Solteiros – Sempre é tempo de ter esperança

Sylvia Nocetti

O Deus que conhece nossos sonhos sabe a hora certa de realizá-los

 

O sábio Salomão escreveu, em Eclesiastes 3.1, que “tudo tem seu tempo determinado…”. É muito difícil, porém, esperar por esse tempo, quando se trata de encontrar a pessoa preparada por Deus para ser nosso cônjuge. Vivemos sob a pressão do casamento. Se aos vinte e cinco anos, a jovem ainda não se casou, vai sentir-se oprimida pela cobrança – declarada ou disfarçada – dos que a cercam. Isso piora muito, se a jovem é convertida e faz parte de uma igreja. Na verdade, a mulher solteira é impiedosamente pressionada pela sociedade, especialmente nas comunidades pequenas; enquanto que a mulher casada é exaltada. Como conseqüência, as jovens começam a se desesperar quando o casamento não acontece e a idade vai passando. Os rapazes também sofrem alguma pressão e são cobrados se não se casarem até uns trinta anos.

 

Sim, é muito difícil esperar pelo tempo de Deus. É o próprio Salomão quem diz, também, que “a esperança que se adia faz adoecer o coração…” (Provérbios 13.12).

 

Conheço uma mulher que, como muitas, enfrentou toda a pressão e vergonha por estar solteira após os trinta anos. Porém, jamais perdeu a esperança e a confiança em Deus.

 

Desde muito jovem, já tocava órgão e piano na igreja, ensaiava corais, trabalhava com crianças. Mas não encontrava, nas igrejas, rapazes que quisessem assumir um compromisso. Namorou alguns, porém nada sério.

 

Aos vinte e três anos, encontrou um rapagão lindo, com ótimo emprego, família maravilhosa, que a amava muito. Enfim, tudo excelente. Bem… quase tudo. Este “príncipe encantado” não conhecia Jesus como seu Salvador e Senhor. Isto tornava praticamente impossível o relacionamento entre eles. A jovem resistiu muito, mas o amor venceu. Tudo ia de vento em popa: ficaram noivos, compraram apartamento etc. Mas, no momento de falar sobre a cerimônia do casamento, a família do rapaz começou a fazer exigências quando à religião, em termos irredutíveis a ponto da  jovem, com muita coragem, romper o noivado. Quatro anos haviam se passado. Quanto tempo perdido! Embora soubesse que Deus não aprova o jugo desigual ela tentara “converter” o noivo. A lição foi aprendida com muito sofrimento.

 

A vida precisava continuar e o Senhor Deus tinha um plano muito especial para ela. Tinha um tempo e um propósito bem definidos.

 

A jovem voltou a estudar e completou três cursos universitários. Nesse meio tempo, Deus precisou dela para cuidar de seu pai – que faleceu dois anos após o rompimento do noivado; de sua mãe e de sua irmã, que tiveram câncer e também faleceram. Foi um tempo de muita luta, dor, tristeza, solidão, desenganos e o estigma de “solteirona” permanecia. Apesar de tudo, aquela mulher ainda sonhava em se casar, por isso pedia a Deus que lhe desse um marido.

 

Certo dia, resolveu fazer a “Oração da Renúncia” (Aventuras na Oração, Catherine Marshall). Com muitas lágrimas, disse a Deus que daquele momento em diante estava renunciando seu desejo de se casar, que não iria mais pedir um marido e queria fazer tão somente a vontade dele.

 

Logo depois, foi convidada a participar de um Encontro de Solteiros, Viúvos e Descasados, realizado pela SEPAL. Resistiu muito, mas por insistência dos amigos, acabou indo. E lá conheceu um viúvo, que possuía três filhinhos. Ali mesmo, sentiu que ele era a pessoa por quem vinha esperando há tanto tempo! Começou a orar e rogar a Deus que não fizesse, de modo algum, a sua vontade, mas tão somente a dele. Um bom tempo se passou antes de receber o tão esperado telefonema e ser convidada a sair. E, sete meses depois, se casavam numa linda e singela cerimônia. Sim, sempre há tempo de ter esperança!

 

Aquela mulher assumiu os três filhinhos (9, 10 e 12 anos) de seu marido como seus. Deus os amou e os ama muito através dela. É certo que nem tudo são flores, há espinhos também. Mas o Espírito do Senhor sempre esteve, está e estará sobre eles e, por isso, são mais do que vencedores. Dezesseis anos já se passaram e posso afirmar, sem sombra de dúvida, que são muito felizes, pois aquela mulher é quem lhes conta esta história e assina este artigo.

 

Ser solteira (o) não é uma catástrofe mas um dom dado por Deus (1 Coríntios 7.7-9). O mais importante é crer que Deus nos ama e está interessado em nossa felicidade e realização. Alguns são chamados a servi-lo como solteiros, outros como casados. Aos que sentem o desejo de se casar, meu conselho é que entreguem esse sonho ao Senhor. Orem em sinceridade de coração, renunciando e colocando no altar esse desejo, abrindo mão mesmo. Não estou dizendo que essa oração fará com que Deus envie uma pessoa para você (pode até ser!) mas essa entrega certamente lhe trará paz.

 

O segredo, então? Esperar nele, pelo tempo dele, crendo que ele jamais tarda e jamais falha.

O perdão liberta

Sérgio Alves

 

Uma das causas que tem distanciado e privado as pessoas de terem comunhão e receberem as bênçãos de Deus é o perdão ou, melhor dito, a falta de liberar perdão e pedir perdão. O perdão é uma lei espiritual, talvez a mais importante de todo esse código de leis que compõe a constituição universal: a Bíblia Sagrada. Na carta aos Hebreus 12.14-15 “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando diligentemente, para que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus, nem haja alguma raiz de amargura que brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados”.

O ressentimento e a amargura se formam dentro de nós da seguinte forma (Ef. 4.26-27): a) sofremos uma agressão de outra pessoa: ofensa, rejeição, calúnia ou prejuízo financeiro; b) reagimos diante dessa agressão com dor, ira, revolta, etc. c) deixamos o tempo passar, não procurando administrar biblicamente a dor da rejeição (não acertamos o perdão).

Quando somos incapazes de perdoar, então a ira e o ódio ficam congelados em nossos corações. Dessas duas sementes (ódio e ira) brotarão: tristezas, ansiedade, medo, depressão, enfim, feridas emocionais que por sua vez nos imobilizam emocionalmente, e poderão nos transformar em pessoas inábeis em nos relacionar com os outros.

A solução de Deus para nos libertar dessas feridas, é pelo perdão que liberarmos a quem nos magoou. Geralmente os maiores conflitos acontecem no meio familiar, com pessoas próximas a quem amamos muito. Tenho visto a grande maioria das pessoas vivendo suas vidas com uma tremenda opressão, escravizadas emocionalmente por essas feridas do passado. Passam o hoje revivendo, rememorando cenas traumáticas lá do passado, ficando amarradas a esses acontecimentos dolorosos.

Em Mt. 6.15 Jesus diz: “Se porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai perdoará as vossas ofensas”. Deus colocou essa condição para liberar as suas bênçãos sobre nós. Então temos que procurar as pessoas e ajustar a questão do perdão, para que nossas almas sejam liberadas à ação do Espírito Santo, para fluir por meio dela e nos dar a Sua paz. Esse é o caminho para uma cura emocional e memorial. Liberte-se do ódio, da ira, da revolta, do ressentimento. Perdoe os seus ofensores e peça perdão a quem você magoou. Isso vai soltar você para uma vida saudável emocionalmente, isso vai quebrar as barreiras do relacionamento. Experimente! A verdade de Cristo é o único caminho para a nossa restauração (João 8:32, 14:6). Tenha coragem! Perdoe!

 

Medite sobre Deus

Meditarei nos teus preceitos e às tuas veredas (marcadas pela Tua Lei) terei respeito.
SALMOS 119.15

O salmista disse que pensava ou meditava nos preceitos de Deus. Em outras palavras,
ele passava muito tempo ponderando ou pensando nos caminhos de Deus, em Suas instruções e em Seu ensino. A pessoa que faz isso, de acordo com o Salmo 1.3, é “como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem
não murcha; e tudo quanto ele faz será bem-sucedido [prosperará, virá a amadurecer]”.
Quanto mais tempo você passa meditando na Palavra de Deus, mais colherá dela. Quanto mais você ler e ouvir a Palavra, mais poder e habilidade terá. Quanto mais você se empenhar em mergulhar na Palavra de Deus, mais revelação obterá dela. Passe tempo esta noite meditando nos caminhos de Deus. Escolha um versículo que ministre a você e vá dormir pensando nele.

Discipline seus pensamentos e palavras

Do fruto da boca o coração (um homem moral) se farta, do que produzem os lábios se satisfaz (seja bom ou ruim). A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto. PROVÉRBIOS 18.20-21

Problemas fazem parte da vida, mas Deus tem provido uma forma poderosa para você livrar-se da preocupação e da ansiedade que normalmente acompanham os problemas. Deus quer que coisas boas aconteçam em sua vida, mas você deve cooperar com Ele ao cuidadosamente escolher o que você pensa e fala. Ao falar palavras negativas você está atraindo experiências negativas, mas, quando você fala palavras positivas e cheias de fé, pode esperar receber a bondade de Deus. Sim, tempos de problemas são inevitáveis, mas é durante esses momentos que você tem a oportunidade de disciplinar seus pensamentos e palavras, obedecer a
Deus e exercitar e aumentar sua fé. Quando você escolhe a disciplina, escolhe a vida.

Confiança

“Não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus”. – 2 Coríntios 3:5

Não importa o quão qualificado e capaz nós podemos ser, sem confiança não vamos fazer muita coisa.
O que é confiança? Segundo o Dicionário Priberam on – line, confiança é “entregar com segurança alguma coisa a alguém; ter confiança em acreditar; ter esperança; entregar-se”. Também significa “ter um sentimento de confiança, principalmente o de autoconfiança e segurança”.
Jesus disse: “… sem mim nada podeis fazer”. (João 15:5). Isto não significa que não somos capazes de fazer nada; significa que o que fizermos não será de tanto valor.
Precisamos chegar a um estado que evidencie nossa falência quando estamos separados de Cristo. Não importa o que somos capazes de fazer e o que não somos. Sem Deus, somos um caso perdido; com ele nada é impossível para nós. (Mateus 19:26).
Existem duas razões principais que explicam porque não somos usados por Deus grandiosamente:
1 – Pensar que somos auto-suficientes.
2 – Não sabermos quem somos em Cristo.
Tentamos realizar as coisas na carne, sem perceber que sem Deus não temos poder algum. Mas se Deus é por nós, nossas deficiências naturais não importam. Somos “auto-suficientes na suficiência de Cristo”. (Filipenses 4:13).
Seja o que for que você precisar fazer, você pode fazer porque Cristo está em você.

Faça isto:
“Lembre-se que o Senhor vê o seu coração. Confie no amor que ele tem por você. Saiba que você é aceito e capaz através de Cristo”.

J.M.

A dor… A cura… O socorro!

O amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.
ROMANOS 5.5

Algumas pessoas dizem ou fazem coisas que o machucam, mas você tem a habilidade
dada por Deus para amar essas pessoas. Uma boa forma de começar é seguir a bem conhecida regra de ouro. Não é fácil. De fato, requer disciplina. Mas Deus o ajudará se você realmente desejar fazê-lo. A disciplina é sua amiga, é a habilidade que Deus lhe dá para caminhar nos caminhos dEle. Embora seja difícil, a disciplina é um desconforto temporário que pode
trazer alegria permanente ou prazer em longo prazo.Se você é ferido e aprende a vencer isso, terá uma valiosa ferramenta para ajudar os outros. Deus nos conforta para que possamos confortar outras pessoas. Aqui está a progressão: somos feridos… Permitimos que Deus
nos cure… Estamos prontos a socorrer os outros. Ferida… Cura… Socorro! É um processo que, literalmente, pode mudar sua vida e a vida de muitas outras pessoas ao seu redor.

Porque as pessoas se casam?

Antes de iniciar uma discussão de como fazer o casamento funcionar, talvez devamos propor  uma pausa suficientemente prolongada para perguntar: Qual é o propósito do casamento? Que estamos tentando realizar por meio dele?

Se você fizesse a uma dúzia de amigos essas duas perguntas e pedisse que escrevessem em particular suas respostas, quantas opiniões diferentes você acha que receberia? Essas são algumas das que registrei tanto de solteiros quanto de casados: sexo, companheirismo, amor, prover um lar para os filhos, aceitação social, vantagem econômica e segurança.

Debates amplos e recentes sobre o significado do casamento colocaram essas questões em primeiro plano. Alguns defendem que é possível ter todas essas coisas sem se casar. Há décadas, a sociedade decidiu que não é preciso casar para ter relações sexuais.

Numa época em que metade dos lares é ocupa-[da por solteiros, segundo levantamento recente, ser casado não garante mais a aceitação social ou a vantagem econômica. “Viver juntos” está em alta. O que dizer do amor, da segurança, do companheirismo e de um lar para os filhos? Essas coisas não podem ser obtidas, até certo ponto, sem o casamento? Qual seria, então, a vantagem do matrimônio?

 

Para responder a essas perguntas de forma completa, precisamos examiná-las com o olhar da fé, buscando a sabedoria de Deus. Vemos na Bíblia um quadro muito diferente. A partir de Gênesis — o primeiro livro da Bíblia, no qual lemos a história da criação —, descobrimos que a idéia de casamento de Deus é a fusão de duas vidas da maneira mais profunda possível em uma nova unidade que não somente satisfará as pessoas envolvidas, com também servirá

aos propósitos de Deus do modo mais elevado.

 

Companheirismo e compromisso

 

O coração da humanidade clama por companhia. Somos criaturas sociais. O próprio Deus disse a respeito de Adão: “Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2:18). Lembro que esta análise foi feita antes da queda da humanidade, e que esse homem já tinha a companhia

afetuosa e pessoal de Deus. Ainda assim, o Senhor disse: “Isso não basta.”

A solução de Deus à necessidade do homem foi criar a mulher (Gn 2:18). O termo hebraico usado aqui significa, literalmente, “face a face”. Isto é, Deus criou um ser com quem o homem poderia ter um relacionamento face a face. Isto revela o tipo de relação pessoal profunda

por meio da qual os dois são ligados em uma união inseparável que satisfaz os anseios mais profundos do coração humano. O casamento foi a resposta de Deus à necessidade mais profunda do ser humano: a união da vida de uma pessoa com outra. Esta unidade deve abranger todos os aspectos da existência. Não se trata apenas de um relacionamento físico. Nem é simplesmente dar e receber apoio emocional. Mais que isso, é a união total de duas vidas nos âmbitos intelectual, social, espiritual, emocional e físico. Esse tipo de união não pode existir sem o compromisso profundo e duradouro que Deus quer que acompanhe o casamento. O casamento não é um contrato para tornar aceitáveis as relações sexuais. Não é simplesmente uma instituição social para prover o cuidado dos filhos. É mais do que uma

clínica psicológica na qual obtemos o apoio emocional de que precisamos. É mais do que um meio de alcançar posição social ou segurança econômica. O propósito supremo do casamento não é alcançado nem mesmo quando ele é um veículo para o amor e o

companheirismo, por mais valiosos que sejam.

O propósito supremo do casamento é a união de dois indivíduos no nível mais profundo possível e em todas as áreas, o que, por sua vez, proporciona o maior sentimento de realização ao casal e, ao mesmo tempo, serve melhor aos propósitos de Deus para a vida

deles.

 

O que significa ser “um”?

É claro que só o fato de casar não garante a unidade de um casal. Há uma diferença entre “os dois serem unidos” e “os dois serem um”. Um velho pregador do interior costumava dizer: “Quando você amarra dois gatos pelo rabo e os pendura na cerca, conseguiu uni-los, mas a

unidade é uma coisa bem diferente”.

O melhor exemplo bíblico deste tipo de unidade talvez seja o próprio Deus. É interessante que a palavra usada para “um” em Gênesis 2:24, onde Deus diz: “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne” (itálico acrescentado), é o mesmo termo hebraico empregado para o próprio Deus em Deuteronômio 6:4, onde lemos: “Ouça, ó Israel: o SENHOR, o nosso Deus, é o único SENHOR” (itálico acrescentado).

A palavra “único” fala de uma unidade composta, em oposição à unidade absoluta. As Escrituras revelam Deus como Pai, Filho e Espírito, embora um só. Não temos três deuses, mas um Deus, trino em sua natureza. As ilustrações da Trindade são muitas, e todas

falham em algum ponto, mas vou usar uma bastante comum para ilustrar algumas das implicações desta unidade.

O triângulo pode ser colocado em qualquer posição e os nomes Pai, Filho e Espírito Santo podem ser movidos para qualquer posição. Não faz diferença, pois Deus é um. O que não podemos fazer é apagar um lado ou remover um dos nomes. Tudo deve ficar junto.

Deus é trino, Deus é um. Não podemos compreender plenamente esta declaração; mesmo assim, devemos falar de Deus desta maneira, porque foi assim que ele se revelou. Não saberíamos que Deus é trino se ele não tivesse se revelado dessa forma. Não poderíamos

saber que Deus é uma unidade não fosse o fato de ele ter revelado a si mesmo como tal.

Deus é unidade. Por outro lado, Deus é diversidade. Não podemos afirmar que não há distinções entre a Trindade. Em termos estritos, o Espírito Santo não morreu por nós na cruz. Essa foi uma obra do Filho. Como cristãos, não é o Pai que habita em nós, mas o Espírito. Os membros da Trindade possuem papéis diversos, e ainda assim há unidade. É inconcebível que os membros da Trindade viessem a operar como entidades separadas. A partir de Gênesis 1:26, onde Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem” (itálico acrescentado),


até Apocalipse 22:16-21, descobrimos a Trindade operando em conjunto como uma unidade composta.

Pai

Filho                     Espírito Santo

 

 

Quais são as implicações desta unidade divina no casamento? Eis um segundo triângulo:

Desta vez, o triângulo não pode ser inclinado para apoiar-se em outro lado. Deus deve permanecer no vértice de um casamento cristão. Podemos, porém, mudar a posição dos nomes marido e mulher, pois eles devem ser um. Em nossa era individualista, “unidade” não é um conceito dos mais cultivados. Todavia, a unidade conjugal não erradica a personalidade.

Pelo contrário, ela liberta as pessoas para expressarem sua própria diversidade e, ao mesmo tempo, experimentarem completa unidade com seu parceiro. Você é livre para ser tudo o que Deus pretende que seja, mesmo experimentando tudo o que Deus pretendeu quando uniu você no casamento. Nenhuma verdade poderia ser mais libertadora e satisfatória.

Quer estejam apenas começando sua nova vida como marido e mulher, quer sejam casados há muito tempo, se estão pavimentando o seu caminho em meio a desafios, espero que tenham o alvo do casamento claro na mente: unidade no sentido mais profundo possível

em todas as áreas da vida. Isto pode ser apenas um sonho para você, mas se tiver disposição para trabalhar nele, pode torná-lo realidade. Você pode imaginar como seria obter um diploma em Unidade Intelectual? Unidade Social? Unidade Espiritual? Unidade Física?

Não desista. É possível que esteja à beira de uma nova descoberta.

Deus


Marido                        Mulher

 

“Acontece que meu marido não está disposto a trabalhar comigo”, você pode retrucar. “Não posso fazer tudo sozinha.” É verdade, mas você pode fazer alguma coisa por conta própria. E essa alguma coisa pode ser usada por Deus para estimular a mudança em seu cônjuge.

 

Agora é com você

 

1. Examine bem o seu casamento. Devemos reconhecer as fraquezas antes de começar a aperfeiçoar essas áreas. Em uma folha separada, faça quatro colunas paralelas

com os seguintes títulos: Intelectual — Social — Físico — Espiritual.

Sob cada título, liste as características que acha que tem em comum com seu cônjuge. Em que área sua unidade é mais fraca? O que você poderia fazer para estimular o crescimento nessa área? O que você vai fazer a respeito?

2. Sugira que seu parceiro leia o capítulo, faça uma lista similar e responda às questões acima. Quando vocês dois estiverem se sentindo bem e abertos para o crescimento

pessoal, compartilhem os resultados e concordem sobre as atitudes que aumentarão a sua unidade. Concentrem-se em uma área de cada vez.

 

Extraído do livro “O casamento que você sempre quis”, de Gary Chapman. Editora Mundo Cristão.

O papel da mulher no casamento

Deus criou o homem e a mulher no mesmo dia (Genesis 1:26-27), eles tinham o mesmo valor gracioso, mas cada um tinha um papel bem como um lugar específico. Deus colocou o homem na posição de cabeça, de chefe da família e a mulher em posição de assistência, de suporte para seu marido.

No casal, a mulher é chamada para ser submissa a seu esposo assim como ela é ao Senhor ( Efésios 5:22). A palavra submissão geralmente é pobremente usada e entendida. Na verdade, ser submissa, é estar debaixo da cobertura, proteção, responsabilidade de nossos maridos concernente a realização da missão que Deus confiou a eles. Nesta relação, a mulher não é pisada ou atropelada, bem pelo contrário, ela mantém sua identidade e todo o seu valor diante de Deus. O homem é o chefe da família, submisso ao Senhor, alimenta, protege e cobre sua esposa e filhos. A mulher tem do seu lado a assistência, o suporte, encorajando-o através do respeito e honra que tem por seu marido (Colossenses 3:23)

Cuide de seu marido

Você pode ajudar seu marido enquanto cuida dele, enquanto prepara seus pratos preferidos, enquanto presta atenção às suas ligações, suas roupas, enquanto lhe mostra seu amor através de palavras doces e atitudes notáveis enquanto tem relações íntimas.

Para ajudar, você é a primeira interessada em seu marido, por isso tenha um tempo pessoal para orar por ele e tenha também momentos de oração como casal.

Seja sua confidente e uma mulher de paz

Você pode ajudar seu marido enquanto se torna sua melhor amiga, sua confidente, sendo fácil ele confiar em você. Pode ajudar seu marido ao apoiá-lo quando ele passa por momentos difíceis, ao ouvi-lo sem tentar fazer comentários nos espaços,  ao lhe trazer palavras de incentivo, ao lembrá-lo de suas vitórias anteriores, que lhe dão força e energia para melhor enfrentar as presentes situações, enquanto frisa como ele é capaz de encarar os novos desafios.

Uma mulher deve buscar por paz em cada momento com seu marido, ela deve conversar com ele docemente e ter palavras amáveis de modo que os “relatórios” entre os dois sempre sejam bons e que o clima de casa seja sempre tranqüilo (Romanos 12:18; Romanos 14:19; 1 Pedro 3:10-11).

Não hesite em dar o primeiro passo

Em caso de discussão, coisa que acontece, não hesite em dar o primeiro passo. Isso geralmente é rotulado como uma atitude de fraqueza, quando, na verdade, é uma atitude de magnitude e amor. Deus não hesitou em fazer isso com Adão: Depois de pecarem, Eva e ele se esconderam de Deus, que sabe e que vê todas as coisas, e que sabia, entretanto, exatamente o que eles haviam feito e onde tinham se escondido. Deus deu o primeiro passo indo na direção deles e chamando por Adão (a pessoa responsável pelo casal). Se Deus fez isso, quanto mais nós devemos fazer um com o outro. Ao agir assim, você não somente traz a paz de volta, mas fecha a porta para os planos de divisão do inimigo, e fará que o seu esposo seja tocado por essa atitude e tente ser como você.

Não seja como estas mulheres que gostam de discussões, pelo contrário, fuja e busque antes por paz para as discussões que fazem os homens fugirem (Provérbios 25:24; Provérbios 21:19).

O casamento e as estações

Passos para evitar o outono e o inverno no casamento

Adaptado da pregação do PR. Elienos

Cada estação do ano nos traz sensações diferentes: o verão traz calo que, embora às vezes desconfortável, é a melhor época para curtir praia e piscina, e ambos sempre nos dão muito prazer e alegria. A primavera traz o doce perfume das flores e também a beleza delas. O outono já começa a dar uma sensação de tristeza, começa a ficar um pouco mais frio e as folhas das árvores vão secando e ficando feias. Enfim, o inverno traz frio e às vezes muito frio.

O casamento pode ser comparado, muitas vezes, às estações do ano. E é muito importante que nosso casamento não caia no outono e no inverno. Todos os casamentos tem suas desavenças, é claro, mas não podemos perder o perfume, a beleza e o calor que há. Neste artigo, o Pr. Elienos nos ajuda ensinando alguns passos para evitarmos o outono e o inverno em nosso relacionamento.

1 – Fuja do Pecado – Provérbios 5:2-5

Não importa o passado, o que você já fez, o que importa agora é fugir do pecado daqui para frente. Feche todas as portas para a tentação: Internet, pornografia, adultério, mentiras. Essas coisas só vão trazer frieza para o seu relacionamento, além de fazê-lo perder a beleza e o perfume. Se você não fugir do pecado você irá entristecer em primeiro lugar a Deus e depois ao seu cônjuge.

2 – Reafirme seu compromisso todos os dias

Seu casamento é o seu compromisso. Seu compromisso é fazer seu cônjuge feliz. Vocês precisam ter o compromisso de ficar juntos, de amar, de crescer como pessoas, e de um casamento exclusivo e para toda a vida.

3 – Resolva as falhas do passado

Às vezes o casal está bem e de repente surge uma discussão, e com ela vem muitas mágoas do passado. Resolva as falhas. Não deixe o Diabo ficar usando coisas lá de trás para perturbar seu casamento. Pv. 10:12.

Para isso é preciso 3 pequenos passos:

– Identifique as falhas do passado. Faça isso conversando com seu cônjuge.

– Confesse e se arrependa. Peça perdão e perdoe.

– Perdoe! Perdoe e ore com seu cônjuge.

Mas cuidado! Não faça disso uma caça às bruxas.

4 – Ouça com empatia – Provérbios 18:3

Dizem que a mulher fala 25 mil palavras por dia e o homem 10 mil. Por isso é preciso um acordo: Os dois tem que conversar e ouvir.

Geralmente as mulheres gostam de falar e o marido precisa aprender a ouvir e tentar entender a esposa. Por outro lado, a mulher precisa entender que o homem não tem necessidade de conversar o tempo todo, e que gosta de um pouco de silêncio. Um precisa entender o outro. Não adiante querer conversar com seu marido na hora do jogo de futebol.

5 – Respeite os limites do seu cônjuge

Às vezes a esposa está cansada e não pode falar “não” para o marido que quer sexo. Por fim ela acaba tem seu limite desrespeitado. Acostumamos-nos um com o outro e acabamos por ignorar os limites de cada um.

6 – Exerça o poder da honra

Honrem um ao outro. A esposa precisa honrar o marido. Um homem se sente feliz quando é honrado por sua esposa onde quer que for, mas o marido também precisa honrá-la.

7 – Confiem em Deus de todo o coração

Um casal que coloca toda sua confiança em Deus tem muito mais facilidade de se mante no verão e na primavera. Quando Deus está em primeiro lugar e quando o casal reconhece que Deus é que os sustenta é muito mais fácil lidar com as dificuldades financeiras e de relacionamento. Um casamento alicerçado em Deus e em Sua Palavra dificilmente vai cair na frieza e na falta de beleza que o outono e o inverno trazem.

Família Feliz – Como Conquistá-la?

Conquistamos uma família quando aprendemos a sonhar corretamente de acordo com a vontade de Deus para nossa vida e família. Tudo na vida de um líder começa a existir a partir de um sonho, de uma visão que lhe impulsione a atingir todas as suas metas, que precisam estar bem traçadas.
“Bem-aventurado todo aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos! Do trabalho das tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem. Tua esposa, no interior de tua casa, será como a videira frutífera; teus filhos como plantas de oliveira, ao redor da tua mesa. Eis como será abençoado o homem que teme ao Senhor. De Sião o Senhor te abençoará; verás a prosperidade de Jerusalém por todos os dias da tua vida, e verás os filhos de teus filhos. A paz seja sobre Israel”. (Salmo 128)

Esse salmo tão bem escrito por Davi, nos dá um perfil de uma família feliz. Desde o princípio o desejo do coração de Deus é que seus filhos tenham famílias estruturadas e felizes.

Toda família que teme ao Senhor colhe os frutos de sua obediência: um bom casamento e uma família ajustada. Essas são as maiores bênçãos da vida, muito mais que bens materiais.

Quando um casal entra em aliança, na maioria das vezes ele espera ser feliz, como um interesse próprio. Porém, a Bíblia nos ensina como um princípio que é dando que se recebe. Então, a mentalidade precisa ser mudada e ao entrar em aliança o maior desejo do coração do cônjuge deve ser fazer o outro feliz, quando isso acontece a recíproca torna-se algo natural. Quando fazemos o outro feliz a conseqüência e sermos felizes.

Cada postura nossa dentro do relacionamento deve ser para frustrar os planos do diabo e engrandecer a vida familiar.

Somos o modelo para os casais que estão em busca de transformação no seu lar.

No casamento, temos que ser como José, sonhar e interpretar nossos sonhos para vê-los acontecer, não podemos nos dar por vencidos enquanto não vermos nossa família usufruindo de tudo o que Deus tem para ela. José, apesar de ter enfrentado tantas lutas, jamais abriu mão de seu sonho, ele foi indesístivel, é assim que precisamos ser.

Quando alcançamos uma família feliz, temos unção para resgatar casais, a partir da nossa casa, que é a base do trono de Deus.

O casal que sonha ver o cônjuge feliz prospera.

Mas, para alcançarmos essa plenitude é necessário fecharmos algumas brechas e guardamos algumas portas. Satanás tem trabalhado para destruir as famílias, mas Deus quer nos ensinar a rota da felicidade.

Vejamos algumas brechas que podem ser fechadas se guardarmos as portas de entrada:

Olhos – temos que guardar os nossos olhos, pois o que vemos pode ou não determinar se teremos uma família feliz. Muitas vezes colocamos nossos olhos em coisas que não agradam o coração de Deus por serem prejudiciais para nossas vidas e famílias.

Tudo o que vemos e olhamos vai direto para a alma.

Quantas vezes perdemos tempo em frente à TV e não investimos nem um tempinho que seja para meditarmos na Palavra que tem as fontes de verdade que podem transformar as nossas casas.

Pv 4:25 Dirijam-se os teus olhos para a frente, e olhem as tuas pálpebras diretamente diante de ti. O que você tem olhado?

Dt 6:8 Também as atarás por sinal na tua mão e te serão por frontais entre os teus olhos; Onde você tem colocado os seus olhos?

Sl 119:37 Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade, e vivifica-me no teu caminho.

Como você tem olhado a sua vida e família?
Todas às vezes que colocamos nossos olhos no que não convém, desviamos nossa visão do foco correto.

Muitas vezes olhamos para algumas situações na nossa casa e não sabemos nem o que pensar, mas Deus quer nos ensinar a olhar para as situações com a visão da águia, para que vejamos não as situações como se apresentam, mas como serão de acordo com a vontade de Deus.

Mt 5:8 Eu, porém, vos digo que todo aquele que [olhar] para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela. Quando você olha para o que não é seu você está pecando.

Desvie seus olhos do mal e não se permita ser tentado. Se você abre brecha para que a tentação entre é como mexer com fogo, você será queimado.
Guarde seus olhos. Eles são para você olhar na direção do trono de Deus e receber todas as estratégias para sua família.
Boca – a Bíblia diz que falamos do que o coração está cheio.

Há pessoas que estão sempre comentando sobre coisas fúteis, mas nunca falam sobre assuntos que possam verdadeiramente edificar. Somos advertidos sobre isso em várias passagens da Bíblia como em Efésios 4:29; 5:4 “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que seja boa para a necessária edificação, a fim de que ministre graça aos que a ouvem. Nem baixeza, nem conversa tola, nem gracejos indecentes, coisas essas que não convêm; mas antes ações de graças.

Quantas pessoas não sabem falar e calar na hora certa. Dentro do relacionamento conjugal as piores brigas acontecem porque não sabemos controlar a nossa boca.

Precisamos pedir a Deus para que Ele nos ensine a guardar os nossos lábios “Põe, ó Senhor, uma guarda à minha boca; vigia a porta dos meus lábios! (Sl 141:3)

Pv 4:24 Desvia de ti a malignidade da boca, e alonga de ti a perversidade dos lábios.

Nossa boca foi criada por Deus como um instrumento para profetizar as Suas bênçãos. Na hora da raiva se você tiver vontade de falar, louve.

Fale bem da sua família, do seu cônjuge e de seus filhos.
Ouvido – o que temos escutado pode nos contaminar ou nos abençoar. Não fomos chamados para ouvir qualquer coisa. Nossos ouvidos precisam estar sensíveis a voz do Espírito Santo, pois assim não cometeremos erros.
A fé vem pelo ouvir e ouvir a Palavra de Deus. Não fomos chamados para ouvir relatórios de catástrofe. Fomos chamados para ouvir as estratégias do coração de Deus, para nossas famílias.

Não devemos dar ouvidos à conversas que possam comprometer nossos sentimentos em relação à família. Inclusive cuidado com os conselhos que você tem ouvido acerca de sua casa. Eles podem te ajudar ou te prejudicar. Alguns cônjuges por darem ouvido a quem não deviam acabam entrando em verdadeiras enrascadas e acabam ouvindo ofensas que só desgastam o relacionamento quando deveriam estar ouvindo o quanto são importantes e amados. Quantos cônjuges estão carentes de ouvirem uma palavra de amor.
Pés – onde temos plantado nossos pés. A Palavra de Deus diz que os pés que anunciam as boas novas são formosos.

Sl 25:15 … pois ele tirará do laço os meus pés. Se você estiver envolvido por um laço há uma promessa de Deus de livramento sobre a sua vida se você decidir estar fechando as brechas e guardando as portas de entrada.

Como casal precisamos ter nossos pés plantados na casa do Senhor.
Querido casal, talvez você tenha passado por tantas lutas e tenha esfriado nos sonhos de Deus para sua família. Mas, não desista, apegue-se na Palavra de Deus que tem promessas para sua vida e toda a sua casa.

Isaías 30:21 que diz: “quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai nele;

É tempo de conquistarmos e mantermos uma família feliz!

Pra. Cláudia Ayub – MIR