mas “lançou-se a Seus pés”. Lembremos que ela não era uma mulher judia mas uma mulher “… grega, siro-fenícia de nação”.
Podemos imaginar ela rogando a Jesus … “Senhor, cura a minha filha, pois ela anda atormentada com um demônio! Tem misericórdia dela, Senhor!” E Jesus lhe respondeu assim: “Deixa primeiro saciar os filhos; porque não convém tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos” (Marcos 7:27).
Muitas vezes, eu fico pensando: “Por que Jesus deu a esta pobre mulher uma resposta tão dura?”
Vejam este comentário que li certa vez sobre esta passagem … “A resposta dEle parecerá menos rude quando se sabe que o termo que Jesus usa neste trecho para “cachorrinhos” não era aquele termo irônico que os judeus geralmente reservavam para os gentios. Pelo contrário, era o termo usado para cãezinhos de estimação”
Com um espírito de mansidão e humildade no coração, ela responde ao Senhor com palavras sábias e doces … “Sim, Senhor; mas também os cachorrinhos comem, debaixo da mesa, as migalhas dos filhos” (Marcos 7:28).
Que resposta sábia! Que fé!

O Senhor Jesus foi, então, tocado pelo amor de uma mãe desesperada, pela sabedoria de uma mulher virtuosa e pela fé de uma mulher segundo o coração de Deus.

Provérbios 31:10-11 poderia ser dito assim: “Mulher [cananéia] quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis. O coração de [sua filha] está nela confiado.”
É este tipo de mulher virtuosa, humilde e cheia de fé que eu e você deveríamos almejar ser, um dia.

Não apenas a mulher cananéia mas também outras mulheres da Bíblia nos deixaram este exemplo de humildade …

Joana – mulher rica que desceu da sua alta posição social para andar junto a Jesus e seus discípulos;
A mulher pecadora – mulher que, humildemente, cobriu de beijos os pés de Jesus, ungiu-os com o precioso ungüento que ela trouxe em um vaso de alabastro e enxugou-os com seus próprios cabelos.

Finalmente, depois de ter proferido palavras que mostraram ao Senhor a sua humildade e fé, ouviu dEle as seguinte palavras: “… Por essa palavra, vai; o demônio  saiu da tua filha” (Marcos 7:29).
Com o coração jubiloso e, certamente, muito agradecido, ela voltou para a sua casa agradecida ao Senhor por ter livrado a sua filha da servidão espiritual.
Chegando em casa, ela “achou a filha deitada sobre a cama, e que o demônio já tinha saído” (Marcos 7:30).
As bênçãos do Senhor sobre nossas vidas são inúmeras e é a Ele, somente a Ele que devemos dar graça!

“Obrigada, Pai, pela força que recebo de Jesus a fim de poder enfrentar o meu dia a dia com coragem e fé.
Ensina-me a confiar sempre em Ti e no Teu amor!
Amém”

Débora, à frente do próprio tempo

Daniella Gallotto

 

Era uma dona-de-casa comum, mas foi escolhida para ser juíza. Foi a única mulher das escrituras sagradas a ocupar um cargo político com excelência. Ela se definia como “mãe de Israel” e fazia de tudo para o bem da nação (Juízes 4:4-16).

– Principais virtudes 
Débora era bastante virtuosa: mãe de família, profeta, temente a Deus e líder militar. Traçou estratégias de batalha e conquistou muitas vitórias para Israel na época dos juízes. Foi a libertadora do povo hebreu em tempos de guerra contra os cananeus.

– Características 
• Líder Ela não se intimidou por ser mulher e ganhou o respeito dos líderes de Israel.
• Estrategista Débora sempre buscava maneiras de combater os inimigos buscando inspiração junto ao Senhor e, por isso, tinha êxito em tudo que fazia.
• Conselheira Era preocupada com as pessoas e sempre dava conselhos, discutindo e sugerindo soluções para quem estava com problemas.

– Seja como Débora
Ela é a prova de que uma mulher pode ser profissional e dona-de-casa ao mesmo tempo. Para imitá-la, procure ser atenciosa e justa. Administre bem o seu tempo e não tome decisões sem antes planejar tudo direitinho.